Apesar de toda a tecnologia empregada em instrumentos musicais principalmente � partir da d�cada de setenta, as partes que comp�e uma guitarra permaneceram praticamente inalteradas desde sua inven��o. Tal tecnologia foi empregada para desenvolver os conponentes tradicionais da guitarra (captadores, ponte etc...) e n�o para alter�-los. O primeiro passo de nosso curso ser� apresentar, detalhadamente, parte por parte da guitarra.

Podemos dividir a guitarra em duas partes: Corpo e Bra�o. Cada uma delas, por sua vez, � subdividida.
Bra�o:

1 - Headstock ou m�o:
� a extremidade do bra�o, onde se encontram as tarrachas.

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- Tarrachas: s�o seis pe�as do headstock onde prendemos as cordas. � com as tarrachas que n�s afinamos as cordas.

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- Capotraste ou pestana: � a pe�a que fica entre a escala e o headstock aonde as cordas ficam apoiadas.

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- Escala ou espelho: � a parte da frente do bra�o, por onde as cordas passam por cima, e onde se encontram os trastes.

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- Trastes: filetes de metal que s�o colocados ao longo de toda a escala. Sua coloca��o deve ser perfeita sen�o a guitarra ter� s�rios problemas de afina��o.

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- Casas: s�o os espa�os entre os trastes. Quando estamos tocando, apertamos as cordas sobre as casas. Reparem que as casas diminuem gradativamente de tamanho � partir do headstock.
Corpo

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- Captadores ou Pick-ups: � por onde se capta o som da guitarra. No captador h� seis polos magn�ticos (um para cada corda) que est�o ligados a um fio de cobre fin�ssimo que � enrolado in�meras vezes em uma bobina e depois vai para a sa�da da guitarra. Os polos captam magn�ticamente o som das cordas, que � transformado em eletricidade pela bobina, sendo levado ao amplicador atrav�s de um cabo. Por sua vez, o amplificador trata de transformar o impulso el�trico em som novamente.

O n�mero de captadores em uma guitarra varia de um modelo para o outro, o importante � saber que quanto mais pr�ximo ao cavalete, mais o timbre do captador � agudo, quanto mais pr�ximo ao bra�o mais grave ser� seu timbre. Portanto quanto mais captadores em uma guitarra, mais variedade de timbres poderemos obter.

H�, basicamente, dois tipos de captadores: os de uma bobina chamados single-coil. e os de bobina d�pla chamados humbucker.

Os single-coils tem como caracter�sticas um timbre mais ?brilhante? e ?estalado?, por�m com mais ru�do, enquanto os humbuckers t�m um timbre mais ?apagado? com bem menos ru�do.


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- Ponte ou cavalete: � a parte do corpo onde prendemos uma das extremidades das cordas (a outra est� nas tarrachas). Existem dois tipos de pontes:

Fixas:
s�o como pontes de viol�o, servem apenas para prender as cordas.

M�veis:
sua estrutura � presa a um mecanismo feito de molas que fica na parte de tr�s do corpo. Atrav�s de uma alavanca colocada na parte inferior da ponte, podemos mov�-la desafinando a guitarra. Depois disso o mecanismo de molas trar� a ponte para a sua posi��o original permitindo que as cordas continuem afinadas.
Alguma pontes m�veis possuem um recurso chamado microafina��o: que s�o parafusos que quando acionados elevam ou abaixam a afina��o da corda de forma muito mais sutil que as tarrachas. Normalmente as guitarras que possuem pontes com microafina��o, t�m instalado no capotraste uma trava que impede que a corda deslize da tarracha mesmo quando se abusa da alavanca.


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- Chave seletora de captador: serve para selecionar o captador que ser� usado. Existem dois tipos de chave s seletoras: a de tr�s posi��es e a de cinco posi��es.

