AMOR MATERNO                  

Essa rima que não rima,
esse rosto que não ri,
essa falta que não mata,
do afeto que não veio.
Seu semblante baixo
no equilíbrio das mãos,
veta as belezas da vida
postal da sua verdade.
Essa exigência de afeto
guardam rugas da essência,
mas ela é apenas
guardiã de sua metade.
As cicatrizes abrigam as respostas
da distância resguardada
no sono,
no mais puro abandono,
o dono
de si mesmo,
operário de suas tormentas,
parceiro das lástimas
que não rima,
nem enxerga,
os valores da vida...

Sérgio Diniz Barros Guedes


 
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