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wettingen

 

 

 

Imposs�vel dizer algo sobre os Schibli de Neuenhof sem mencionar a  Abadia de Wettingen.

Durante o per�odo de 1227 a 1841, toda a vida econ�mica, social, pol�tica e religiosa da aglomera��o Wettingen/Neuenhof  girava em torno da Abadia de Wetttingen.

Na Idade M�dia, na perene guerra em que vivia a popula��o da Europa. todos tinham um soberano ,um patr�o a quem deviam obriga��es, do servo da gleba ao senhor de terras e este aos condes que eram feudat�rios do rei,etc.  Esta cadeia de direitos e obriga��es era muito intrincada e se baseava na tradi��o da prote��o armada que o superior dava ao inferior a troco de seu servi�o militar, do trabalho em suas terras, de parte de sua colheita , de impostos em dinheiro  etc.

Os monges da abadia de Wettingen eram propriet�rios de terras, tinham a prote��o do Vogt de  Habsburgo e repassavam este status aos seus meieiros  " meiers ", a Abadia n�o possu�a for�a armada, mas tinham poder de julgamento e se fosse necess�rio recorreriam aos seus vogts  protetores em Habsburgo . (Ap�s 1415 foram protegidos pela Antiga Confedera��o Su��a)  .Al�m disso eram os monges, antes de tudo,  padres da Igreja Cat�lica Apost�lica Romana com o poder ex officio , da excomunh�o. Assim como na letra da m�sica onde sargento manda no cabo e coronel no capit�o transcorria serenamente a vida � sombra da Abadia de Wettingen, por s�culos e s�culos. Lutero com sua Reforma Protestante sacudiu os fundamentos desta fr�gil estrutura feudal.

A gravura abaixo mostra com muita propriedade a vida  dos camponeses na propriedade do Duque de Berry na Alta Idade M�dia

 

 

O inverno numa aldeia de camponeses. Vemos os habitantes se aquecendo junto ao fogo, enquanto no segundo plano a vida cotidiana � corte da madeira, conduzir os animais � feira � segue seu curso.

A mais antiga paisagem de neve na hist�ria da arte ocidental d�-nos uma imagem l�rica e encantadora da vida de aldeia no fim do inverno, com as ovelhas no redil, as aves esfomeadas esgravatando na eira e uma criada aquecendo as m�os com o bafo, enquanto vai correndo para junto das companheiras � lareira (a parede da frente foi suprimida para benef�cio do contemplador); a meia dist�ncia um alde�o corta lenha para o lume e outro conduz um burro carregado para a povoa��o ao longe.
Paisagem, interiores e exteriores arquiteturais est�o harmoniosamente unidos no espa�o atmosf�rico profundo. At� as coisas impalp�veis e ef�meras como o h�lito gelado da criada, a fuma�a da chamin� e as nuvens se tornaram represent�veis na pintura.

 

Os monges cistercienses se instalaram em Wettingen no ano de 1227 e foram comprando terras ao redor da Abadia  at� que por volta de 1400 n�o mais conseguindo cultiv�-las , repassavam-nas v�rias aos colonos ,meiers, talvez do latim , meieiros, sob uma taxa , einzins : parte da colheita , trabalhos nas terras ainda cultivadas diretamente pela Abadia e outras modalidades de pagamento, mas quase nunca em dinheiro.

Por volta do ano de 1220, o Bar�o Heinrich II de Rapperswil comprou terras em Wettingen . Depois de ter sido miraculosamente salvo de um naufr�gio durante as cruzadas ele doou estas suas terras de Wettingen para os monges cistercienses  da Abadia de Salem em Bodensee.  Em 14 de outubro de 1227 , o Abade de Salem Ebehardt enviou 12 monges e alguns oper�rios laicos para a constru��o do Mosteiro  Stella Maris de Wetingen . Em mem�ria do generoso Bar�o , adotaram o lema Non Mergor ( n�o afundo) . Desde o in�cio a Abadia foi adicionando a suas possess�es at� Uri, Zurich em Riehen e acima do vale do rio Limmat  terras ao redor de Wettingen . No vale do Limmat a Abadia tinha o poder de justi�a de primeira inst�ncia. Os V�gte protetores eram os Habsburgos at� 1415 e depois foi  a Velha Confedera��o Su��a.

