Cronologia

1914 - Nasce a 2 de julho, em Recife
1924- Faz sua primeira viagem a Europa, onde se inicia seu interesse por arte, especialmente por arquitetura.
1926-Assiste a com�cios e manifesta��es pol�ticas, come�ando a se interessar por marxismo e torcendo pela coluna Preste.
1929-Termina o curso secund�rio em Recife e dirige-se ao Rio de Janeiro.
1933-Transfere-se para a Escola Polit�cnica de S�o Paulo, motivado por uma publica��o onde se cogitava a cria��o de uma faculdade de Ci�ncias.
1934-Publica, como estudante, seu primeiro trabalho cientifico, intitulado "Os princ�pios da Mec�nica".
1935-Forma-se engenheiro eletricista pela Escola Polit�cnica da Universidade de S�o Paulo.
1936-Obt�m o bacharelado em Matem�tica pela rec�m-criada (1934) Faculdade de Filosofia, Ci�ncias e LETRAS DA Universidade de S�o Paulo. Publica seu primeiro trabalho como f�sico te�rico na revista italiana // Nuovo Cimento, sobre eletrodin�mica qu�ntica.
1938-Viaja para a Europa, onde passa a trabalhar com Enrico Fermi, em Roma. Aprofunda-se seu interesse por arte, principalmente em Paris e na B�lgica.
1939-Conhece, em Paris, o pintor di Cavalcanti. De volta ao Brasil, passa a freq�entar a casa de Oswald de Andrade, onde conhece a artista Teresa D'Amico.
1940 Como fellow da Funda��o Guggenheim, viaja aos Estados Unidos, onde faz seus primeiros trabalhos de astrof�sica, com George Gamow, sobre o Processo Urca. Faz trabalhos art�sticos de fotografias e os exp�e no Observat�rio de Yerkes, da Universidade de Chicago.
1942-Retorna ao Brasil e ao departamento de F�sica da USP. Come�a, de forma n�o sistem�tica, a escrever sobre artistas brasileiros e a se relacionar com critica de arte paulistana.
1944-Apresenta a tese sobre "Os princ�pios da Mec�nica", tornando-se professor catedr�tico da cadeira de Mec�nica Racional, Celeste e Superior da USP. Organiza, escreve o texto e fotografa as obras do catalogo da primeira exposi��o individual de Volpi.
1947-Elege-se deputado estadual em S�o Paulo, pelo PARTIDO Comunista. Depois de dois meses de atua��o na Assembl�ia Legislativa tem, juntamente com todos os parlamentares eleitos pelo povo PC, sue mandato cassado.
1948-� preso no inicio do ano sob acusa��o de subvers�o � ordem publica. Liberado m�s depois, � ordem publica Liberado m�s depois retorna a Europa, Onde passa a lecionar na Universidade livre de Bruxelas, na B�lgica, at� seu retorno ao Brasil.
1961-Organiza a retrospectiva de Volpi para a bienal desse ano.
1962-Elege-se deputado estadual, com a maior vota��o do PTB de S�o Paulo, tendo o registro do diploma impedido pelo Tribunal Eleitoral, sob a alega��o de pertencer ao Partido Comunista.
1964-Foi preso logo ap�s o Golpe, no come�o do ano, sendo posto em liberdade ap�s cerca de 50 dias. Teve sua pris�o preventiva decretada em outubro, para a qual n�o se apresentou, permanecendo foragido.
Bienal desse ano, bem como das de 1967 e 1969, como representante dos artistas no J�ri nacional de sele��o.
1969-Em decorr�ncia do AI-5, tem decretado sua aposentadoria compuls�ria, sendo afastado de todas as sua s fun��es universit�rias.
1977-Publica o trabalho "Causality and Relativity" na revista Brasileira de F�sica.
1979-Com a lei da Anistia, reintegra-se na Universidade de S�o Paulo.
1983-Ministra o curso de Evolu��o dos Conceitos da F�sica, no instituto de F�sica da USP. Recebe o Premio de Ci�ncia e Tecnologia do Conselho Nacional de Pesquisa.
1986-Recebe o titulo de Cidad�o Paulistano.
1987-Numa homenagem realizada no instituto de F�sica da USP, recebe o titulo de Professor Em�rito do Centro Brasileiro de Pesquisa F�sica.
1990-Num s�bado de primavera, 10 de novembro, falece, em S�o Paulo, o professor Mario Schenberg...
[...] De modo que, em geral, nao me entusiasmo muito com as argumenta��es l�gicas. Sei que � muito f�cil descobrir uma brecha em qualquer racioc�nio. O grande matem�tico acerta muito mais por intui��o do que por contas feitas.[...]
[...] Embora suas horas de trabalho fugissem do convencional e a leveza de seus passos no samba contrastassem com a sua presen�a maci�a, ele era visto como um dos elementos mais estabilizadores e de maior capacidade do grupo [...] Giuseppe Occhialini.
[...] O cientista moderno deve ter uma escuta po�tica da natureza e se algu�m teve essa escuta po�tica foi M�rio; Para M�rio, a arte era uma paix�o vivencial. [...] Haroldo de Campos
[...] O estampido do cosmo n�p o ensurdeceu para a d�bil voz humana. Ele � fraterno, solit�rio e luta para que,neste pequeno planeta, os homens sejam mais felizes. A pol�cia n�o gosta dele. [...] Ferreira Gullar.
[...] Quando penso em um homem que seja ao mesmo tempo s�bio e cientista, eu penso nele. Tenho uma saudade enorme dele. [...] Gilberto gil
[...] Vejo que os poucos talentos que criamos na area cientifaca, n�o tem o valor que merecem [...] Paulo sergio