DEDOS QUE AFIAM O OLHAR

Moldam-se os dedos
em teu corpo, 

amada.

Trepidam os pensamentos
na mola mestra da alma,

amada.

Os olhos embrenham-se
penetrando em ti,

afiando.

O desejo inoxidável
que tilinta no telhado
da carne,

no amor com garras do destino até tarde.

Sérgio Diniz Barros Guedes


 

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