A de tr�s posi��es � a chave que se instala em guitarras de dois captadores (um pr�ximo a ponte e o outro pr�ximo ao bra�o). Quando a chave � colocada toda para baixo, funciona somente o captador pr�ximo a ponte (captador agudo); quando a chave est� toda para cima funciona somente o captador pr�ximo ao bra�o (captador grave); e quando a chave est� no meio, funciona os dois captadores ao mesmo tempo.

A de cinco posi��es � instalada em guitarras com tr�s captadores (um pr�ximo ao cavalete, um pr�ximo ao bra�o e outro entre os dois). Quando a chave est� toda para baixo, funciona somente o captador pr�ximo a ponte (captador agudo); na segunda posi��o (de baixo para cima) funcionar� o captador pr�ximo a ponte e o captador do meio (captador m�dio); na terceira posi��o funcionar� somente o captador do meio; na quarta posi��o funciona o captador do meio e o captador pr�ximo ao bra�o (captador grave); quando a chave est� toda para cima funcionar� somente o captador pr�ximo ao bra�o.


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- Potenciometros: s�o dispositivos eletronicos que controlam o volume e tone atrav�s de bot�es girat�rios chamados Knobs.

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- Escudo: chapa de material pl�stico que protege a parte el�trica da guitarra. Os escudos variam de acordo com o modelo da guitarra, e em alguns modelos n�o s�o usados.

6 -
Sa�da ou output: onde encaixamos o cabo que leva o som da guitarra para o amplificador.
Obs: A guitarra, ao contr�rio do que muita gente pensa, � um instrumento el�trico/ac�stico e n�o eletr�nico. Portanto o seu timbre depende, al�m da parte el�trica (captadores, amplificadores etc...), da parte ac�stica (tipo de madeira, cordas, modelo do corpo etc...).
Al�m das partes da guitarra, � importante conhecer alguns importantes ascess�rios:

Cabos:
s�o fios condutores de energia el�trica com plugs denominados ?plugs banana? em cada uma de suas extremidades. Um dos plugs � conectado � sa�da da guitarra e o outro � entrada do amplificador.

Amplificador:
� o aparelho eletr�nico que transforma o impulso el�trico mandado pela guitarra em som. Do amplificador, o som vai para a(s) caixa(s) ac�stica(s) que possui um ou mais alto falantes. H� diversos modelos de amplificadores, boa parte deles j� s�o acoplados em uma caixa ac�stica.

