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Guerra Espiritual nas Regi�es Celestiais - A Exist�ncia e Poder dos Anjos e
dos Dem�nios
No in�cio do s�culo XIX um fil�sofo franc�s escreveu "A
maioria das pessoas n�o reconheceria Satan�s nem se ele as agarrasse pelo
pesco�o". Se esse triste coment�rio sobre a falta de conhecimento espiritual era
verdadeiro h� 200 anos, tal falta de conhecimento apenas aumentou
exponencialmente, pois a igreja crist� deixou de ensinar sobre a realidade da
guerra espiritual. Hoje, Satan�s agarra os crist�os pelo pesco�o e eles n�o
percebem com quem est�o lidando. Mas, principalmente, os eventos neste final dos
tempos n�o est�o apenas progredindo de acordo com a profecia b�blica, mas est�o
acontecendo como resultado da mais incr�vel batalha espiritual que os c�us j�
presenciaram. Deus e seus anjos prevalecer�o no final sobre Satan�s e seu
Anticristo ao t�rmino do per�odo da Tribula��o; entretanto, a profecia b�blica
diz que o poder de restri��o do Esp�rito Santo ser� gradualmente removido neste
per�odo intermedi�rio no qual estamos vivendo agora, at� chegarmos ao ponto em
que o Anticristo poder� aparecer [2 Tessalonicenses 2:3-8].
Estamos vivendo nos tempos trabalhosos em que o Esp�rito Santo est�
gradualmente removendo seu poder de restri��o, permitindo assim a autoridade sem
precedentes das hordas demon�acas neste mundo atual e a melhor oportunidade para
atacar os crist�os genu�nos. Essa oportunidade sem precedentes para Satan�s e
suas hordas demon�acas atacarem os crist�os est� ironicamente ocorrendo na �poca
em que a igreja est� fazendo o seu pior trabalho de preparar seus membros para
lutarem nessa guerra espiritual sem precedentes; de fato, o treinamento
espiritual atual � o pior de toda a hist�ria desde a ressurrei��o e ascens�o de
Jesus Cristo.
Precisamos voltar, no m�nimo, ao menor entendimento sobre a guerra
espiritual que ocorre nos lugares celestiais e na Terra que os crist�os de eras
passadas conheciam e entendiam das Escrituras. Neste artigo examinaremos os
princ�pios b�sicos desse assunto, as hordas demon�acas, e a liberdade que Deus
lhes deu para agirem nesta dimens�o.
A Exist�ncia dos Anjos e dos Dem�nios
Voc� sabia que houve um
tempo em que Satan�s n�o existia e que n�o havia os seres perversos chamados
dem�nios? Deus criou os anjos originalmente para servi-lo e ador�-lo. Ele criou
um anjo poderos�ssimo, a quem chamou L�cifer [Nota: Muitos eruditos da B�blia
discordam dessa interpreta��o, e por quest�es de tempo e espa�o n�o poderei
tratar adequadamente esse assunto, mas meu estudo sobre a passagem-chave -
Isa�as 14:4-19 - revela que Deus est� claramente falando a L�cifer por meio do
rei da Babil�nia; somente L�cifer poderia ter estado no c�u rebelando-se contra
Deus conforme revelado nos versos 12-14. Al�m do mais, Deus estava simplesmente
dirigindo-se a L�cifer enquanto falava ao rei da Babil�nia, j� que L�cifer
estava claramente atuando para influenciar as a��es do rei da Babil�nia,
conforme Deus revelou que ocorre constantemente no c�u - Daniel 10].
Deus criou L�cifer como o mais poderoso de todos os seus anjos, fazendo-o
at� mesmo seu Ministro da M�sica! Assim, L�cifer serviu a Deus com a maior
dedica��o antes da cria��o do mundo que conhecemos.
No entanto, conforme vemos em Isa�as 14:12-14, L�cifer rebelou-se e quis
substituir Deus no universo. Em Apocalipse 12:3-4, vemos que L�cifer persuadiu
um ter�o dos anjos de Deus a juntar-se a ele nessa aventura. No momento da
rebeli�o, Deus amaldi�oou L�cifer, e ele se tornou Satan�s, o advers�rio. Deus tamb�m amaldi�oou os anjos que
participaram da rebeli�o, e eles foram transfigurados de belos anjos para
horrendos dem�nios. Todos eles t�m um �dio profundo a Deus e a tudo o que
pertence a Deus. Portanto, hoje, L�cifer n�o existe; ele agora � Satan�s, o
advers�rio de Deus.
No mundo do ocultismo, entretanto, tanto os ocultistas de Magia Negra
como os de Magia Branca acreditam que L�cifer seja um deus bom e Satan�s um deus
mau. Acreditam que, conforme uma pessoa avan�a no ocultismo, aprendendo a
exercitar seus imensos poderes, precisar� um dia tomar uma decis�o, e optar se
utilizar� os poderes do ocultismo para o bem ou para o mal. Se a pessoa escolher
usar seus poderes para o "bem", diz-se que est� seguindo o Caminho da Direita,
servindo a L�cifer; no entanto, se escolher usar seus poderes para o mal, diz-se
que est� seguindo o Caminho da Esquerda, servindo a Satan�s. Os seguidores do
Caminho da Direita chamam a si mesmos de praticantes de Magia Branca e
consideram os seguidores do maligno Caminho da Esquerda como praticantes de
Magia Negra. Os seguidores da Magia Negra, no entanto, apenas riem da
ingenuidade de tal cren�a, pois reconhecem que ambos os lados servem ao mesmo
mestre das trevas, Satan�s [Anton LaVey, A B�blia Sat�nica, p. 51-52].
A doutrina b�blica harmoniza-se com esta �ltima cren�a.
