Santo Antônio...Rogai por nós !


     





Nosso Pároco, Padre Lindenberg em visita a Sua Santidade Papa João Paulo II - Roma !

 

MENSAGEM DO PADRE LINDENBERG À COMUNIDADE DE SANTO ANTÔNIO

 

"Começar com Jesus Cristo"

 

                                Imagino que a melhor definição para nós, seria: Homens  à  procura de Deus. Não consigo entender de outra forma esta sede de felicidade,  de  plenitude, de poder, de prazer, de sucesso, senão como procura de Deus.

                               Nossa   sociedade,  muitas   vezes,  ao   se   proclamar   materialista, desconhece que está à  procura  de Deus. Desta  forma, os  homens  de  nosso  tempo que se dedicam a qualquer uma destas categorias  anteriores  no mais profundo de  si mesmos, estão à procura de Deus. Você que agora  lê  este  pequeno  texto,  também está à procura de Deus. Neste momento, você faz mais uma tentativa  de encontrá-lo; pode ser que você  dissimule  esta  procura  falando  de  busca  da  felicidade,  Não  se incomode , uma grande quantidade de pessoas fazem o mesmo.

                              Em muitos momentos, acreditamos que a  felicidade  encontra-se  na posse do dinheiro. Muitos até dizem: "o dinheiro não  trás  felicidade,  mas  ajuda".  E, por isso,  você  dedica-se  com  afinco  ao  trabalho;  dedicando-lhe  seus  dias  e  suas noites.  Cansados,  partimos  na  direção  de   outra   porta,   a   do   prazer   e   nesta, encontramos ofertas  múltiplas  e  variadas. Nos  atiramos  sobre  ela  tal  qual  o  filho pródigo desejava atirar-se sobre as bolotas que eram  oferecidas  aos  porcos.  Ainda nos resta a porta do poder. Em muitos momentos, chegamos a  pensar:  "ah...  se  eu tivesse   o  poder  que  ele  tem";  ou  ainda,  Ah...  se  eu  fosse  o .....".  Na  verdade, buscamos o poder porque podemos brincar de deuses, manipulando  as  pessoas  por algum tempo. Tempos depois,  descobrimos que estamos sós, sem  ninguém,  porque o poder nos isola das pessoas e descobrimos que  do  Deus  verdadeiro  ele  não  tem nada. E tudo recomeça...

                              Todos caminhamos nesta ciranda até  decidirmos  recomeçar  nossa vida a partir de Jesus. Não fazendo remendos em nossas vidas, mas com  uma  veste nova. Jesus é a porta pela qual devemos entrar se quizermos encontrar com Deus ou a veste nova da qual necessitamos vestir para esse encontro. E o primeiro passo a ser dado neste encontro deve ser: o desejo de  reviver  as  atitudes  humanas  de  Jesus; para isto, basta que você se pergunte, como uma multidão de homens e mulheres já o fizeram: "em meu lugar o que Jesus faria"? E a  chegada  de  Deus  você  perceberá pela certeza interior de que você nele está mergulhado, e depois, pelo desejo de uma oração silenciosa e profunda.

                             Boa sorte para você, na sua procura de Deus !







 

COMUNICADO IMPORTANTE

                                               Comunidade de Santo Antônio...

                  Haverá a tradicional Romaria à Basílica de N.S.Aparecida, situada na cidade de Aparecida do Norte, São Paulo.

                  O  Evento  será  dia  05 de dezembro de  2003,  onde  às  08:00  horas será  realizada  missa   solene,   com   a   presença   de   todos   os   "romeiros"    de    nossa comunidade que quizerem participar deste ato de fé cristã.

                  Teremos ônibus confortáveis à disposição, que sairão da nossa  Igreja,  dia 04 de dezembro de 2003, às 23:55 horas.

                 Preço da passagem: R$36,00 (em seis parcelas, ida e volta).

                 Maiores informações com a Sra. Berenice ou Sra. Vera.




                    

                         AS SAGRADAS ESCRITURAS SÃO RICAS EM PASSAGENS QUE REFORÇAM A  PRÁTICA  DE ORAÇÕES! EIS ALGUMAS DELAS:

Jesus Cristo orando no Monde das Oliveiras !

Cristão lê a Bíblia !

Citação Bíblica

Localização

É preciso rezar sempre e nunca descuidar 

Lc 18, 1 

Vigiai e orai para não cairdes em tentação 

Mt 25,41  

Pedi e dar-se-vos-á 

Mt 7,7 

Chama por mim, e eu te ouvirei 

Jr 33, 3 

Invoca-me e eu te livrarei  

Sl 49, 15 

Vosso Pai que está nos céus dará bens aos que lhe pedirem  

Mt 7,11 

Todo aquele que pede, recebe; todo o que busca, acha  

Lc 11,10 

Tudo o que pedirdes orando, crede que haveis de receber e que assim vos sucederá  

Mc 11,24 

Vinde a mim todos os que trabalhais e vos achais carregados e eu vos aliviarei  

Mt 11, 28 


 

