História da filosofia antiga.

 

 

Ementa

 

·        O que é filosofia?

                  Senso comum

                  Senso crítico

·        O nascimento da filosofia

·        Mito e filosofia

·        Filsofofia Antiga

- Filósofos pré-socráticos

- Escola Jônica (Ásia Menor):

Tales de Mileto

Anaximandro

Anaxímenes

Heráclito de Éfeso

Diógenes de Apolônia.

-Escola Pitagórica (Magna Grécia):

- Pitágoras de Samos

- Filolau de Crotona

- Escola Eleata (Magna Grécia):

- Parmênides de Eléia

- Zenão de Eléia

- Xenófanes de Colofão

 

 

- Escola Atomista (Trácia):

- Leucipo de Abdera

- Demócrito de Abdera

- Outros filósofos

- Empédocles de Agrimento

- Anaxágoras de Clazomena

- Os sofistas

- Sócrates

- Platão

- Aristóteles

                        - Escolas de pensamentos (céticos, cínicos, etc.)

 

O que é Filosofia?

 

Citação: "é preciso que se tenha grande desejo de saber, combinado a grande cautela quanto ao que se julga saber; deve-se ainda, possuir aprofundamento lógico e o hábito do pensamento exato. Tudo isto, por certo, constitui uma questão de grau. A incerteza, principalmente, faz parte, em certo grau, de todo pensamento humano; podemos diminuí-la indefinidamente, mas não podemos aboli-la completamente. A filosofia é, assim, uma atividade contínua e não algo em que possamos atingir, de uma vez por todas, uma perfeição final." (Bertrand Russell. Delineamentos de filosofia p. 9)

Explicação de Pitágoras sobre o que é o filósofo

Diferença entre a sabedoria Chinesa (yin e yang) e a explicação filosófica (Pitágoras).

O Legado da filosofia Grega

                   As leis da natureza são necessárias.

                   Essas leis podem ser conhecidas por todos.

                   Nossos pensamentos também obedecem a leis.

                   A pratica humana depende da vontade livre.

Os seres humanos, por natureza, aspiram ao conhecimento verdadeiro.

O nascimento da filosofia. Data, Local, autor e conteúdo (cosmologia cosmos = mundo ordenado logia (logos) = discurso racional, pensamento racional, conhecimento).

A filosofia Grega nasceu por si ou dependeu de contribuições de outros povos?

Orientalistas: Acreditavam que a filosofia surgiu de transformações nos saberes.

Agrimensura (Egípcios) ® Aritmética e geometria.

Astrologia (Caldeus e Babilônios) ® Astronomia e meteorologia

Genealogia (Persas) ® História

Mistérios religiosos de purificação da alma ® Teorias filosóficas sobre a origem e o destino das almas.

Não orientalistas (cientificistas do século XIX): Acreditavam que a filosofia foi um milagre grego.

Não houve nada anterior que preparasse a filosofia.

A filosofia foi um acontecimento espontâneo, único e sem par.

Os gregos foram um povo excepcional sem nenhum outro semelhante a eles.

Explicação mítica e explicação racional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mito e filosofia

 

O que é mito?

Mito é um sistema de explicação fantasioso do mundo, expresso em narrativas fabulosas referentes a deuses, forças da natureza e seres humanos.

O mito é uma narrativa sobre a origem das coisas.

Mytheyo (contar, narrar, falar alguma coisas para outros).

Mytheo (conversas, contar, anunciar, nomear, designar).

Livros da mitologia Grega: Homero (Ilíada, Odisséia) Hesíodo (Teogonia).

Ler quadro "Mitologia Grega" no livro do Cotrim pg. 17.

Como o mito narra a origem do mundo e de tudo o que há nele?

       Encontrando o pai e a mão das coisas e seres. Titãs (seres semi-humanos e semi divinos) Heróis (filhos de um(a) deus(a) com um(a) humano(a)), os humanos, as plantas, os metais, os animais, as qualidades, os sentimentos. (o nascimento de Eros).

       Encontrando uma rivalidade ou uma aliança entre os deuses que faz surgir alguma coisa no mundo. (guerra de Tróia).

       Encontrando as recompensas ou os castigos que os deuses dão a quem lhes obedece ou a que lhes desobedece, respectivamente. (Prometeu e Pandora).

Os mitos são genealogias (teogonias ou cosmogonias).

