DOZE HORAS
Ovaciono o desejo perdido
dos desiludidos
debaixo da saia
da névoa da vida.
Este drama é antigo
parece uma anágua
engomada
de quem não se atualizou
com o viver.
O azul ficou sempre azul,
não incorporou outra cor,
a penitência é a mesma,
sem liberdade pela natureza,
sonha por sonhar,
asas cortadas, nada de voar,
o possível, sempre foi impossível
na conjugação do verbo acomodar.
Mude, ainda há tempo...
Sérgio Diniz Barros Guedes
Editada na Antologia Literária Virtualismo