| Mem�rias Paulistanas |
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| Pra�a Buenos Aires Em 1912, quando Higien�polis j� estava apinhado de casar�es constru�dos por industriais e bar�es do caf�, a prefeitura desapropriou uma �rea de 25 000 metros quadrados ao lado da Avenida Ang�lica para fazer uma pra�a. O terreno pertencia a Germaine Lucie Burchard, filha de um dos fundadores do bairro. Com jardins, esculturas e espelhos d'�gua, o projeto foi assinado pelo paisagista franc�s Joseph Bouvard. A bela pra�a, batizada de Buenos Aires (na foto acima, em 1925), transformou-se com o passar do tempo em uma esp�cie de ponto de encontro de beb�s, cachorros, caminhantes e corredores da regi�o. |
| Palacete Trocadero Empenhados na divulga��o do modernismo, artistas e intelectuais como Gregori Warchavchik, M�rio de Andrade e Menotti del Picchia fundaram, no fim de 1932, a Sociedade Pr�-Arte Moderna (SPAM). Com o objetivo de arrecadar fundos para a rec�m-criada associa��o, eles organizaram em fevereiro do ano seguinte um grande baile de Carnaval no sal�o do Palacete Trocadero, atr�s do Teatro Municipal. A decora��o ficou por conta dos pintores Lasar Segall e Anita Malfatti, que transformaram o local na cidade imagin�ria de Spamol�ndia, com zool�gico, cadeia e moeda pr�pria, o spamote. Na foto acima, publicada no livro S�o Paulo � A Juventude do Centro, da editora Grifo, est� um grupo de foli�es que participaram da festa, entre eles o bibli�filo Jos� Mindlin (o primeiro da direita para esquerda, sentado). |
| Col�gio Elvira Brand�o No in�cio do s�culo passado, estudantes que quisessem entrar na Escola Normal Caetano de Campos tinham de passar por um concorrido teste de sele��o. Para se prepararem, muitos optavam por cursos como o ministrado pela professora Elvira Brand�o (1879-1970) no por�o de sua casa, na Rua Major Sert�rio. Essas aulas, transferidas em 1930 para um pr�dio na Alameda Ja� (foto), foram o embri�o do Col�gio Elvira Brand�o, que comemorou 100 anos na �ltima ter�a-feira. Pela escola � que hoje est� na Granja Julieta � passaram alunos como o m�dico Raul Cutait, a atriz Etty Fraser, o banqueiro Roberto Set�bal, o empres�rio Ant�nio Erm�rio de Moraes e o piloto Rubens Barrichello. |
| F�brica da Santista Com a explos�o da II Guerra Mundial, em 1939, muitos produtos importados da Europa tiveram de ser substitu�dos por similares nacionais. A ind�stria brasileira experimentou ent�o tempos de prosperidade. Nessa �poca, o presidente Get�lio Vargas criou um grupo dentro do governo para estudar e estimular a produ��o t�xtil. Na foto acima, de 1940, ele confere o funcionamento de uma m�quina da f�brica Santista, na Zona Leste, a primeira a produzir fios de l� em novelo no pa�s. Atualmente, o pr�dio � ocupado pelo Sesc Belenzinho. |
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| Doceira P�o de A�ucar Logo que abriu sua primeira loja, em 1948, o comerciante portugu�s Valentim dos Santos Diniz comprou um furg�o Chevrolet zero-quil�metro para fazer entregas em domic�lio. As encomendas sa�das da Doceira P�o de A��car, na Avenida Brigadeiro Lu�s Ant�nio, percorriam toda a cidade � algumas eram levadas at� Santos. Durante muito tempo, o respons�vel pelo transporte foi Oswaldo Garcia Estremeira, que, nesta foto do in�cio dos anos 50, segura um bolo em forma de carrinho. Um confeiteiro o acompanhava para dar os retoques finais na cobertura. Estremeira trabalhou 22 anos na empresa. Come�ou como zelador, tornou-se motorista, chegou a tesoureiro e aposentou-se como diretor executivo. |
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| Rua Direita Colombinas com fantasias de veludo e seda, arlequins de roupas colantes e mulheres com trajes de cigana dan�avam pela cidade. Outros foli�es acompanhavam o cortejo mais alinhados, de terno ou de vestido de mangas compridas e chap�u. No in�cio do s�culo XX, as comemora��es carnavalescas aconteciam sobretudo em ruas e pra�as de S�o Paulo. Bailes em clubes fechados ainda n�o eram moda. Entre os ingredientes da festa, estavam confete, serpentina e lan�a-perfume (que s� viria a ser proibido em 1961). Esta imagem da Rua Direita no Carnaval de 1905 est� na cole��o Hist�ria da Cidade de S�o Paulo, coordenada pela historiadora Paula Porta. |
| Delegacia do Cambuci Nas primeiras d�cadas do s�culo XX, o bairro oper�rio do Cambuci era um foco de agita��es pol�ticas. Quando ca�am nas garras da pol�cia, anarquistas e l�deres do movimento sindical iam parar nas celas da delegacia da Rua Bar�o de Jaguara. O lugar ficou conhecido como "Bastilha do Cambuci", uma refer�ncia � pris�o invadida pelos parisienses no in�cio da Revolu��o Francesa, em 1789. A nossa "queda da Bastilha" ocorreu em outubro de 1930. Com a vit�ria da revolu��o de Get�lio Vargas, manifesta��es tomaram conta da cidade e a cadeia foi arrombada (foto) e incendiada. Essa e outras hist�rias est�o no livro S�o Paulo � Metr�pole em Tr�nsito, da Editora Senac. |