Santiago



Orago: S. Tiago
População: 5.904
Festas e Romarias: Santo António (13 de Junho) e Festa de Santiago (25 de Julho)
 

Actividades económicas: agricultura, comércio e turismo.


Património cultural e edificado: Igrejas de Santiago, S. Francisco, S. José, Santo António e S. Sebastião; antigo Convento e Capela de Santa Margarida, Capela de Nossa Senhora da Consolação, antigo Convento da Graça, Castelo, panos de muralhas.
Outros locais de interesse turístico e cultural: toda a Freguesia e Ilha de Tavira

Gastronomia: pratos de marisco, peixe, lulas, amêijoas e conquilhas
Doces: folhados, estrelas, colchão de noiva e doces de amêndoa e figos;

Artesanato: latoaria, cestos em cana e cadeiras em tabua;

Colectividades e Sociedades Recreativas e Desportivas: Grupo de Ciclismo de Tavira, Clube de Vela de Tavira, Clube de Caça e Pesca de Santa Margarida, Clube de Tiro de Tavira, Clube de Aeromodelismo, Clube de Tavira.
 

Jornais: Postal do Algarve (Semanário) e Jornal do Sotavento (Quinzenário)

Escolas: Secundária de Tavira, Escola 2.3 D. Manuel I (2º e 3º Ciclo),
Escolas Santa Margarida e Santiago (1º Ciclo).

História breve
A Freguesia de Santiago com a Freguesia de Santa Maria formam a cidade de Tavira.
A Freguesia de Santiago remonta, pelo menos, a 1270, ano em que D. Afonso III doa o seu padroado ao Bispo de Silves.
A divisão entre as duas freguesias tavirenses era feita pelo Rio Séqua/Gilão, mas como a Igreja Matriz (Santa Maria Maior do Castelo) se encontrava edificada na margem direita do rio (colina de Santa Maria) houve que lhe atribuir algum espaço em redor.
A Igreja paroquial de Santiago foi edificada sobre a antiga mesquita menor dos mouros. Pertenceu ao padroado real e separou-se de Santa Maria, juntamente com a sua colegiada, por ordem de D. Afonso III, por carta de 5 de Fevereiro de 1270.
Este monarca atribuiu este priorado a D. Frei Bartolomeu, seu capelão e médico, quarto Bispo de Silves, ficando depois a pertencer ao cabido do mesmo bispado.
No ano de 1272, a 4 de Janeiro, o mesmo D. Afonso III assina, em Lisboa com a Ordem de Santiago da Espada, representada por D. Paio Peres Correia, um documento que põe fim às controvérsias sobre os direitos a respeito de Tavira e outras povoações, acordando-se que Tavira com as suas pastagens, montados, fontes, caminhos, rios e direitos pertencessem ao rei e seus sucessores quanto ao temporal, e que o direito de padroado na mesma vila de Tavira das igrejas feitas e que se houvessem de fazer nos termos dela, pertencessem à Ordem de Santiago, exceptuado o direito de padroado da Igreja de Santiago de Tavira, doado ao Bispo e Cabido de Silves.
Acordaram também que se o Mestre da Ordem de Santiago desejasse fundar igrejas nos termos da vila de Tavira, El-Rei lhe daria lugar apropriado para as edificar com seus cemitérios e mais lhe daria também as casas de moradia que possuía em Tavira, casas que haviam pertencido ao árabe Abemfalera e se dividissem as casas com as do Bispo de Silves.
Segundo um cronista a primitiva igreja de Santiago derrocou, talvez devido a um abalo de terra, tendo ficado perdido o valioso arquivo paroquial, não se sabendo a data e as condições em que se efectuou a reedificação do templo.
 
A colegiada de Santiago, provida pelo Ordinário era a seguinte (até à extinção das Ordens Religiosas)

Prior que recebia cento e quarenta alqueires de trigo, cento e vinte e seis arrobas de uvas e setenta e dois mil réis em dinheiro;
Um beneficiado cura que recebia cem alqueires de trigo, cento e vinte e seis arrobas de uvas e mil réis em dinheiro;
Dois beneficiados cada um recebendo: setenta e dois alqueires de trigo, setenta e duas arrobas de uvas e dois mil réis em dinheiro;
Um beneficiado que recebia setenta e dois alqueires de trigo, trinta e seis arrobas de uvas e mil réis em dinheiro;
Um outro com trinta e seis alqueires de trigo, trinta e seis arrobas de uvas e mil réis em dinheiro;
Um tesoureiro com quarenta e oito alqueires de trigo e setenta e duas arrobas de uvas;
Sendo todos pagos pela Massa grossa.

A Freguesia era então muito extensa, estendendo-se, para ocidente até aos lugares da Fuzeta e Moncarapacho.
No século XV (1471) o Bispo de Silves eleva a povoação de Moncarapacho a Freguesia.
No final do século XV as povoações de Santa Maria da Luz, Santo Estevão, Fonte do Bispo também são desanexadas da Freguesia de Santiago.
É quase certo que estas freguesias foram criadas no século XVI
No século XVIII (16-01-1773), por alvará de D. José I, a freguesia de Moncarapacho passa a pertencer ao concelho de Faro
Por alvará de 05-02-1784 é criada a Freguesia da Fuzeta à custa do território de Moncarapacho e fica a pertencer ao concelho de Tavira a que aliás, o seu território já anteriormente pertencera.
Mas em 22 de Março de 1876, a Fuzeta,  por força da legislação de Mouzinho da Silveira (1780-1849) e na sequência da Reforma Administrativa levada a cabo nos anos de 1836, passa do concelho de Tavira para o Concelho de Olhão.
Finalmente e já nos nossos dias, 29-12-1984 a Lei 54/84 cria a Freguesia de Santa Luzia.

É assim que a freguesia de Santiago deu origem a mais seis freguesias e de tão extensa no século XIII passou para a reduzida área de 21,19 Km2

A área rural abrange os seguintes sítios: Asseca, Bernardinheiro, Fojo, Foz, Pero Gil, Santa Margarida e S. Pedro.


 

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