Um
fio na noite iluminava
os açoites da lua,
e refletia no filete d'água
sua face nua.
A bela a banhar-se
era como uma abelha
perdida da sua colméia...
o reflexo a deixava vermelha
e a água espelhava
sua alma, com calma.
Hoje a chamo de flor,
a rainha que posou
na minha vida com força,
e nas noites de desejos
com seus beijos,
me dá mel na boca,
por isso sou feliz.
Sérgio Diniz Barros Guedes