A VIDA DE SANTO ANTÔNIO

 

 

                         Santo Antonio nasceu em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y  Taveira  de  Azevedo  em  15  de  agosto  de  1195.  Foi  batizado  na  Sé de

Lisboa, uma semana após o seu nascimento. Era de família nobre e rica. O pai, senhor Martinho, ocupava o cargo de Prefeito de Lisboa.  A  mãe  Dona  Teresa,  pertencia  a alta nobreza. O menino cresceu cercado de todos os  cuidados:  boa  instrução  moral, científica, religiosa e muito conforto. Aos poucos percebeu que a vida  de  riqueza  não lhe   agradava   e   sentiu   o  chamado  de  Deus. Estudou   na   Catedral   (onde  seria também  menino  do  coro),  os  rudimentos  -  trivium,   cômputo,  saltério   e   música. 

Reza   a lenda que fez  lá  o  seu  primeiro  milagre,  insculpindo  na  parede  uma  cruz afastando  assim o demônio que tentava atormentá-lo. Aos quinze anos entrou, em S. Vicente de Fora, no Mosteiro de Cônegos Regrantes de Santo  Agostinho,  onde  fez  o noviciado, mudou o  nome  para  Antonio  e  de  onde  transitou  -  apesar  do  voto  de stabilitas loci - para Coimbra, aos vinte anos. Em Santa Cruz  ultimou  sua  formação  e foi ordenado, sendo-lhe destinado o cargo de Porteiro, pelo que  tem  a  oportunidade de conhecer os recém - chegados  Frades  menores de  S. Francisco que  habitavam  o eremitério de Santo Antão, nos Olivais. É também em  Santa  Cruz  que  aprofunda  os seus  estudos  teológico - filosóficos  de  raíz  platônico - agostiniana  e   aí   adquire   a preparação necessária à escrita dos  seus  Sermões.  Após  a  passagem  por  Coimbra das  relíquias   dos  cinco   mártires   franciscanos   mortos   em   Marrocos   em   tarefa missionária, transita dos Cônegos Crúzios para os Olivais,  onde  ingressou  na  Ordem Franciscana  e  obteve   permissão   para   pregar   em   Marrocos.   Após   uma   breve experiência  contemplativa  em  Montepaolo  reconhecem-lhe,  quando  da  ordenação conjunta de Frades  Menores  e  de  Pregadores  de  S.  Domingos,  em  Forli,  grandes capacidades oratórias e  vasto  conhecimento  exegético. O  quarto  onde  dormia  era simples, teciam a própria roupa, faziam os serviços mais humildes. Foi  um  período  de aproximadamente um ano. Foi nomeado  então  pregador  na  região  da  Romanha  e encarregado  por  S. Francisco  de  ensinar  teologia  aos  frades.  Enviado  ao  sul   da França, numa tentativa  de  missionação  dos  cátarosalbigenses,  por  lá  permaneceu dois anos pregrando e ensinando em Toulouse e Montpellier e desempenhando vários cargos  na  Ordem,  como  o  de  Custódio  de  Limoges  e  de  Guardião   em   Le   Puy. Regressou à Itália como Provincial da  Emília  Romanha. O  navio  em  que  volta  para Lisboa se perdeu em uma tempestade  e  foi  parar  em  Messina,  na  Sicília,  onde  foi enviado ao Capítulo Geral dos Frades Menores (Capítulo das Esteiras), aí conhecendo S.  Francisco  de  Assis.   Lá   então,  onde  Deus   o  esperava,  começou  sua  vida  de pregação. Multidões queriam ouvir o santo falar.  Sua  fala  simples  comovia  a  todos.
Já em Pádua, onde ensina Teologia, retoma  o  trabalho  da  escrita  e  reestrutura  os seus Sermões material auxiliar a pregadores da Ordem. Ficaram célebres os  sermões que proferiu em Forli, Provença,  Languedoc  e  Paris.  Em  todos  esses  lugares  suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que  contribuía  para  o  crescimento  de  sua  fama  de  santidade.
A   saúde   sempre precária  levou-o  a  recolher-se  ao  convento  de  Arcella,   perto   de   Pádua,   onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados,  alguns  dos  quais seriam  reunidos  e  publicados  entre  1895  e  1913.  Dentro da  Ordem  Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra  os  abrandamentos  introduzidos  na regra pelo superior Elias.  Antônio  estava  muito  doente.  Tinha  hidropisia  (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular  ou  em  cavidades  do  corpo).  Após  as pregações  da   Quaresma  de  1231   sentiu-se   cansado  e  esgotado.  Precisava  de repouso. Os frades fizeram para ele um quarto em cima de uma árvore, mas  mesmo assim o povo o procurava. Decidiram então leva-lo  a  Pádua.  Agasalharam  o  frei  e colocaram em uma carro puxado por bois. A viagem era longa. Antônio  foi  piorando. Pararam  em  um  povoado  que  havia  um  convento  franciscano.  Antônio  piorava, precisava ficar sentado pois  sofria  de  falta  de  ar.  Recebeu  os  sacramentos  e  se despediu de todos e ainda cantou o bendito: "Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas." Depois ergueu os olhos para o céu e disse. "Estou vendo o Senhor". Pouco depois morreu. Era dia 13 de junho de 1231. Frei Antônio  tinha  apenas  36  anos  de idade. Após um brevíssimo processo  de  canonização-o  mais  rápido  da  história  da Igreja-é elevado aos altares em 13 de maio de 1232 pelo papa Gregório IX. Em 1946  é oficialmente proclamado Doutor da Igreja pelo papa Pio XII, sendo-lhe  atribuído  o epíteto de Evangélico pelo vasto conhecimento das Sagradas Escrituras  patente  nos seus Sermões.Homem de oração,  Santo  Antônio  se  tornou  santo  porque  dedicou