Palheta:
pequena chapa feita de pl�stico no formato (quase sempre) triangular com as bordas arredondadas. Usa-se na m�o direita para ferir as cordas. Nem todos os guitarristas usam a palheta, preferindo usar os dedos como os violonistas, mas com certeza a grande maioria � adepto a ela.
Notas no Bra�o da guitarra
A m�sica ocidental se utiliza de doze sons. Estes sons s�o representados por uma escala chamada Escala Crom�tica.
Para entender a escala crom�tica, primeiro devemos saber as rela��es intervalares entre as notas na escala natural que n�o possui sons alterados:
----Do----R�----Mi----F�----Sol----L�----Si----Do
Para expressar o intervalo entre dois sons, usamos uma unidade de medida chamada Tom. Portanto , dizemos, que entre Do e R�, h� um intervalo de um tom; entre R� e Mi, o intervalo tamb�m � de um tom, por�m, entre Mi e F�, h� a metade do intervalo existente entre as notas anteriores, ou seja meio tom, os intervalos entre F� e Sol, Sol e L� e L� e Si, tamb�m s�o de um tom, e entre Si e Do, se repete o intervalo de meio tom. Portanto fora os intervalos entre Mi e F� e Si e Do (que s�o de meio tom), todos os outros intervalos s�o de um tom.
Sendo assim, a rela��o intervalar na escala natural fica assim:
Como foi dito anteriormente a escala crom�tica possui doze sons. Ent�o, j� que a escala natural possui sete sons, devemos presumir que entre estes sons haja mais cinco. Esses sons est�o inseridos entre as notas que t�m entre si o intervalo de um tom.
� importante esclarecer que uma nota n�o � um som, uma nota representa graficamente um som, portanto apesar de termos doze sons, s� h� sete notas (Do, R�, Mi, F�, Sol, L�, Si) para represent�-los. Os sons restantes s�o representados pelas notas e os
Sinais de Altera��o, que s�o cinco, mas por enquanto apresentarei apenas dois:
O Sustenido eleva a nota um semitom (1/2 tom); o Bemol abaixa a nota um semitom. Como foi dito antes as notas que t�m o intervalo de um tom, ter�o inseridas entre si um som (para assim completarmos a escala crom�tica). Portanto tomemos como exemplo Do e R�: entre elas t�m um intervalo de um tom, ent�o ser� inserido um som bem no meio. Esse som ser� meio tom mais agudo que Do, portanto podemos cham�-lo de Do# (Do sustenido), mas tamb�m ser� meio tom mais grave que R�, ou seja R�b (R� bemol). Veja a ilustra��o a seguir:
Inserindo sons entre as outras notas que t�m um tom de intervalo entre si, teremos a Escala Crom�tica:
A palavra Escala, vem de Escada. Assim como a escada serve para subir ou descer, a escala sobe e desce notas musicais. Na m�sica temos v�rios tipos de escala: Escala Maior, Escala menor, Escala Pentat�nica etc... . Como vimos a Escala Natural tem intervalos de um e de meio tom, poder�amos dizer que esta escada teria degraus de dois tamanhos diferentes (e por isso ela � chamada de diat�nica). J� a escala crom�tica tem todos os intervalos regulares de meio tom, o que equivaleria dizer que seus degraus t�m tamanho iguais. Por causa disso podemos chamar a Escala Crom�tica de sim�trica. Em outra oportunidade veremos outros exemplos de escalas e arpejos sim�tricos.
Agora que sabemos que a Escala Crom�tica possui todos os sons, devemos aprender a sua aplica��o no bra�o da guitarra (ou viol�o).
A guitarra t�m 6 cordas contadas da mais aguda para mais grave. Cada uma das cordas, quando tocada solta, soa uma das notas da Escala Crom�tica. a 1� corda (mais aguda) soa a nota
Mi; a 2� corda soa a nota Si; a 3� corda soa a nota Sol; a 4� corda soa a nota R�; a 5� corda soa a nota L�; a 6� corda (mais grave) soa a nota Mi duas oitava mais grave do mi da primeira corda. Veja o diagrama abaixo:
Aplicaremos a Escala Crom�tica separadamente em cada corda. A forma de se aplicar � a seguinte: Cada casa vale 1/2 tom, e cada corda ir� come�ar a escala crom�tica pela nota que soa quando tocada solta. Como exemplo veremos a 1� corda: solta ela soa Mi; se colocarmos o dedo na 1� casa dessa corda andaremos um degrau da Escala crom�tica e teremos um F�; a 2� casa � o Fa# (ou Solb); a 3� casa � o Sol, a quarta casa � o Sol# (ou L�b) e assim por diante, at� chegarmos na 12� casa onde termos outro Mi, ou seja teremos andado uma oitava. Esse processo ser� repetido em todas as cordas, sempre levando em considera��o a nota pela qual deveremos come�ar a contar na Escala Crom�tica. Segue-se um mapa das notas no bra�o da guitarra:
Note que temos a Escala Crom�tica completa em todas as cordas at� a 12� casa, e que a partir da� as notas se repetir�o. Note tamb�m que todas as notas com acidentes, possuem dois nomes, exemplo Do# e R�b, mas s�o tocadas na mesma casa pois t�m o mesmo som. Essas notas s�o chamadas de Enharm�nicas (notas de nome diferente e de mesmo som).
Comece a memorizar as notas no bra�o, pois � fundamental para qualquer guitarrista saber isto decor. Por�m n�o se force para decorar de imediato, isso leva um certo tempo, o mais importante � que voc� entenda como funciona a mec�nica pela qual conseguimos obter as notas na guitarra.
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