Gonia = gennao (engendrar, gerar, fazer nascer ou crescer), genos (nascimento, gênese, descendência, gênero, espécie).

A filosofia nasce dos mitos ou rompe com os mitos?

       Início do sec. XIX. (ruptura)

       Metade do sec. XX (transformação gradual) (racionalização dos mitos)

Atualmente (mescla das duas anteriores)         

Quais as diferenças entre mito e filosofia.

       Mito (tempo passado imemorial) Filosofia (passado, presente e futuro, ou seja totalidade do tempo)

       Mito (genealogias, rivalidades e alianças entre forças divinas) Filosofia (elementos e causas naturais e impessoais).

       Mito (contraditório, fabuloso, incompreensível, beleza) Filosofia (coerência, lógica, racional)

 

 

Personagens míticos:

Urano: O primeiro senhor do mundo, o Céu Estrelado. Fecundou a mãe, Gaia (a Terra), dando origem aos titãs, que detestava.

Cronos: Deus do tempo, o titã castrou o pai com uma foice e tomou o poder. Devorava os filhos recém nascidos. Zeus escapou.

Deméter: A deusa da colheita deixou o mundo passar fome ao perder a filha Perséfone para o infernal Hades. Zeus ordenou que a filha passasse parte do ano com a mãe. É quando chega a primavera.

Palas Atenas: Nascida da cabeça de Zeus, é a Deusa da sabedoria. Ama a paz e a civilização, Mas, quando guerreia supera até mesmo Ares.

Hestia: Pacata Irmã de Zeus, nunca se envolve em disputas. Protege lares e famíliase é a mais boazinha das divindades.

Atlas: Após a queda de Cronos, o poderoso titã foi condenado a sustentar os céu nas costas.

Afrodite: Quando os genitais de Cronos caíram no oceano, as espumas do mar deram origem a mais deslumbrante das criaturas, a deusa da beleza e do amor.

Hefestos: Filho de Hera, que o gerou sem ajuda masculina, é o ferreiro do Olimpo. Feio, Manco e tímido, casou-se com a bela Afrodite - que o trai em todas oportunidades.

Ares: Filho de Zeus e Hera, o Deus da guerra ama sangue e destruição. Todos o detestam menos Afrodite (sua amante secreta) e Hades (que se beneficia de suas matanças).

Prometeu: O titã criou os homens a partir de estátuas de barro. Então deu-lhes o fogo, exclusivo dos deuses. Irado, Zeus o acorrentou a um rochedo por 30 anos. De dia uma águia lhe devora o fígado; de noite, o órgão se regenera.

Zeus: Declarou Guerra a Cronos e o derrotou. Tornou-se senhor do mundo, governando do alto do monte Olímpo. Fulmina os insolentes mortais com seu relâmpago.

Hera: Irmã e esposa de Zeus, é famosa pelas intrigas contra o marido e por seus acessos de ciúmes. Com razão: Ele tem inúmeras amantes.

Dédalo e Ícaro: Aprisionado no labirinto de Creta, Dédalo fabricou asas com cera e penas para ele e seu filho, Ícaro. Mas na fuga Ícaro se aproximou demais do Sol. Suas penosas derreteram e ele voou para a morte.

Pandora: Enviada aos Homens, abre por curiosidade uma caixa de onde saem todos os males. Pandora consegue fechar a caixa a tempo de reter a esperança., a única forma do ser humano não sucumbir às dores e aos sofrimentos da vida. (Filosofando p. 20)

Outros mitos:

Entre inúmeros relatos Dos nossos índios, encontramos o da origem do dia e da noite: ao transportarem um coco, certos índios ouviram de dentro dele ruídos estranhos e não resistiram a tentação de abri-lo, apesar de recomendações contrárias. De dentro do coco escapuliu então a escuridão da noite. Por piedade divina, a claridade lhes foi devolvida pela Aurora, mas com a determinação de que nunca mais haveria só claridade, como foi antes, mas alternância do dia e da noite. (filosofando p. 20)

Atividade Para casa: Invente ou pesquise um mito (diferente dos tratados em sala). 10 linhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A preparação para a filosofia.

 

  1. Questões:

 

 

 

 

  1. Problema da origem da filosofia (uma visão histórica).

           

·        Relação oriente-ocidente.

 

·        Orientalistas: Reivindicavam para as antigas civilizações orientais (egípcios, persas, babilônios, etc.) a criação de uma sabedoria que os gregos teriam depois herdado e desenvolvido.

