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Que se Faça a Luz
Schyrlei Pinheiro
Gira a terra, no meio do nada.
Corre o homem à procura do fim.
Sobre a imaginária linha curva do horizonte,
desce às trevas,
locomovendo as sombras do medo.
O vento sopra
e as folhas secas flutuam,
enquanto, imóvel, adormece o dia,
escondendo, mudo, do mundo as cores ,
enterrando o seu cansaço
triste, vendo, em pesadelos,
o tempo delirar
que a esperança é resto do nada,
empurrando para o abismo a noite chorosa,
que, no escuro, não sente
o cheiro da terra orvalhada,
em silêncio profundo,
esperar
que a centelha de luz renasça,
encontrando os elos perdidos
em meio às batalhas vencidas,
recompondo a corrente indestrutível
dos nossos sonhos, de pensar
que o amor sempre há de sobreviver. |
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