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História de São Caetano do Sul. Progresso, Trabalho e Luta.
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Rua Manoel Coelho com
Rua Goiás, no início da década de 50. |
São
Caetano do Sul Hoje. Foto Aérea |
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História de São Caetano do Sul. Progresso, Trabalho e Luta. |
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A história de São Caetano liga-se ao descobrimento do Brasil. A Vila de Santo André, fundada por João Ramalho em 1554, mais tarde foi abandonada e acabou destruída em 1560. Era uma área habitada por fazendeiros, tropeiros e carreiros que trabalhavam no transporte de mercadorias entre o porto e o Planalto. Algumas das fazendas eram propriedade de bandeirantes. Em 1631, o capitão Duarte Machado doou aos padres beneditinos o sítio que possuía no Tijucuçu. Anos mais tarde, em 1671, Fernão Dias Paes Leme, bandeirante conhecido sob a alcunha de O Caçador de Esmeraldas, arrematou em leilão outro sítio vizinho e também o doou aos padres. Assim, formaram a Fazenda São Caetano, onde, além de pequenas plantações, mantinham uma olaria para fazer os tijolos, lajotas e telhas de que necessitavam para a construção do Mosteiro de São Bento, no centro de São
Paulo. Em
1868, inicia-se um novo período na vida da antiga Fazenda São
Caetano, com a inauguração a estrada de ferro inglesa São Paulo Railway
Company.
Logo depois, o Governo Imperial adquiria as terras de São Caetano para instalar um dos Núcleos Coloniais, que objetivavam incentivar a imigração européia e, com isso, minorar os efeitos da evasão da mão-de-obra agrícola. O da Fazenda São Caetano foi o primeiro a ser inaugurado. Em 29 de junho de 1877, algumas famílias de imigrantes embarcavam no vapor Europa, no porto de Gênova, com destino ao Brasil. |
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Igreja Matriz do Bairro Fundação. Festa de Santo Antônio, ano de 1908
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O primeiro grupo de italianos, integrado por 28 famílias, chegava ao Núcleo Colonial em 28 de julho de 1877. A instalação aconteceu com a presença de Sebastião José Pereira, presidente da Província e do engenheiro Leopoldo José da Silva, da Comissão de Terras e Colonização. |
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Faziam parte da primeira leva de imigrantes, da Província de
Treviso, os seguintes chefes de família: |
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| Foto externa da fachada do Cine Max, em 1948.
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Antonio
Gallo, Antonio Martorelli, Antonio Garbelotto, Caetano Garbelotti, Celeste
Pantallo, Domenico Bottan, Domenico Perin, Eliseo Leoni, Emílio Rossi, Francesco Bortolini, Francesco
Fiorotti, Francesco De Martini, Filippe Roveri, Giácomo Dalcin, Giovanni Moretti, Giuseppe
Braido, Giovanni Perucchi, Giovani De Nardi, Giovanni Thomé, Giuseppe De
Savi, Giuseppe Salla, Luigi D'Agostini, Modesto Castelotti, Natale Furlan, Pietro
Pessotti, Paolo Martorelli, Pasquale Cavana e Tommaso Thomè.
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Seis meses depois, chegava o segundo grupo de imigrantes, da Província de Mântua, com os seguintes chefes de família: Luigi
Baraldi, Francesco Coppini, Isacco Coppini, Francesco Carnevalle, Francesco Ferrari, Modello
Dionisio, Gennaro Luciani, Giovanni Vicentini, Francesco Modesto, Eugenio Modesto e Domenico
Vicentini. A presença dos colonos e a proposta do governo de fornecer-lhes alimentação por dois anos em troca do que produzissem, abriram novas perspectivas para o núcleo. A posse definitiva das terras de São Caetano deu-se em 1880. Os habitantes do núcleo dedicaram-se, num primeiro momento, ao trabalho agrícola e cultivo das videiras.
O interesse dos trabalhadores foi logo despertado pela várzea compreendida entre os rios Tamanduateí e Meninos, local rico em excelente argila.
Imediatamente começaram a aparecer os primeiros estabelecimentos que se dedicaram ao fabrico de telhas, tijolos e louças, seguindo a tradição dos antigos monges beneditinos.
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| Rua Manoel Coelho com
Rua Goiás, no início da década de 50. |
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Data de 1758 a notícia inicial da existência de olarias na região, mas foi no ano de 1793 que se instalou a primeira indústria de telhas e tijolos em grande escala. Quando, em 1895, surgiu a necessidade de material para o construção do Museu do
Ipiranga, a olaria do sr. Giuseppe Ferrari forneceu o material necessário para a grande obra. |
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Em 1889, efetuou-se o recenseamento local, tendo-se verificado a existência de 322 pessoas, distribuídas em 92 lotes de terra, além de muitos outros imigrantes que aguardavam - no barracão da sede da fazenda onde estavam estabelecidos há dois anos - a distribuição de novos lotes a serem cultivados. Isso indica a enorme atividade existente em São Caetano, que progredia com rapidez e, em 1896, já se tornava um dos grandes centros produtores da Província de São Paulo. A história político-administrativa de São Caetano acompanhou, em parte, seu desenvolvimento econômico. Em 1901, o território que até então pertencia ao Município de São Paulo foi anexado ao recém- criado Município de São Bernardo do Campo.