 

·        Ocidentalistas: Viam na Grécia o berço da filosofia e da ciência teórica.

 

·        Não há questões semelhantes com relação à originalidade da arte e da religião grega, pois concordam que estes elementos foram assimilados dos povos orientais.

 

·        Período alexandrino ou helenístico: Desaparece a preocupação com a originalidade do pensamento filosófico.

 

      Visão dos gregos sobre si mesmos:

 

·        Inclusão da Grécia nos amplos impérios macedônio e romano alteram a visão que os próprios gregos têm de sua cultura.

 

·        Os gregos não se consideram mais diferentes dos bárbaros. (Aristóteles)

 

·        Neoplatônicos, neopitagóricos e os primeiros escritores cristãos: Acentuam a idéia de que o pensamento grego está afiliado ao pensamento oriental.

 

            Século XIX:

 

·        Röth e Gladischi: Defensores do orientalismo (empréstimo ou herança entre Oriente e Grécia).

           

·        Zeller e Theodor Hopfener: Ocidentalismo.

            (pesquisar nomes acima).

           

·        Desenvolvimento das pesquisas arqueológicas.

 

            Por fim...

 

·        O problema continua em aberto.

           

·        Dependência de novas descobertas arqueológicas.

           

·        A maioria dos historiadores acreditam que a filosofia tenha começado com os gregos.

           

·        Oriente: conquistas esparsas e assistemática da ciência empírica e pragmática.

 

·        Gregos: Busca de uma unidade da compreensão racional, que organiza integra e dinamiza os conhecimentos.

 

           

 

                        Antigas Civilizações:

 

·       Micênicos

·       Egípcios

·       Babilônios

·       Persas

 

                        Vocabulário:

 

·       Cioso

·       Empírico

·       Esparso

·       Helenos

·       Pragmático

                       

                        Tribos:

 

 

                        Períodos:

 

·       Helenístico ou Alexandrino: Perda da liberdade política na Grécia. 

 

                       

Referências bibliográficas:

 

           

Coleção “os pensadores”. Pré-socráticos.

 

 

O surgimento da filosofia.

 

Condições históricas para o surgimento da filosofia.

 

       As viagens marítimas.

       A invenção do calendário

       A invenção da moeda

       A invenção da escrita alfabética

       A invenção da política

                   Três aspectos da política

 

Lei como expressão da vontade de uma coletividade reguladora da polis e exemplar para a filosofia como lugar de discussão de leis reguladoras do mundo.

 

O surgimento de um espaço público.

 

A política estimula um pensamento e um discurso que não procuram ser formulados por seitas secretas dos iniciados em mistérios.

   

Principais características da filosofia nascente.

       Tendência à racionalidade.

       Tendência a buscar respostas as mais conclusivas para os problemas (as que respondiam a mais questões.

       Exigência de que o pensamento apresente suas regras de funcionamento.

Recusa de explicações preestabelecidas

Tendência à generalização (exemplo da água)

 

Referências:

Marias. Filosofando

Chauí. Filosofia

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano.  

GURSDOF, Mito e metafísica.

 

Os filósofos pré-socráticos

 

Escola Jônica:

 

Filósofos da escola jônica:

                   Tales de Mileto

                   Anaximandro de Mileto

                   Anaxímenes de Mileto

                   Heráclito de Éfeso

 

Tales de Mileto (623 – 546 a. C.)

 

       O primeiro filósofo.

       Caracteriza-se pela busca do conhecimento racional em diversos campos do conhecimento.

       Como astrônomo previu o eclipse total do sol, ocorrido em 28 de maio de 585 a.C.

       Como geômetra provou que todos os ângulos inscritos na metade de um círculo são retos. Provou ainda que a soma dos ângulos internos de um triângulo qualquer é 180º.

       A partir de concepções egípcias e observações próprias concluiu que a água é a substância primordial.

       Todas as coisas seguem um fluxo. A alma é algo móvel e o princípio do movimento. Tudo se acha cheio de deuses.

      

 

Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.)

 

       Foi sucessor e discípulo de Tales de Mileto.

       Aprofunda as concepções de Tales sobre a origem única de todas as coisas.

       A substância primordial é o Apeíron (indeterminado). O Ápeiron é uma massa geradora que contém os contrários.

       Foi o primeiro a usar a palavra “Arché”.

       Não princípio universal determinado pois este seria um limite. O universo é ilimitado e portanto o seu princípio também deve ser ilimitado.