toda  a  sua  vida  para  os  mais  pobres  e  para  o  serviço  de  Deus.  Diversos  fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era  a  devoção  a  Maria.  Em  sua pregação, em sua vida a figura  materna  de  Maria  estava  presente.  Santo  Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspiração de vida. O seu culto, que tem sido ao longo dos séculos objeto de grande devoção popular é difundido por todo o mundo através   da   missionação   e   miscigenado   com   outras    culturas   (nomeadamente Afro-Brasileiras e Indo-Portuguesas). Santo António torna-se um dos santos de maior devoção  de  todos  os  povos  e  sem   dúvida  o   primeiro   português   com   projeção universal.  De   Lisboa   ou   de   Pádua,   é   por   excelência    o    Santo    "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus. Padroeiro dos  pobres  é  invocado também  para  o  encontro  de  objetos  perdidos.  Sobre  seu  túmulo,  em  Pádua,  foi construída a Basílica à ele dedicada!

 

OS MILAGRES:

                 Santo António será sem dúvida  o "Santo dos Milagres" e,  de  todos,  aquele
que mais merece esse epíteto no mundo cristão.

                 A sua taumaturgia iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais  vasta  e variada.

                 De  Santo  "casadoiro"   a   "restituidor   do   desaparecido",   passando   por "livrador"  das  tentações  demoníacas,  a  Santo  António  tudo  se   pede   não   como intercessor mas como autoridade celestial. No entanto, cingir - nos - emos  a  milagres operados em vida como paradigmáticos dessa  taumaturgia:  Santo  António  a  pregar aos peixes, livrando o pai da forca e a aparição do  Menino  Jesus  em  casa  do  conde Tiso.

                 Quanto ao primeiro milagre -Santo António prega aos peixes - reza  a  lenda que  estando  a  pregar  aos  hereges  em  Rimini,  estes  não  o  quiseram   escutar   e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo António vai até à beira da água, onde  o rio conflui com o mar, e insta os peixes a escutá-lo, já que os  homens  não  o  querem ouvir. Dá-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se  com  a  cabeça  fora de água em atitude de escuta. Os hereges terão ficado tão  impressionados  que  logo se converteram. Este milagre  encontra-se  citado  por  diversos  autores,  tendo  sido mesmo objeto de um sermão do  Padre  António  Vieira  que  é  considerado  uma  das obras-primas da literatura portuguesa.

                 No segundo milagre, Santo António livra o pai da forca.  Conta  a  lenda  que estando o Santo a pregar em Pádua, sentiu que a  sua  presença  era  necessária  em Lisboa e recolheu-se, cobrindo a  cabeça  em  silêncio  reflexão.  Simultaneamente  (e mercê  do  dom  de  bilocação)  encontra-se  em  Lisboa,   onde   seu   pai   tinha   sido injustamente   condenado   pelo   homicídio   de   um   jovem.   Este,   ressuscitado    e questionado  pelo  Santo,  afirma  a  inocência  do  pai  de  Santo  António  e   volta   a descansar. Liberta-se assim o inocente que por falso testemunho tinha sido acusado. Santo António põe-se então "a  caminho"  e,  subitamente,  "acorda"  no  púlpito  em Pádua  recomeçando  a  sua   pregação.   Representam-se   assim   aqui   dois   fatos miraculosos num só: a bilocação e poder de reanimar os mortos. O  terceiro  milagre, também reportado na crônica do Santo, ocorre já no fim da s ua  vida  e  foi  contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo António após sua morte. Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em  oração,  o  conde, curioso, espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei António; depara-se-lhe então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o  Menino  Jesus  nos  braços  de Santo António. O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do  frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, descobre o "espião",  fazendo-lhe  jurar  que  só  contaria  o visto após a sua morte. São estes os três mais famosos  milagres  de  Santo  António, embora muitos mais pudessem ser referidos. Nas "Florinhas de Santo António" ou no "Tratado dos Milagres" é relatado um milagre praticamente para cada dia do  ano,  o que reafirma o seu carácter taumaturgo.

Informações extraídas do livro "Trezena de Sto. Antônio do Povo"
de Clóvis Bovo – Ed. Santuário




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