Em 1905, São Caetano era elevado a Distrito Fiscal. A fixação das primeiras indústrias coincidiu com a
ascensão a Distrito de Paz, em 1916. Em 1924, o arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, dava ao núcleo a sua primeira paróquia e seu primeiro vigário. A vila transformava-se em cidade. |
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| Avenida Goiás com Rua Amazonas, em 1961 |
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A Indústria Pamplona foi a primeira fábrica instalada, vindo a seguir a fábrica de Formicida Paulista, de Serafim Constantino. A primeira sociedade de caráter social e filantrópico foi a Sociedade Beneficente
Príncipe di Napoli, em 1891; a segunda, a União Operária Internacional de São Caetano.
A primeira manifestação de autonomia para o Distrito de São Caetano aconteceu em 1928, com a liderança do engenheiro Armando Arruda Pereira. O movimento, contudo, foi malsucedido. |
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Na década de 40, o sonho da emancipação voltou a empolgar os
caetanenses. Em 1947, movimento liderado pelo Jornal de São Caetano colheu 5.197 assinaturas em documento que solicitava à Assembléia Legislativa do Estado a realização de um plebiscito. A consulta popular foi realizada em 24 de outubro de 1948. A autonomia saiu vitoriosa. Em 30 de dezembro de 1953, foi criada a Comarca, instalada no dia 3 de abril de 1955.
Os Prefeitos de São Caetano do Sul foram os seguintes:
de 3 de abril de 1949 a 3 de abril de 1953, Ângelo Raphael Pellegrino, sem vice-prefeito; de 4 de abril de 1953 a 3 de abril de 1957, Anacleto Campanella ( vice-prefeito: Jacob João Lorenzini ); de 4 de abril de 1957 a 3 de abril de 1961 , Oswaldo Samuel Massei ( vice-prefeito: Lauro Garcia ); de 4 de abril de 1961 a 3 de abril de 1965, Anacleto Campanella (vice-prefeito: Lauro Garcia); de 4 de abril de 1965 a 3 de abril de 1969,
Hermógenes Walter Braido (vice-prefeito: Odilon de Souza Melo ); de 5 de abril de 1969 a 31 de janeiro de 1973, Oswaldo Samuel Massei (vice-prefeito: Antonio Russo ); de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977, Hermógenes Walter Braido (vice-prefeito: Argemiro de Barros Araújo ); de 1o de janeiro de 1977 a 15 de janeiro de 1982, Raimundo da Cunha Leite ( vice-prefeito: João
Dal'Mas); de 15 de maio de 1982 a 31 de janeiro de 1983, João Dal'Mas; de 1o de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988, Hermógenes Walter Braido (vice-prefeito: Lavinho de Carvalho ); de 1o de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992, Luiz Olinto Tortorello (vice-prefeito: João
Tessarini); de 1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996, Antonio José
Dall'Anese (vice-prefeito: Iliomar Darronqui); de 1º de janeiro de 1997, Luiz Olinto Tortorello (vice-prefeito: Sílvio Torres). |
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Meio século |
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Meio século
de autonomia política
Este ano, São Caetano comemora meio século de autonomia político-administrativa. A primeira manifestação pela autonomia deu-se em 1928, liderada pelo engenheiro Armando Arruda Pereira.
O São Caetano Jornal foi criado para divulgar a déia
emancipacionista, convocando os moradores do distrito de São Caetano para votar em seus próprios candidatos a vereador e Juiz de Paz nas eleições daquele ano. |
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Avenida Francisco Matarazzo, cruzando a passagem de nível da Estrada de Ferro, em 1958. |
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Os resultados não foram os esperados: em 15 de janeiro de 1929, o coronel Saladino Cardoso Franco era reeleito, pela sexta vez, prefeito do Município de São Bernardo, e São Caetano continuaria a ser um de seus distritos.
Na década de 40, o sonho da emancipação voltou a empolgar os
sancaetanenses, dando origem à segunda tentativa de obter a autonomia. |
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O Jornal de São Caetano e a Sociedade Amigos de São Caetano lideraram o movimento em 1947. A Assembléia Legislativa do Estado recebeu abaixo-assinado com 5.197 assinaturas solicitando a realização de um plebiscito; a reivindicação foi atendida e a consulta realizou-se a 24 de outubro de 1948. Foram apurados 8.463 votos a favor da autonomia de São Caetano, e 1.029 votos contrários.
Em 24 de dezembro daquele ano, o governador do Estado de São Paulo, Adhemar de Barros, ratificou a decisão dos
sancaetanenses, homologando a criação do Município de São Caetano do Sul, efetivada a 1º de janeiro de 1949. A primeira eleição para os cargos públicos, no mês de março seguinte, escolheu Ângelo Raphael Pellegrino primeiro prefeito e constituiu a primeira Câmara de Vereadores, ocorrendo a posse dos Poderes Executivo e Legislativo no dia 3 de abril de 1949. |
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(Texto extraído da
Revista São Caetano em Revista, de 1998) Créditos: Acervo Fundação Pró-Memória.
Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul Colaboração
Cultural O Site de São Caetano do Sul www.saocaetanosp.com.br |
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