A Conspira��o de Satan�s Contra Deus Continua
Deus nos d� o
relato que a conspira��o de L�cifer nos c�us contra ele antecede a cria��o da
Terra e de seus habitantes. O dicion�rio define conspira��o assim: "Ato
ou efeito de conspirar; maquina��o, trama, conluio secreto. Um acordo feito por
conspiradores, para cometer um crime ou alcan�ar um prop�sito legal por meio de
a��o ilegal; um planejamento secreto em conjunto, especialmente para um
prop�sito ilegal ou prejudicial, tal como assass�nio ou trai��o."
Assim, o ato de L�cifer contra Deus nos c�us, conforme descrito em Isa�as
14, encaixa-se perfeitamente nessa defini��o de conspira��o. Embora a B�blia n�o
descreva os detalhes, somos levados a acreditar que L�cifer sussurrou aos anjos
o seu plano para sobrepujar Deus por algum tempo antes de Deus reagir e
amaldi�o�-lo e a todos os anjos que o seguiram. Dessa forma, o plano de L�cifer
encaixa-se perfeitamente bem nessa defini��o de conspira��o do
dicion�rio.
Vemos a pr�xima men��o de uma conspira��o de L�cifer contra Deus no
Jardim do �den. Em G�nesis 3, L�cifer - agora chamado Satan�s, o
advers�rio de Deus - fala por meio de uma serpente a Eva. Ele
imediatamente desafia o mandamento que Deus deu a Ad�o, e que Ad�o repassou a
Eva. "� assim que Deus disse: N�o comereis de toda a �rvore do jardim?" Eva
respondeu que eles poderiam comer do fruto de todas as �rvores exceto da �rvore
que estava localizada no meio do jardim, porque caso tocassem e comessem daquele
fruto, morreriam.
Satan�s acalma Eva dizendo "Certamente n�o morrereis". Em seguida,
pronuncia a mentira que conta at� hoje por meio de todas as sociedades secretas,
do movimento da Nova Era, e de todos os concili�bulos de feiticeiros: "Porque
Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrir�o os vossos olhos, e sereis
como Deus..." Atualmente, os ocultistas de todos os matizes acreditam que existe
um "deus" dentro de cada indiv�duo e que para despertar esse "deus" potencial o
indiv�duo deve apenas meditar, praticar exerc�cios ocultistas que "abram os
centros de vis�o" e "comungar com o sagrado". Do que o cantor John Denver se
exaltou um dia? "Estou me tornando um deus."
Satan�s induziu Eva a pecar, e ela persuadiu Ad�o a acompanh�-la. Satan�s
obteve uma vit�ria tempor�ria, mas Deus predisse o tempo em que o Messias viria
para esmagar o poder de Satan�s [G�nesis 3:14-15].
Satan�s n�o perdeu tempo na luta contra Deus, mas agora estava
trabalhando por meio dos homens, bem como por
meio de seus anjos demon�acos. N�s o vemos agindo por meio de Caim, provocando o
primeiro homic�dio. Deus amaldi�oou Caim e o p�s a vagar sobre a terra pelo
resto de sua vida, protegido contra qualquer um que tentasse mat�-lo, mas
suportando a maldi��o de Deus pelo resto de sua vida.
Em G�nesis 6, vemos seres demon�acos aparecendo na Terra, tomando
mulheres, e produzindo uma ra�a h�brida homem-dem�nio, aos quais a B�blia chama
de "gigantes na terra" e de "valentes homens de fama". Os estudiosos da B�blia
geralmente concordam que essa ra�a de pessoas era o que � conhecido normalmente
como "n�filim", a palavra-raiz para "gigantes" acima. O autor crist�o Chuck
Missler explica sucintamente quem e o que esses "filhos de Deus" eram e o que
estavam tentando fazer.
"Os estranhos eventos narrados em G�nesis 6 eram entendidos pelas antigas
fontes rab�nicas, assim como pelos tradutores da Septuaginta, como refer�ncias
aos anjos ca�dos que geraram uma bizarra prole h�brida com as mulheres - prole
essa conhecida como 'n�filim'. Os primeiros pais da igreja tamb�m entendiam
assim..." [Chuck Missler, Koinonia House, http://www.khouse.org/articles/biblestudy/19970801-110.html].
Sabemos que esses "filhos de Deus", literalmente B'nai HaElohim,
Filhos de Elohim", n�o podem ser anjos porque eles jamais interviriam na cria��o
de Deus, jamais se acasalariam sexualmente com mulheres. Para atrair as
mulheres, esses dem�nios tiveram de se transformar em homens atraentes ao
entrarem nesta dimens�o; de outra forma, as mulheres teriam rejeitado seus
avan�os e preferido os homens verdadeiramente humanos. Assim, sabemos que esses
dem�nios apareceram como homens atraentes, semelhantes aos anjos que apareceram
em Sodoma para resgatar L�; esses anjos eram t�o atraentes que ati�aram a
lux�ria da popula��o homossexual de Sodoma e Gomorra [G�nesis 19]. Os resultados
vivos dessa uni�o sexual entre dem�nios e mulheres humanas foram os "gigantes",
literalmente n�filim, uma ra�a de criaturas n�o-humanas.
Deus revela o resultado dessa uni�o sexual desastrosa entre os dem�nios
disfar�ados de homens e as mulheres: "A terra, por�m, estava corrompida diante
da face de Deus; e encheu-se a terra de viol�ncia. E viu Deus a terra, e eis que
estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a
terra. Ent�o disse Deus a No�: O fim de toda a carne � vindo perante a minha
face; porque a terra est� cheia de viol�ncia; e eis que os desfarei com a
terra." [G�nesis 6:11-13].
Podemos ver que No� e sua fam�lia n�o foram infectados por essa atividade
sexual demon�aca. A B�blia diz: "No� era homem justo e perfeito em suas
gera��es..." [G�nesis 6:9] Assim, ap�s o Dil�vio, Deus p�de restabelecer uma
linhagem aben�oada de seres humanos normais a partir dos filhos de No� e suas
mulheres, a partir da qual o Messias p�de vir. Deus trouxe o dil�vio global para
livrar o mundo dessa prole mista humano-demon�aca.
