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IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO
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A Igreja de S. Sebastião fica situada no Campo da Atalaia (Campo dos Mártires
da República) ao lado do edifício do "Celeiro" e quase em frente das novas
instalações da Polícia de Segurança Pública e da antiga cadeia.
Antigamente era neste largo que se faziam as feiras de Tavira sendo a mais
importante e aquela que reunia mais gente a "Feira de Outubro". Actualmente é
uma zona residencial com largas avenidas mas à volta da Igreja de S. Sebastião e
devido ao piso do terreno os homens todas as tardes se reunem para praticar um
desporto que tem grande popularidade em Tavira: a petanca.
A confraria dos irmãos de São Sebastião que rea constituída por oficiais da
Câmara é mais antiga que a própria capela. Sabe-se da existência da confraria
desde o século XVII (1682) e é possível que a ermida de S. Sebastião se
localizasse no mesmo local mas a construção da igreja ou capela é do século
XVIII (1745) e foi mandada edificar pela própria Câmara Municipal de Tavira.
Parece que a actual igreja se construiu no mesmo local da antiga ermida e isso
pode ver-se pelo facto de haver diferenças arquitectónicas entre a igreja e a
sacristia parecendo esta pertencer à antiga ermida de São Sebastião.
O mártir e santo São Sebastião tinha grande veneração em Tavira e o povo
considerava-o o seu defensor contra as pestes que com muita frequência caíam
sobre a população. Por isso prestava-lhe grande culto, sobretudo no dia do Santo
--19 de Janeiro-- de cada ano.
Neste dia o Santo era levado em procissão da sua Igreja para a Igreja de Santa
Maria do Castelo e no dia seguinte regressava à sua Igreja, também em solene
procissão.
Na procissão do dia 19 o andor era transportado por oficiais subalternos da
unidade militar de Tavira e no dia 20 eram os oficiais-capitães que o
transportavam na procissão de regresso e isto porque S. Sebastião é o padroeiro
dos exércitos e ao mesmo tempo o advogado junto de Deus contra a fome a pesta e
a guerra.
No reinado de D. José I (1753) a Confraria de São Sebastião obteve do Rei e para
todo o sempre o rendimento do terrado da Feira de São Francisco. Parece que foi
com este dinheiro que a Confraria encomendou ao ilustre pintor algarvio Diogo
Magina (1) a pintura do Senhor São Sebastião bem como a pintura do altar-mor e
dos 10 painéis com a vida do santo, cinco de cada lado do altar-mor e todos
enquadrados em talha.
No templo ainda podemos ver mais seis telas, um pouco maiores, sobre a vida de
Nossa Senhora da autoria de outro pintor (três de cada lado)
No entanto a pouco e pouco e sobretudo a partir do Século XIX o culto a S.
Sebastião vai-se reduzindo e no nosso século nem a "pneumónica" de 1918
conseguiu reavivar o culto do santo defensor das pestas e a procissão de 19 e 20
de Janeiro não se tem realizado muito embora o culto a São Sebastião se mantenha
vivo um pouco por todo o Portugal e se espalhem por todo o território capelas e
igrejas em honra do santo.
A igreja talvez por isso mantem-se fechada apesar do valor das suas pinturas e
de em 1977 ter sido classificada como "imóvel de valor concelhio".
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