Nos prim�rdios do s�culo XVI a Abadia foi sacudida por s�rios problemas financeiros, sendo que em 1529 a maioria dos monges de Wettingen converteram-se para o protestantismo e em 1531 a Abadia de  Wettingen voltou a ser Cat�lica, ap�s a Segunda Guerra de Kapel , se bem que somente em 1564 os monges puderam eleger seu abade .

No per�odo de 1594- 1633 houve um not�vel progresso nas atividades da Abadia com a instala��o de cursos de filosofia e teologia bem com uma imprensa para not�cias e livros. No per�odo ap�s a Revolu��o Francesa a abadia serviu de ref�gio para milhares de refugiados pol�ticos ou religiosos da Fran�a.

 

 

Em 1803 a Abadia passou a pertencer ao rec�m formado Cant�o de Aargau e em 1841 o parlamento cantonal de Aargau decretou a dissolu��o de todos os mosteiros do territ�rio e for�ou os monges a abandonarem a abadia de Wettingen. Estes vagaram durante 13 anos at� comprarem um mosteiro beneditino em ru�nas na cidade de Mehrerau na �ustria que desde ent�o passou a ser chamada como Abadia Cisterciense Wetttingen-Mehrerau .

Os pr�dios vazios da antiga abadia de Wettingen foram aproveitados em 1976 com escola do Cant�o de Aargau.

A bel�ssima igreja cat�lica da antiga abadia de Wettingen atualmente � usada para as missas e casamentos todas as semanas.

Os meiers ao seu turno podiam repassar suas terras a outros meiers ou subdividi-las  com seus herdeiros, ficando sempre sua obriga��o original com a Abadia. Tinhas assim a posse mas n�o a propriedade das terras.

Outros "meieir"  da Abadia Maris Stella  eram:

Baltenschwiler, Benz, Bernet, Bernhard, Berz,Br�hlmeier, Brunner, Bucher, Burckhart, B�rgler, Dosenbach, Egloff, Ernst, Frey, Geisswiser, Graf, Gr�niger, G�ller, Hartmeier, Herren, Hertensteiner, Hertle, Huser, H�tten, Kalchthaler, Keller, K�ufeler, Klotz, Koller, Kramer, Lang, Meister, Merkli, Meier, Muntwiler, Neracher, Nespler, N�tinger, �rtle, Bopp, Bossert, P�rle, Schibli, Schmidt, Sch�n, Sch�nli, Schweizer, Seiler, Senn, Sigrist, Silbereisen , Sp�nli, Sp�rri, Steimer, Stidle, Stucki, Stutz, S�ssle, Trachsler, Ursprung, Fisler, Voser, W�rnli, Wiederkehr, Widmer e Zimmermann

Os Schibli tamb�m dito as vezes Schible ,Schiblis ou at� Schiblin foram originariamente supervisores   ( Vogt) deste intrincado relacionamento de agricultores e os monges propriet�rios das terras cultivadas e tamb�m foram meiers sob diversas modalidades. Eram assim ao mesmo tempo coletores e pagadores de taxas a Abadia.

 

Hello Rog�rio
 
it is written: "Gottsh. Ste�rmeier". "Gottsh." is an abbreviation of "Gottshaus".  Today is would be written "". With "Gotteshaus" is named the Monastery of Wettingen.
Before 1816 all "Steuermeier" (yes, tax collectors) were functionary of the monastery. But after this year there were two ones of such functionary, one of the monastery and one of the community.
 
In the moment my book will be printed. But my time is further very small.
 
Best wishes and greetings
Arthur

 

Os Br�hlmeiers eram meiers que tinham sob seu controle �reas cercadas  de reserva de ca�a e cria��o de animais notadamente de porcos.

O pai de Joseph Leonz Schibli chamava-se Joseph Schibli e era um funcion�rio do Monast�rio de Wettingen como  coletor de impostos  era um Gottshaus Steurmeir , um funcion�rio coletor de impostos  da Casa de Deus , ou seja da Abadia de Wettingen.. Com a expuls�o dos monges em 1846 esta profiss�o , deixou de existir , permanecendo apenas os coletores de impostos para o governo laico.

Invent�rio de uma casa de um "meier"

 posta a venda pelo Abade Jodokus Singysen em 1622.

Desta forma os Schibli ( Vogt) e os Br�hlmeiers ( Br�hl ) tinham uma distin��o entre os diversos meiers e talvez seja uma das raz�es dos v�rios casamentos nestas duas fam�lias.