Veja, Deus providenciou a salva��o do pecado apenas para a humanidade, e
n�o para os anjos [1 Pedro 1:10-12; Ef�sios 3:9-10]. Al�m disso, se Satan�s
pudesse modificar a humanidade, dos humanos que Deus criou para uma ra�a
parte-humana e parte-demon�aca [n�filim], poderia frustrar o plano de salva��o
de Deus e impedir a vinda do Messias. Para impedir esse dom�nio da ra�a humana,
Deus enviou o Dil�vio, que destruiu todos esses seres. O mundo ocultista est�
bem ciente desses n�filins e de sua apari��o demon�aca no final dos tempos;
Jesus Cristo predisse: "E, como foi nos dias de No�, assim ser� tamb�m a vinda
do Filho do homem" [Mateus 24:37]. Uma vez que Deus destruiu o mundo nos dias de
No� por causa das atividades dos n�filins, podemos ter a certeza de que eles
estar�o presentes neste per�odo de tempo em que o Anticristo est� prestes a
aparecer, e que apoiar�o suas atividades quando estiver na Terra.
A B�blia nos diz qual puni��o Deus fez recair sobre os dem�nios que se
transformaram em homens para poderem copular com as mulheres. "Porque, se Deus
n�o perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lan�ado no inferno, os
entregou �s cadeias da escurid�o, ficando reservados para o ju�zo..." [2 Pedro
2:4]. Deus prendeu esses dem�nios, e eles permanecem presos at� hoje, aguardando
o julgamento.
Avan�o R�pido At� o Livro de J�
A pr�xima revela��o que diz
respeito a esse combate sobrenatural entre Deus e Satan�s encontra-se no
primeiro cap�tulo de J�, come�ando no verso 6. "E num dia em que os filhos de
Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio tamb�m Satan�s entre eles.
Ent�o o SENHOR disse a Satan�s: Donde vens? E Satan�s respondeu ao SENHOR, e
disse: De rodear a terra, e passear por ela."
Esse verso nos diz muito sobre as atividades de Satan�s e seus dem�nios
neste planeta. Enquanto n�s, humanos, tendemos a imaginar que a Terra seja um
lugar bastante grande, Satan�s acaba de dizer a Deus que a considera pequena o
suficiente para "rodear e passear por ela". Poder�amos usar essa express�o ao
falar sobre o nosso jardim!
Agora, junte esse conceito com o conhecimento b�blico de que Satan�s
controla este planeta durante esta �poca do tempo:
[Ef�sios 2:2: "Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo,
segundo o pr�ncipe das potestades do ar, do esp�rito que agora opera nos filhos
da desobedi�ncia."] O ap�stolo Paulo, escrevendo sob a influ�ncia do Esp�rito
Santo, chamou Satan�s de pr�ncipe das potestades do
ar.
Quando Deus criou Ad�o, deu-lhe responsabilidade por este planeta e por
todos os animais [G�nesis 2:20], raz�o pela qual permitiu que nomeasse todos os
animais. No entanto, quando Satan�s persuadiu Ad�o e Eva a pecarem, o t�tulo de
propriedade da terra passou a Satan�s, e ele ainda o mant�m. Assim, no texto
referido, o ap�stolo Paulo chama Satan�s de pr�ncipe das
potestades do ar. Lembra-se de quando Satan�s tentou Jesus Cristo no
deserto e o levou ao topo de um monte muito alto e lhe mostrou todos os reinos
do mundo? Satan�s disse que, se Jesus apenas se prostrasse para ador�-lo, lhe
daria todos os reinos do mundo [Mateus 4:8-10].
Essa jact�ncia n�o era irreal e nem � toa; Satan�s poderia ter dado todos
os reinos do mundo a Jesus, da forma como prometeu fazer. Por que? Porque ele
controla este mundo durante o tempo desta era; e � o "deus deste s�culo" [2
Cor�ntios 4:4].
Em Apocalipse 5:1-12, mas especialmente no verso 8, vemos Jesus tomando o
t�tulo de propriedade da Terra. O livro com sete selos era o t�tulo de
propriedade da Terra e no verso 8 Jesus toma posse dele no c�u. A partir desse
momento, Satan�s n�o � mais o pr�ncipe das potestades do ar, conforme prova o
cont�nuo desenrolar dos julgamentos profetizados sobre a Terra. Finalmente, em
Apocalipse 11:15, os anjos proclamam "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso
Senhor e do seu Cristo, e ele reinar� para todo o sempre."
At� esse momento da hist�ria mundial [Apocalipse 11:15], Jesus Cristo n�o
era o rei deste mundo; Satan�s era, e ainda � hoje, porque os eventos do
Apocalipse ainda s�o futuros. Lembre-se desse elemento-chave, pois � fundamental
para a compreens�o do poder que Satan�s exerce no presente; se ele quiser fazer
algo neste mundo hoje, pode fazer, a n�o ser que Deus aja especificamente para
det�-lo. Certamente, na igreja de Satan�s, ele pode fazer muito bem o que
desejar, contando que n�o tente tocar nos genuinamente salvos de Deus
remanescentes. Satan�s usa tanto os concili�bulos de feiticeiros e as sociedades
secretas como sua igreja, e � por esse caminho que perpetua sua doutrina e seu
plano para os s�culos, transmitindo-os de gera��o em gera��o.
Reiterando, a passagem em J� 1:6-7 revela a atividade de Satan�s e suas
hordas de dem�nios. Eles est�o continuamente "rodeando e passeando" pela Terra.
O ap�stolo Paulo ent�o acrescenta que todos os incr�dulos est�o "sob o controle
do esp�rito demon�aco" que Satan�s controla! Os incr�duos s�o controlados por um
esp�rito demon�aco, um controle que Satan�s dividiu entre seus principados [veja
maiores detalhes lendo o artigo N1050, "Os Sete Principados do
Reino das Trevas"]. Dessa forma, Satan�s e suas hordas de dem�nios est�o
constantemente na Terra, controlando sua gente na rebeli�o � autoridade
estabelecida de Deus e de sua Palavra!
