| Mem�rias Paulistanas |
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| Bonde (2) No fim do s�culo XIX, S�o Paulo dependia dos bondes de tra��o animal. A pouca oferta de transporte p�blico incentivava o uso de ve�culo individual, e entre os 170 carros de passageiros existentes na �poca estavam os t�lburis. A bordo dessa esp�cie de coche, os paulistanos enfrentaram seus primeiros congestionamentos, como mostra a foto de 1892 na Rua XV de Novembro. |
| Cantina Depois que o Carlino fechou suas portas (1881-2002) fechou as portas, o t�tulo de restaurante mais antigo da cidade passou para a cantina Capuano, aberta em 1907 por imigrantes do sul da It�lia. Suas mesas, durante d�cadas, estiveram entre as mais frequentadas de S�o Paulo. Era ali que animados oriundi e grupos de colegas se encontravam, como este jantar de advogados em 1940. O vinho servido em copos comuns acompanhava pratos como fusilli ao sugo, cabrito e camar�o ensopado. No in�cio dos anos 60, Francisco Capuano vendeu a casa � fam�lia Luisi. Em 1968, o restaurante mudou-se da Rua Major Diogo e foi para a Conselheiro Carr�o, na Bela Vista, onde funciona at� hoje. |
| Catedral da S� Em 1913, come�aram os trabalhos da constru��o da Catedral da S�, onde at� 1898 ficava o Teatro S�o Jos�, destru�do por um inc�ndio. Projeto do arquiteto alem�o Max Hehl, a obra foi inaugurada em 1954, na festa do quarto centen�rio, mas s� ficou totalmente pronta em 1970. Em 2001, ela foi restaurada e o projeto original, finalmente conclu�do. |
| Centen�rio Chuva de papel prateado nas ruas do centro, queima de fogos de artif�cio no Banespa, avi�es da esquadrilha da fuma�a cortando os c�us. � meia-noite, os sinos das igrejas come�aram a repicar e 7500 f�bricas dispararam suas sirenes. Assim se passou o dia 25 de janeiro de 1954. Mas foi o s�mbolo das comemora��es do quarto centen�rio, uma espiral ascendente para representar a trajet�ria do prograsso de S�o Paulo, que causou pol�mica. Era impressa em an�ncio de jornal, folhetos, edi��es comemorativas e convites. Desenhada por Oscar Niemeyer e produzida pelo engenheiro Zenon Lotufo, a "Aspiral" instalada no Ibirapuera no dia da inaugura��o do parque (foto) deesafiava as leis da f�sica: n�o tinha base de sustenta��o capaz de mant�-la a uma inclina��o de 60 graus. As escultura se desfez poucos dias depois. |
| Cineteatro Santa Helena Nos anos 30, passear pela Pra�a da S� era o t�pico program�o paulistano. Muitos casais de fina estampa encontravam-se ali para assistir a filmes no Cineteatro Santa Helena. Localizada no andar t�rreo do palacete de mesmo nome, a sala possu�a decora��o art nouveau, com escadarias de m�rmore de Carrara, vidros e espelhos franceses. Quando esta foto foi tirada, em 1935, a plat�ia aguardava o in�cio de uma sess�o. J� decadente, o cinema foi fechado pouco antes da demoli��o do edif�cio, em 1971. |
| Col�gio Rodigues Alves Este Col�gio foi inaugurado em 1919, durante um programa de dissemina��o do ensino prim�rio por todo o Estado. Tombado pelo Condephaat, o Rodigues Alves sofreu nos �ltimos dez anos com a a��o de v�ndalos, que quebraram janelas e picharam sua fachada. Agora, o pr�dio est� sendo totalmente restaurado. Uma iniciativa capaz de recuperar o glamour de uma �poca como a da foto, da d�cada de 50, quando os alunos podiam atravessar calmamente a Avenida Paulista sob o olhar atento de um guarda. |
| Edif�cio Copan Uma grande curva na cidade saturada de �ngulos retos. Considerado um marco da modernidade paulistana, o edif�cio Copan foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1951. As obras foram conclu�das em 1966. Com o intuito de construir um complexo hoteleiro, residencial, tur�stico e de servi�os - o Maci�o Tur�stico Copan - a Companhia Panamericana de Hot�is e Turismo encomendou o projeto original a Oscar Niemeyer, que idealizou um lugar onde pessoas de diferentes organiza��es familiares, classes sociais e culturais pudessem conviver em harmonia. Para isso, al�m de apartamentos, foram projetadas diversas �reas de conviv�ncia, como um cinema, um teatro, um grande restaurante e um hotel de luxo. No entanto, a Companhia Panamericana nunca conseguiu levar o projeto adiante. A planta da obra passou pelas m�os de representantes do Banco Nacional Imobili�rio, da CNI e do Bradesco, que alterou o projeto original e deu in�cio �s obras em 1957. O hotel e o teatro nunca sa�ram do papel e os apartamentos dos blocos E e F, que contariam com 3 dormit�rios, foram redivididos em quitenetes e apartamentos de 1 quarto. |
| Dirig�vel Hindenburg Constru�do em 1936, o dirig�vel alem�o Hindenburg causava furor onde quer que passasse. Com 245 metros de comprimento - e duas su�sticas na cauda -, era o maior objeto voador fabricado at� ent�o. Quando o dirig�vel esteve em S�o Paulo, o empres�rio Jo�o Baptista Raia, fundador da rede de farm�cias que leva seu nome, subiu com a mulher e os sete filhos � torre de sua casa, na Alameda Santos, para v�-lo. Foi uma oportunidade rara. Em maio de 1937, o Hindenburg explodiu ao pousar perto de Nova Iorque, matando 36 pessoas. |
| Edif�cio dos Correios A festa agitou o Vale do Anhangaba�. Em 19 de outubro de 1922, durante as comemora��es do centen�rio da Independ�ncia, os paulistanos celebraram a inaugura��o do imponente pr�dio de estilo neocl�ssico. Com 17.550 metros quadrados, foi constru�do sob o comando de Ramos de Azevedo. At� os anos 70, serviu de sede dos Correios, depois transferida para a Vila Leopoldina. Atualmente o edif�cio encontra-se fechado para reformas. |