MEUS POEMAS MOLHARAM

   
  Sérgio Diniz Barros Guedes

     Hoje,
     choveu tanto
     que meus poemas molharam.

    
Amanhã,
     espero o sol para secá-los
     no varal da vida,
     pendurados
     com os prendedores da ilusão.

  
  Depois de amanhã,
     passa-lo-eis
     com a pedra do ofício
     de quem os fez,
     tornando-os mais lindos
  
  
do que antes.

     


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