J� que Satan�s � o pr�ncipe deste mundo, Deus concede-lhe uma certa
liberdade de a��o que a maioria dos crist�os n�o compreende completamente.
Embora seja verdade que nada pode tocar um crist�o fiel, a n�o ser que Deus
permita, o mesmo n�o � necessariamente verdade quanto ao incr�dulo. Uma vez que
o incr�dulo - o n�o-salvo - est� em rebeli�o contra Deus, e est� exclu�do
da prote��o de Deus, est� suscet�vel ao poder sobrenatural de Satan�s. O
n�o-salvo pode ser atacado virtualmente com impunidade; pode ser afligido; pode
ser possesso. E, como veremos em breve, o infiel est� mais suscet�vel a ver
manifesta��es f�sicas dos dem�nios, particularmente se entregou a autoridade
espiritual sobre seu corpo �s hordas demon�acas, participando de determinados
pecados, como drogas, �lcool, certos pecados sexuais ou participando de
atividades ocultistas.
Satan�s pode fazer virtualmente o que quiser, a quem quiser, a menos que
Deus especificamente intervenha para impedir. Assim, o ap�stolo Paulo declara
enfaticamente que os incr�dulos "est�o presos � vontade
dele". [2 Tim�teo 2:26; �nfase adicionada].
Conflito nas Regi�es Celestiais Pela Influ�ncia Sobre os Reis
Em Daniel 10, Deus nos d� uma amostra intrigante a respeito da
guerra espiritual entre os anjos e os dem�nios, enquanto eles lutam pelo cora��o
e pela mente dos reis pag�os, mencionados especificamente aqui como "pr�ncipe da
P�rsia" e depois como "pr�ncipe da Gr�cia" [Daniel 10:20].
Permita-nos resumir os eventos desse cap�tulo. No terceiro ano de Ciro,
rei da P�rsia, Daniel come�ou a jejuar e orar pedindo maior entendimento do
plano de Deus para Israel, especialmente no que se referia ao final dos tempos.
Daniel j� havia recebido entendimentos sem precedentes anteriormente, mas n�o
estava certo se os havia compreendido adequadamente, ent�o pediu maiores
esclarecimentos.
Vemos no verso 2 que Daniel jejuou por tr�s semanas, esperando
pacientemente pela resposta de Deus. Subitamente, no verso 4, Daniel recebe a
visita de um anjo, uma experi�ncia que quase o fez desmaiar, tanto que o anjo
teve de toc�-lo para que se levantasse novamente. Em seguida, o anjo revelou uma
hist�ria impressionante. Vamos acompanhar o relato b�blico a partir daqui.
"Ent�o [o anjo] me disse: N�o temas, Daniel, porque desde o primeiro dia
em que aplicaste o teu cora��o a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus,
s�o ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras."
Daniel deve ter ficado perplexo com essa hist�ria. Se Deus deu sua
resposta no primeiro dia em que Daniel orou, e instruiu esse anjo para entregar
a resposta a Daniel, por que demorou tr�s semanas para que o anjo chegasse �
Terra? Daniel estava certamente ciente de que um anjo pode ir do c�u � Terra
instantaneamente; assim sendo, por que Daniel teve de esperar por tr�s semanas
inteiras? O anjo respondeu a essa pergunta, e o impacto da resposta em nossas
vidas continuar� at� o dia em que virmos Jesus Cristo! As implica��es da
resposta do anjo foram enormes.
"Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o
pr�ncipe dos persas; e, saindo eu, eis que vir� o pr�ncipe da Gr�cia."
Essa Escritura revela que uma batalha entre os anjos de Deus e as legi�es
de dem�nios de Satan�s est� constantemente ocorrendo pelos cora��es e mentes dos
governantes humanos das na��es do mundo. Nesse caso, os anjos de Deus e os
dem�nios de Satan�s lutaram pelo controle da mente e do cora��o do rei da
P�rsia, que no tempo de Daniel era Ciro [verso 1]. Entretanto, todo rei da
P�rsia deve ter tido tal batalha pelo seu cora��o e pela sua mente, e todo rei
da Gr�cia deve ter tido tal batalha. Em outras palavras, as hordas de dem�nios
estavam lutando contra os anjos para conseguir controlar a mente e o cora��o do
rei humano, para que ele tomasse as decis�es que beneficiassem a Satan�s e
pervertessem o plano de Deus. Embora Deus tenha poder a qualquer tempo e em
qualquer situa��o para frustrar os planos das hordas de dem�nios, ele n�o age
sempre dessa forma. Em sua soberania, por vezes permite �s hordas de dem�nios
influenciarem os reis da Terra a tomarem decis�es que parecem implementar o
programa de Satan�s. � claro que o plano de Deus prevalecer� no final; mas em
incont�veis situa��es no decorrer da hist�ria, Deus permitiu que as hordas de
dem�nios prevalecessem de forma semelhante.
O que precisamos entender dessa passagem � que tal batalha pelo cora��o e
pela mente dos governantes da Terra ocorre em todas as gera��es da hist�ria
humana. Os satanistas aprendem que Satan�s encarrega determinados dem�nios de
ficarem ao lado de cada governante de cada na��o na hist�ria; podemos apenas
presumir que Deus reage designando um anjo para cada governante humano em cada
gera��o da hist�ria humana.
Mantenha esse fato em mente.
