LÁGRIMAS E RUGAS         

Sérgio Diniz Barros Guedes

Meus olhos lhe vêem
mas não lhe enxergam,
eles não aceitam
a proximidade dos hálitos,
que um dia evaporaram.

Hoje não há mistura,
a carne ainda dói
na vergonha do rosto.

Somos prisioneiros do passado,
meus olhos deixam de lado,
cravados no pátio do acaso.

 


 

 
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