O documento abaixo mostra que  Magdalena , filha do finado Jacob Br�hlmeier, casou-se no domingo da Quinquagesima de 1634 com Jakob Schibli de Neuenhof .
 

 

 

 

O documento abaixo mostra uma transa��o de terras envolvendo Schibliss e Bruhelmeier

 

 

O mapa abaixo mostra os limites dos dom�nios da Abadia de Wettingen no ano de 1694. Conv�m ressaltar que o Norte Geogr�fico est� � direita, pois na �poca n�o havia a conven��o de se posicionar este ponto cardinal para cima. E ainda , pode se observar facilmente que as terras da Abadia, abrangiam diversas comunidades ultrapassavam fronteiras de cant�es e de comarcas. A comunidade de Neuenhof situa-se na margem esquerda do rio Limat, a poucos passos da Abadia de Wettingen ( Kloster)

 

 

 

 Em 1507 durante o movimento da Reforma o convento foi incendiado por protestantes, mas conseguiu soerguer-se logo.

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O nome Schibli encontra-se no mais antigo livro do registro de fam�lias  de Neuenhof.

No cabe�alho da p�gina 11 est� escrito

Joseph Leonz Schibli filho de Joseph Schibli ,  3 de setembro de 1784 ; casou-se em 25 novembro de 1817

a margem est� escrito : brasileiro ( ou seja dos emigrados para o Brasil), faleceu no Brasil em 1862, segundo o registro da Igreja em Wettingen

 

sua esposa : Helena Gertissin , de Dogern ; nascida em 15 de Novembro de 1785 ( na verdade ela nasceu no dia 15 e foi batizada no dia 17 de novembro de 1782; conforme a c�pia do seu registro de batismo.

O erro do registro deve ter sido do not�rio , pois informado que havia 2 anos de diferen�a nas idades, assumiu que  a esposa  fosse mais nova que o marido, como normalmente acontece...

Helena . tinha o mesmo nome de sua madrinha de batismo. Era da religi�o cat�lica apost�lica romana.

Gertissin era a latiniza��o  do nome  Gertheis.

Filho : Peter nascido em 12 de mar�o de 1819 ; faleceu em 7 de novembro de 1819 ( na viagem para o Brasil e foi sepultado ao mar )

No livro de batismos de Wettingen constam os registros de  batismos  de  Joseph  Leonz (Leontus ) e de seu filho Peter e ainda registra o ano de falecimento  ( no Brasil) de Joseph Leonz em 1862.

Abaixo fragmento da Lista de Emigrados do Cant�o de Aargau para o Brasil em 1819,onde se pode ver os tr�s �ltimos nomes Schibli, Joseph Leonz, tingidor (em f�brica e tecidos) e lavrador, 35 anos de idade

 Helena , sua esposa , 37 anos de idade

 filho,  Peter nascido em 1819.

 

 

Existe um registro na fam�lia Reis em uma antiga capa de  b�blia  onde se l�   Skible - Su��a - LUNGUSTER que se escrito em letras g�ticas d� :

BURG USTER, local da �ltima resid�ncia dos Schibli na Su��a ?

Eu acho que pode muito bem ser Baumgartner que escrito em letras g�ticas da �poca pode-se ler Lunguster.

 

Por exemplo, existe um registro de casamento na cidade de Baden ,vizinha a Wettingem de uma Schibli com um Baumgartner : Jose Schibli e Leonz Baungartner s�o as testemunhas do casamento dos parentes, a noiva era Schibli de Wettingem

 

Penso que deste nome mal interpretado deu o  falso relato do parentesco com os Lumgruber  ou Lemgruber

O Skible � facilmente identific�vel com o Schiblil, pois para os brasileiros pois na antiga grafia da l�ngua portuguesa l�-se o ch como o atual q ou k.

Carolina Perp�tua nasceu no Brasil, talvez  na regi�o de  Cantagalo / Nova Friburgo ou talvez na cidade de Carmo-RJ onde tinha muito com�rcio com Muria� e l� nasceu a 2a gera��o dos Lemguber, amigos da fam�lia Schibli .

� poss�vel que o nome Perp�tua foi dado a filha de Helena e Joseph Schibli contrapondo-se  a m� sorte de Peter , que teve uma vida muito curta !

Abaixo uma vista de Wettingen, a abadia fica na curva em "U"  do Rio Limmat , do outro lado do rio fica Neuenhof

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