Seres Demon�acos Manifestando-se Nesta Dimens�o
J� estudamos
G�nesis 6, que descreve uma �poca em que os dem�nios transformaram-se em homens
atraentes. Tamb�m j� nos referimos a G�nesis 19, onde os anjos de Deus que
destru�ram Sodoma e Gomorra vieram � tarde at� a casa de L�; esses anjos eram
homens muito atraentes. Essa transforma��o dos anjos de Deus nesta dimens�o �
evidentemente t�o comum que a B�blia relata que alguns crist�os receberam a
anjos sem se dar conta disso! [Hebreus 13:2]
Entretanto, podem os dem�nios manifestarem-se nesta dimens�o como os
monstros horr�veis que s�o? Ir� Deus permitir esse tipo de manifesta��o e, se
permitir, quais ser�o os par�metros pelos quais permitir� isso? Alguns crist�os
acreditam que os dem�nios de Satan�s n�o podem se manifestar nesta dimens�o; de
fato, um querido amigo crist�o me disse que n�o acredita que os dem�nios podem
se manifestar nesta dimens�o. Apenas um exemplo b�blico inquestion�vel
convencer� um crist�o c�ptico como ele. Felizmente, a B�blia claramente nos d�
um exemplo desse tipo.
O Rei Saul e a Feiticeira de En-Dor - 1 Samuel 28:7-25
O in�cio
dessa triste hist�ria come�a no verso 3: "E Samuel j� estava morto, e todo o
Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ram�, que era a sua cidade; e
Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores."
Quando o rei Saul precisasse de aconselhamento espiritual, ou de uma
resposta espec�fica de Deus, deveria procurar o profeta Samuel. No entanto, a
B�blia registra que Saul nunca buscou a orienta��o e os conselhos de Samuel.
Agora que Samuel estava morto, sabendo que Davi seria o novo rei, Saul entra em
desespero diante de um ataque iminente dos filisteus. Um dia antes da batalha,
Saul pergunta aos seus servos onde poderia encontrar ajuda sobrenatural. Vamos
acompanhar a hist�ria a partir do verso 7:
"Ent�o disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o
esp�rito de feiticeira, para que v� a ela e a consulte."
O fato de que o rei Saul pensava at� mesmo em buscar a ajuda de uma bruxa
- uma feiticeira - para aconselhamento eespiritual � chocante pois ele erradicou
vigorosamente os feiticeiros de Israel, conforme indica a resposta da feiticeira
no verso 9. Deus havia ordenado que ningu�m em Israel consultasse necromantes,
feiticeiros, adivinhadores, encantadores e m�gicos muito antes do nascimento do
rei Saul [Deuteron�mio 18:9-14]. Na verdade, Deus ordenou que todos os
feiticeiros e os que praticassem bruxaria fossem mortos, em �xodo, 400 anos
antes do rei Saul.
Reiterando, a resposta dessa feiticeira de En-Dor (2 Samuel 28:9) mostra
que Saul cumpriu as ordens de Deus no que se refere aos feiticeiros; entretanto,
acho bastante interessante que, mesmo depois de uma campanha vigorosa contra os
feiticeiros, os criados do rei Saul soubessem exatamente onde havia uma
feiticeira! Quando o rei Saul pediu a indica��o de uma feiticeira, eles sabiam
exatamente onde ela vivia e levaram o rei at� l�. Ela devia ser uma feiticeira
bastante poderosa para ter escapado da persegui��o, embora os criados de Saul
soubessem exatamente onde ela vivia. A resposta imediata dos criados revela a
verdade da hist�ria:
"E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor h� uma mulher que tem
o esp�rito de adivinhar." [verso 7]
Assim que o rei Saul soube que uma feiticeira vivia em En-Dor, n�o perdeu
tempo em ir at� ela.
"E Saul se disfar�ou e vestiu outros vestidos, e foi ele com dois homens,
e de noite chegaram � mulher; e disse: Pe�o-te que me adivinhes pelo esp�rito de
feiticeira, e me fa�as subir a quem eu te disser." [verso 8]
O que h� de mais importante a se notar no pedido de Saul � que ele falou
sobre esse ritual como se fosse habitual, e ele certamente conhecia o poder de
um feiticeiro para invocar um ser espiritual por meio do poder do "esp�rito
familiar" que habita nele; esse esp�rito familiar � uma das formas mais
poderosas de possess�o demon�aca, pois invocar um ser espiritual a esta dimens�o
requer uma possess�o poderosa, agindo por meio de um feiticeiro experiente. O
rei Saul sabia que a feiticeira poderia conjurar um esp�rito espec�fico, e ap�s
garantir que ela n�o seria morta [verso 10] - invocando o nome do Senhor - ele
pede que Samuel seja trazido do Seol Superior, o lugar que Jesus chamou de
Para�so.
A maioria dos estudiosos da B�blia n�o acredita que Deus realmente
permitiu que o esp�rito de Samuel retornasse � Terra, pelo simples motivo de que
Deus certamente n�o permitiria que o esp�rito de um de seus profetas retornasse
� Terra por meio de um m�todo sat�nico j� condenado por ele. Deus d� tanta
import�ncia aos m�todos justos quanto d� aos fins justos, assim ele
definitivamente n�o permitiria que o verdadeiro esp�rito de Samuel se
manifestasse.
O pr�prio texto permite essa interpreta��o. � primeira vista, parece que
o pr�prio Samuel apareceu, conforme lemos no verso 12 "Vendo, pois, a mulher a
Samuel, gritou em alta voz; e a mulher falou a Saul, dizendo: Por que me tens
enganado? Pois tu mesmo �s Saul." No entanto, o verso seguinte lan�a a d�vida se
era realmente o esp�rito de Samuel, pois o rei Saul diz:
"N�o temas; que � o que v�s?" O fato de Saul ter feito essa pergunta
dessa forma parece indicar que a feiticeira n�o identificou o esp�rito que viu
como sendo o de Samuel. Continuemos com o verso 13:
"Ent�o a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra." Outra
tradu��o da B�blia parece indicar que ela viu apenas um esp�rito aparecendo
nesta dimens�o: "A mulher respondeu a Saul: 'Estou vendo um esp�rito subindo das
profundezas da terra'." Na verdade, a feiticeira deve ter falado no singular,
pois Saul formula sua pr�xima pergunta no singular.
