Mem�rias Paulistanas
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Hospital Emilio Ribas
Na d�cada de 1870, S�o Paulo passou por uma forte epidemia de var�ola. Para evitar a dissemina��o dessa e de outras doen�as contagiosas, foi criado o Hospital do Isolamento, na antiga Estrada do Ara��, atual Avenida Doutor Arnaldo. Como se acreditava que poderiam espalhar as mol�stias, as enfermeiras eram obrigadas a morar no hospital � que, em 1932, passou a se chamar Em�lio Ribas, homenagem ao ex-diretor do Servi�o Sanit�rio. O primeiro pavilh�o, que aparece nesta imagem, existe at� hoje. Refer�ncia no tratamento de doen�as infecciosas, o Em�lio Ribas comemora 125 anos em 2005, com uma exposi��o de vinte fotos na esta��o Cl�nicas do metr�.
Revolu��o de 1924
Em 27 de julho de 1924, os paulistanos acordaram sobressaltados. Ao som de bombardeios, tiros de metralhadoras e morteiros, encerrava-se um conflito de 22 dias em que barricadas e saques se tornaram parte do cotidiano. Fot�grafos registraram estragos surpreendentes. Um deles foi o paulista Gustavo Prugner (1884-1931), autor desta imagem de tr�s casas bombardeadas na regi�o da Luz, uma das mais afetadas. A foto integra uma s�rie sobre a Revolu��o de 1924, na qual tenentes liderados por Isidoro Dias Lopes se rebelaram contra a estrutura pol�tica e foram vencidos por tropas leais ao governo.
Hotel Esplanada
Inaugurado em 1922 no Vale do Anhangaba�, o Hotel Esplanada marcou �poca. Com vista para os jardins da Pra�a Ramos de Azevedo, o palacete de inspira��o francesa teve h�spedes como o escritor americano William Faulkner, a bailarina inglesa Margot Fonteyn e o ator franc�s Maurice Chevalier. Durante uma reforma em sua resid�ncia, o empres�rio Jos� Erm�rio de Moraes mudou-se para l�. Em 1962, seu filho Ant�nio Erm�rio comprou o edif�cio, para onde transferiu a sede do grupo Votorantim. Este cart�o-postal, feito por volta de 1925, est� no livro Lembran�as do Brasil, da dupla Jo�o Emilio Gerodetti e Carlos Cornejo.
Avenida Rebou�as
Entre os s�culos XVI e XIX, o caminho conhecido como Estrada dos Pinheiros atravessava um grande brejo. Por volta de 1895, quando o bairro de Cerqueira C�sar foi loteado, a avenida ganhou o nome de Dr. Rebou�as, homenagem ao engenheiro Antonio Rebou�as, que construiu a estrada de ferro que vai de Campinas a Rio Claro. As primeiras obras de urbaniza��o no local come�aram em 1935 e causaram menos pol�mica do que as atuais, apesar de terem demorado mais de dois anos. A foto acima � um retrato desse per�odo. Est� no livro S�o Paulo, 1860-1960 � A Paisagem Humana, que acaba de ser lan�ado pela editora Terceiro Nome.
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Ch�cara Klabin
Para fugir da persegui��o aos judeus na Litu�nia, o empres�rio Maur�cio Klabin desembarcou no Brasil em 1888. Onze anos depois, fundou com dois irm�os e um cunhado a Klabin Irm�os & Cia. No fim dos anos 1910, ele construiu uma bela casa de 8 000 metros quadrados na regi�o da Vila Mariana (foto), onde sua fam�lia morou por cinq�enta anos. O local chegou a ser ocupado por uma grande favela, mas em 1967 os herdeiros conseguiram a reintegra��o de posse do terreno. Lan�aram ali um loteamento imobili�rio que virou bairro e ficou conhecido como Ch�cara Klabin.
Ferrovia da Cantareira
No fim do s�culo XIX, foram constru�dos reservat�rios de �gua na Cantareira. Para transportar oper�rios e equipamentos at� l�, criou-se uma ferrovia. Nos fins de semana, paulistanos embarcavam nos trens a vapor e iam fazer piqueniques na serra. Os agricultores da regi�o, que antes viajavam de carro�a com seus produtos at� o Mercado Municipal, tornaram-se passageiros ass�duos. A partir dos anos 60, com o sucesso do samba Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, a linha da Cantareira � que tinha entre suas paradas a esta��o Ja�an�, mas jamais funcionou tarde da noite � ganhou fama nacional. Nesta foto, de 1953, a maria-fuma�a atravessava a ponte sobre o Rio Tamanduate�, no cruzamento hoje formado pelas avenidas do Estado e Cruzeiro do Sul. A imagem est� no livro Mercado Municipal de S�o Paulo, da editora Abooks.
Belcar
Esses barulhentos t�xis fotografados em 1971 no Vale do Anhangaba� j� dominaram as ruas paulistanas. Lan�ado no Brasil em 1958, o Belcar, da DKW, atra�a os taxistas por ser um carro barato e de f�cil manuten��o. Durante anos a Caixa Econ�mica Federal contou com uma linha especial de cr�dito para financiar o modelo, o que ajudou a turbinar a frota. Uma das grandes vantagens do Belcar era o fato de ter quatro portas, conforto raro na �poca. "Hoje, um modelo como esse bem conservado pode valer at� 20 000 reais", afirma Paulo Renato Arantes, criador do site Clube do DKW (www.dkw.com.br).
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