IMENSIDÃO DO AMOR 

    Navegando no barco azul
    sob a solidão do mar
    após um adeus, a navegar
    guiado pelo cruzeiro do sul.
    O barco segue sem rumo
    eu com o timão seguro
    olhando a imensidão do oceano
    a imensidão do céu
    com seu pôr-do-sol
    cor de mel.
    Ah! Como é bom velejar
    sozinho nas águas do mar
    sentindo o segredo da alma
    a paz do tapete verde a balançar
    as aves a passear
    voando rasteiras
    chamando-me para conversar
    ah! Como é lindo
    tudo é verso, tudo se transforma em poesia
    neste lindo dia.
    Vejo uma luz ao longe
    piscando para me cumprimentar
    é um farol, a me avisar
    as direções para eu passar.
    A brisa do vento está carinhosa
    no meu corpo alisando
    o que me faz o pensamento
    imaginar os carinhos dela
    que por detalhe está ausente
    mas carrego-a comigo presente.
    Ah! Como a queria perto
    ajudando-me a desvendar o mistério do vazio
    mesmo enxergando ao longe um navio,
    estou só
    meu corpo sente frio
    minha pele está desolada, pobre
    que também por ti sofre
    pedindo teu calor
    suplicando por teu amor,
    distraio-me com as paisagens
    as vezes visagens.
    Neste momento sinto-me pequeno
    sinto-me ninguém
    somente pela falta desse alguém.
    Quem?
    Ela,
    singela
    pétala da minha vida
    flor prometida
    cheirosa,
    formosa,
    de sorriso pequeno,
    sereno
    batendo no fundo do meu coração
    não com a mão
    mas com a sua magia
    que irradia
    a minha vida
    termômetro do meu amor
    que se transforma no mais belo sabor
    do meu sentimento
    da minha alma
    a todo o momento.

    Sérgio Diniz Barros Guedes

 

 

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