"Como � a sua figura?" A feiticeira viu o esp�rito antes de Saul e ficou
assustada com o seu semblante. Entretanto, esse fato ainda n�o significa que o
esp�rito fosse realmente Samuel. A resposta que a feiticeira d� em seguida �
bastante instrutiva. Ela descreveu o que viu:
"Vem subindo um homem anci�o, e est� envolto numa capa." Observe que a
feiticeira n�o disse que se tratava realmente de Samuel, mas apenas que viu um
homem anci�o envolto numa capa. Ent�o, a pr�xima senten�a de Deus revela a
verdade.
"Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se
prostrou."
Saul entendeu que o "homem anci�o...
envolto numa capa" era Samuel. O rei ent�o inclinou-se com o rosto em terra
perante o esp�rito "e se prostrou". Em outras palavras, o rei Saul assumiu que
havia reconhecido a autoridade espiritual superior de Samuel, algo que ele
normalmente recusava fazer enquanto Samuel estava vivo.
Deus Controla os Esp�ritos Malignos!
Vamos parar aqui para
discutir quem era esse esp�rito, j� que ele n�o era Samuel. Os estudiosos da
B�blia que acreditam que Deus jamais permitiria que o esp�rito de um servo fiel
j� morto fosse invocado � esta dimens�o terrena por meio do ritual sat�nico
proibido da necromancia, cr�em que esse esp�rito era um dem�nio
disfar�ado de Samuel, um ser sobrenatural �mpio sob o controle direto de Deus!
Deus utiliza esse tipo de controle sobre um dem�nio? Sim, certamente.
Em J� 1:6-7, vemos que Deus convocou tanto os seus anjos piedosos quanto
os anjos �mpios de Satan�s para se apresentarem diante dele em seu trono. Deus
convocou os dem�nios de Satan�s para darem satisfa��o de suas atividades a ele!
Com isso em mente voc� entender� melhor o conte�do de 2 Cr�nicas
18:18-22, onde Deus enviou uma entidade demon�aca para ser um "esp�rito de
mentira" e deliberadamente enganar o �mpio rei Acabe, para que Deus o trouxesse
a julgamento. Veja:
"[Mica�as] Disse mais: Ouvi, pois, a palavra do SENHOR: Vi ao SENHOR
assentado no seu trono, e todo o ex�rcito celestial em p� � sua m�o direita, e �
sua esquerda." Vamos para aqui para identificar o "ex�rcito celestial" que o
profeta Mica�as viu em sua vis�o inspirada. Baseado no que Jesus nos disse sobre
o julgamento final, podemos seguramente identificar o ex�rcito celestial � m�o
direita de Deus como sendo os anjos fi�is, e o ex�rcito celestial � m�o esquerda
de Deus como sendo os anjos rebeldes, ou dem�nios. Em Mateus 25:33, vemos que a
organiza��o dos homens no julgamento final ser� com os salvos � m�o direita de
Deus [ovelhas], e os condenados � m�o esquerda de Deus [bodes].
Com isso em mente, considere a seq��ncia do relato da Escritura: "E disse
o Senhor: Quem persuadir� a Acabe rei de Israel, para que suba, e caia em Ramote
de Gileade?... Ent�o saiu um esp�rito e se apresentou diante do SENHOR, e disse:
Eu o persuadirei. E o SENHOR lhe disse: Com qu�? E ele disse: Eu sairei, e serei
um esp�rito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o SENHOR: Tu o
persuadir�s, e ainda prevalecer�s; sai, e faze-o assim. Agora, pois, eis que o
SENHOR p�s um esp�rito de mentira na boca destes teus profetas..." [2 Cr�nicas
18:19-22]
Uma vez que a B�blia nos diz que Deus est� acima de todo o mal, e n�o
pode fazer o mal, podemos ver que aqui ele ordenou a um dem�nio para ir at�
Acabe e sussurrar uma mentira em seu ouvido que o levasse a cometer um erro
fatal no campo de batalha. Esse esp�rito de mentira estava sob o controle direto
de Deus, e executou sua tarefa muito bem: o rei Acabe foi morto na batalha
[verso 33].
Vemos uma situa��o parecida em 1 Samuel 16:14, onde a m�o de Deus come�a
a se mover contra o rei Saul. "E o esp�rito do SENHOR se retirou de Saul, e o
atormentava um esp�rito mau da parte do SENHOR." Deus enviou um esp�rito maligno
- um dem�nio - para ir at� o rei Saul e atorment�-lo como parte de seu
julgamento divino contra o rei.
Em 1 Samuel 18:10-11 e 19:9-10, vemos que outro esp�rito maligno - um
dem�nio - agindo sob as ordens diretas de Deus, persuadiu o rei Saul a tentar
matar Davi; no entanto, o Senhor garantiu que Davi escapasse. "E aconteceu ao
outro dia que o mau esp�rito da parte de Deus se apoderou de Saul, e profetizava
no meio da casa; e Davi tangia a harpa com a sua m�o, como de dia em dia. Saul,
por�m, tinha na m�o uma lan�a. E Saul atirou com a lan�a, dizendo: Encravarei a
Davi na parede."
Dessa forma, n�o temos muita dificuldade para acreditar que o esp�rito
que surgiu durante esse ritual foi realmente um dem�nio agindo sob as ordens
diretas de Deus, n�o apenas para aparecer como Samuel, mas para transmitir ao
rei Saul a mensagem que Deus queria enviar! [1 Samuel 28:15-19]
O Ritual Sat�nico Necess�rio Para Trazer um Esp�rito a Esta
Dimens�o
J� que Deus n�o quer expor o ritual sat�nico espec�fico
que os feiticeiros realizam para invocar fisicamente um esp�rito a esta
dimens�o, o relato b�blico omite o ritual de feiti�aria nessa passagem. No
entanto, a feiticeira certamente teve de realizar um ritual entre os versos 11 e
12 do cap�tulo 28. Assim sendo, pedi a Cisco Wheeler, uma ex-praticante de Magia
Negra, para me descrever exatamente o tipo de ritual que essa feiticeira teria
executado para trazer um dem�nio a esta dimens�o.
