DIA-A-DIA

A chaleira chia
sinto o aroma do café
que em seguida é servido,
com pão colonial, bem quentinho,
que saiu do forno do quintal.
Passa um indivíduo a cumprimentar
através da porta aberta do lugar.
Vamos entrar e sentar
o café está quentinho, diz a nona,
matriarca de todos,
que não se cansa de enfeitar
e alegrar este paraíso de lugar.
É minha cidade do interior,
onde todos pensam em vir
para cidade, que horror!
A nona sabe dar valor
a tudo que a natureza lhe ofereceu
faz tudo com amor e poesia,
curte o amanhecer,
o gorjear dos pássaros
os animais de todos os dias,
é uma poetisa do tempo e da alegria,
sua comida no fogão a lenha contagia.
Tudo é florido, tem cores,
inclusive a face dos indivíduos,
o sorriso demonstra sabores.

Sérgio Diniz Barros Guedes

             

                   

 

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