Como o mundo de Satan�s e de seus dem�nios tem um n�vel consider�vel de
hierarquias e de linhas de comunica��o, todo feiticeiro precisa conhecer
exatamente o procedimento que Satan�s estabeleceu para que os m�diuns humanos
possam acessar seu poder sobrenatural e controlar seus dem�nios nesta dimens�o.
Esse conhecimento � a pr�pria ess�ncia da feiti�aria. Os feiticeiros humanos
devem ser muito cuidadosos no modo como realizam esse ritual, pois dem�nio algum
quer ser for�ado a vir a esta dimens�o, de forma a realizar a vontade do ser
humano que est� executando a cerim�nia; se o feiticeiro cometer algum erro, n�o
importa o qu�o insignificante, o dem�nio tem permiss�o de Satan�s para atacar e
matar o feiticeiro. Dessa forma, os feiticeiros tomam um cuidado enorme com os
m�nimos detalhes quando realizam esse ritual.
Isso � o que a feiticeira em En-Dor - conhecida na literatura ocultista
como Gilgam�s - deve ter feito para trazer esse esp�rito disfar�ado de Samuel. O
grande deus Ea do cosmos acadiano � o �nico capaz de for�ar o deus do mundo dos
mortos, Nergal, a libertar o esp�rito de Enkidu para que Saul possa supostamente
conversar com Samuel. A atividade � consumada por meio da prece a Ea; se o
necromante for poderoso o suficiente, n�o � necess�rio o oferecimento de um
sacrif�cio; o resultado aparece na forma de um esp�rito, que chega como um
vento. Os ocultistas acreditam, portanto, que o dem�nio que apareceu foi Enkidu,
disfar�ado como Samuel.
Os dem�nios que s�o for�ados a se materializar nesta dimens�o sempre
reclamam amargamente por terem sido for�ados a vir. Assim, n�o devemos ficar
surpresos ao ver esse dem�nio - que Saul presumiu ser Samuel - reclamar no verso
15: "Por que me desinquietaste, fazendo-me subir?" Essa queixa � ouvida quase
todas as vezes que um feiticeiro realiza uma cerim�nia de necromancia, j� que o
dem�nio n�o quer ficar sob o controle do m�dium humano.
Caso o nigromante [necromante] n�o seja poderoso o suficiente para fazer
o esp�rito subir com uma simples prece ao deus Ea, ent�o este � o ritual
necess�rio: O feiticeiro deve primeiramente fazer a prece ao deus Ea e depois
iniciar os preparativos para um ritual de sacrif�cio. Ap�s desenhar os s�mbolos
"sagrados" requeridos pelo ritual espec�fico, o nigromante ter� de cavar uma
cova com sua espada, derramar uma liba��o de mel, vinho e �gua ao redor e
espargir comida dentro da cova; depois deve fazer votos e proferir preces de
devo��o � na��o dos mortos, preenchendo a cova com o sangue de uma ovelha
imolada, ap�s o que as almas dos mortos vir�o do reino sobrenatural.
Entretanto, o conhecimento mais importante que o nigromante deve ter � o
"nome inef�vel" do deus Ea. Esse "nome m�gico" invoca a forma de poder
que o ritual requer para ser eficaz. Esse nome, misterioso e divino, � o maior e
mais irresist�vel de todos os poderes da magia. Ea, deus da terra e do mar, � o
�nico ser em todo o universo que conhece a palavra secreta. Quando ela �
pronunciada, tudo se curva no c�u, na terra e nas regi�es do inferno. Esse nome
sozinho pode subjugar os sete maskim [os mais poderosos esp�ritos na
mitologia sum�ria/acadiana, dotados de poderes extraordin�rios, capazes de
causar terremotos, de parar o movimento dos astros e de atacar os homens com
suas magias] e fazer cessar suas destrui��es. Os pr�prios deuses s�o subjugados
por esse nome e o obedecem. Assim, j� na aurora da hist�ria encontramos o poder
que supostamente reside nos nomes inef�veis que inflamaram um grande
rastro em toda a magia ritual. Na magia eg�pcia, os magos afirmavam que
conheciam os nomes ocultos e m�sticos dos deuses, e proferiam esses nomes para
control�-los.
A magia ritual requer o uso dos nomes
inef�veis dos principais deuses da regi�o infernal. Assim, quando os ma�ons
d�o grande �nfase ao "nome inef�vel" de "Deus", revelam sua verdadeira natureza
das trevas. As ra�zes da Ma�onaria podem ser rastreadas at� os mist�rios
eg�pcios, portanto � natural que falem tanto sobre o "nome inef�vel" de "Deus",
embora a B�blia n�o o mencione nem uma �nica vez. N�o se deixe enganar quanto �
verdadeira natureza ocultista da Ma�onaria.
N�o sabemos se a feiticeira de En-Dor era poderosa o suficiente para
invocar um dem�nio disfar�ado de Samuel simplesmente fazendo uma prece ao deus
Ea, ou se teve de realizar o ritual de sacrif�cio descrito anteriormente. N�o �
necess�rio para esta discuss�o saber esse detalhe. O que sabemos � que o rei
Saul estava ciente que essa feiticeira de En-Dor rotineiramente invocava
esp�ritos a esta dimens�o, e que quando pediu para ela trazer Samuel, um dem�nio
apareceu nesta dimens�o!
Conforme afirmamos anteriormente, Satan�s � o "senhor deste mundo" e pode
fazer muito do que quiser, a menos que Deus intervenha especificamente para
impedi-lo. Os bruxos e feiticeiros costumeiramente conjuram manifesta��es
f�sicas de dem�nios, como retratado na gravura ao lado.
Examine atentamente essa gravura. Ela mostra o ma�om de Grau 33 Eliphas
Levi dentro de um c�rculo especialmente criado, conjurando o esp�rito demon�aco
Apol�nio de Tiana [Manly P. Hall, ma�om de Grau 33, An Encyclopedic Outline
of Masonic, Hermetic, Qabbalist and Rosicrucian Symbolical Philosophy Being an
Interpretation of the Secret Teachings Concealed Within the Rituals, Allegories
and Mysteries of All Ages, H.S. Crocker Company, 1928, pg 101; tamb�m citado
por David Carrico, Scottish Rite Journal, no artigo, Manly P. Hall: The
Honored Masonic Author, Evansville, Indiana, 1992, pg 17; catalogado como um
livro recomendado pela Macoy Publishing and Masonic Supply Company; reeditado
pela Dra. Burns, com autoriza��o].
Com Eliphas Levi fazendo o papel do bruxo - lendo o livro de
encantamentos em sua m�o - o dem�nio � conjurado a esta dimens�o, e aparece
dentro de um c�rculo em que h� um tri�ngulo desenhado em seu interior. Observe o
Baphomet [Bafom�] no canto superior esquerdo e a caveira humana na extremidade
direita. Portanto, os satanistas d�o grande import�ncia aos s�mbolos desenhados
no ch�o ou na terra. Eles fazem uso desses s�mbolos durante cerim�nias poderosas
de bruxaria.
O ex-feiticeiro/mestre-ma�om/m�rmon William Schnoebelen exp�e claramente
a habilidade dos m�diuns de invocar esp�ritos a esta dimens�o. Leia o seu
testemunho, pois � uma confirma��o para o aqui e agora, ou seja, a �poca atual.
"Na bruxaria, nosso desafio era conjurar e controlar os esp�ritos e usar
seu poder sem nos ferirmos durante o processo." [Mormonism's Temple of
Doom (O Templo da Perdi��o do Mormonismo), de William Schnoebelen and James
R. Spencer, 1997, pg 12] Lembra-se de nossa afirma��o anterior que um feiticeiro
presta muita aten��o at� mesmo aos m�nimos detalhes em um ritual, pois caso
cometa algum erro, por menor que seja, o dem�nio que foi chamado a esta dimens�o
pode at� mat�-lo? Schnoebelen acaba de confirmar esse fato. Gra�as a Deus, Bill
Schnoebelen agora � um crist�o nascido de novo e serve a Jesus Cristo!
Nos pa�ses do mundo que n�o t�m a tradi��o das igrejas fundamentalistas
fi�is � B�blia, como os EUA, os dem�nios manifestam-se regularmente nesta
dimens�o. Receio que, uma vez que os EUA se afastaram para bem longe de Deus nas
�ltimas d�cadas, vejamos esse fen�meno com uma regularidade crescente, a come�ar
dentro dos c�rculos sat�nicos estabelecidos, � claro. N�s, crist�os nascidos de
novo, n�o precisamos nos preocupar com a manifesta��o de dem�nios, porque
estamos protegidos pelo sangue derramado de Jesus Cristo. No entanto, nossos
amigos, vizinhos e at� mesmo familiares que n�o s�o salvos podem nos levar a
entrar em contato com tal atividade demon�aca; portanto devemos estar
conscientes de que essa atividade demon�aca est� ocorrendo furiosamente ao nosso
redor e nos afetando indiretamente.
Schnoebelen faz uma declara��o assustadora a respeito da habilidade dos
dem�nios de entrarem na casa de algu�m que tenha sido afligido ou possu�do, para
afligirem tamb�m os demais membros da fam�lia! Veja:
"Como podemos esperar que nossos filhos respeitem a autoridade quando o
nosso envolvimento numa religi�o antiga de mist�rios [Ma�onaria] abriu as
comportas do desejo em nossas casas... As crian�as t�m faro fino para a
hipocrisia, e se conhecerem algo de suas B�blias, ver�o facilmente que o papai
n�o deveria estar freq�ententando a reuni�o da loja todas as segundas-feiras �
noite... embora a maioria das crian�as provavelmente n�o saber� muito a respeito
da Ma�onaria em que seu pai e/ou m�e est� envolvido, o fato de que seus pais s�o
membros do 'maior concili�bulo de feiticeiros do mundo' traz o pecado da
bruxaria para dentro de casa." [Ma�onaria: Al�m da Luz, de William
Schnoebelen, Editora Luz e Vida, pg 236].
Um pai envolvido com a Ma�onaria, e/ou uma m�e que � membro da Estrela do
Oriente, est� trazendo dem�nios atuantes para dentro de sua casa, para afligirem
seus filhos! Os atos dos pais afetam dramaticamente os filhos! A guerra
espiritual � verdadeira e tudo o que um dem�nio est� buscando � uma "porta de
entrada" aberta por algu�m em sua vida, ou por algu�m com autoridade, como o
chefe de uma fam�lia. A guerra espiritual pode imperar poderosamente na casa de
um ma�om.
No entanto, a guerra espiritual pode imperar poderosamente em um lar
crist�o se os pais permitiram que uma 'porta de entrada' seja aberta, como
pecado sexual, �lcool, drogas, consentir que os filhos ou�am m�sica Rock,
brinquem com o tabuleiro de Ouija ou
qualquer outro "jogo" ocultista, ou assistindo a muitas dessas coisas na
televis�o atual. O que os pais fazem tem um impacto crucial em seus filhos
dentro do lar!
A guerra espiritual est� ocorrendo furiosamente neste mundo. Se Satan�s o
agarrasse pela pesco�o, voc� o reconheceria? Realmente, nesta �poca do final dos
tempos em que vivemos, a atividade demon�aca est� na mais alta intensidade desde
a primeira vinda de Jesus Cristo.
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