       A geração dos seres se dá pela separação entre os contrários (o ilimitado possui o ser e seu contrário para qualquer coisa).

       A geração e a dissolução dos seres forma um eterno ciclo. Os mundos possuem uma sucessão infinita que gera infinitos mundos.

       A terra é o centro do universo

       O ser humano nasceu de outras espécies de animais.

 

Anaxímenes de Mileto (585-4– 528 a. C.)

 

       Escreveu um livro chamado “em torno da natureza”.

       O princípio de todas as coisas (Arché) é o ar infinito.

       A nossa alma é ar. O ar está sempre em movimento.

       O ar quando muito igual em suas partes torna-se invisível ao olhar: torna-se visível com o frio e com o calor. Com a umidade e com o movimento.

       O ar diferencia-se, em virtude da rarefação e da condensação em várias substâncias.

       Tenta uma possível conciliação entre Tales e Anaximandro.

 

Escola Pitagórica ou itálica

 

Pitágoras e Filolau

 

Pitágoras de Samos

       Mistura ciência e crenças religiosas. A filosofia é um meio de purificação espiritual.

       Para Pitágoras o real e verdadeiro está nos números e na matemática.

       As doutrinas pitagóricas: Imortalidade e transmigração, parentesco dos viventes, ciclo das coisas.

      

       A importância dos pares de opostos. A maior parte das coisas humanas são pares de opostos.          

A condição do conhecimento humano: A essência das coisas (eterna). Oposição entre ciência divina e ciência humana.

       Todas as coisas possuem um número (que a limita).

       Harmonia das esferas

      

Heráclito de Éfeso (por volta de 500 a.C)

 

Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da Jônia, de família que ainda conservava prerrogativas reais (descendentes do fundador da cidade)

 

Seu caráter altivo, misantrópico e melancólico ficou proverbial em toda a antigüidade.

 

Desprezava a plebe. Recusou-se sempre a intervir na política. Manifestou desprezo pelos antigos poetas, contra os filósofos de seu tempo e até contra a religião.

Heráclito escreveu um livro Sobre a Natureza, em prosa, no dialeto jônico, mas de forma tão concisa que recebeu o cognome de Skoteinós, o Obscuro.

Heráclito é por muitos considerados o mais eminente pensador pré-socrático, por formular com vigor o problema da unidade permanente do ser diante da pluralidade e mutabilidade das coisas particulares e transitórias.

Estabeleceu a existência de uma lei universal e fixa (o Lógos), regedora de todos os acontecimentos particulares e fundamento da harmonia universal, harmonia feita de tensões.

A realidade do mundo é algo dinâmico, em permanente transformação.

O princípio universal. Este espírito arrojado pronunciou pela primeira vez esta palavra profunda: "O ser não é mais que o não-ser", nem é menos; ou ser e nada são o mesmo, a essência é mudança.

Heráclito diz: "Tudo flui (panta rei), nada persiste, nem permanece o mesmo".

O primeiro elemento verdadeiro é o devir.

      

 

Os Eleatas

 

Xenófanes de Colofão (precursor)

Parmênides de Eléia (o fundador)

Zenão de Eléia

Melisso de Samos

 

O ser, necessariamente devia ser o uno e imóvel, porque o vácuo é não ser.  

Xenófanes de Colofão

 

Para Xenóifanes o universo é sempre o mesmo (sem dissolução nem nascimento).

Se um dia o universo tivesse nascido, antes dele não haveria nada e daí não poderia jamais nascer algo do nada. 

 

Parmênides de Eléia

 

       Escreveu um poema filosófico: “Sobre a natureza”.

       Repúdio da sensação (contradição ser e não-ser) – único critério do conhecimento: a razão.

       O caminho da verdade (Aletéia) ou do ser: a razão

       O ser é e o não-ser não é.

       “As duas únicas vias que se pode conceber. Uma, que (o ser) é e não pode não ser: e é esta a via da persuasão, porque é acompanhada da Verdade; a outra, que não é e é necessário que não seja: e este, digo-te, é um cominho em que ninguém aprenderá nada.”

       Ser e pensar, pensar e ser são as mesmas coisas.

       “É necessário dizer e pensar que o ser existe, porque é possível que ele exista, mas o nada não é possível: eis o que te peço que consideres.

       A mesma coisa é o pensar e a existência (do pensado). 

O ser é indivisível, uno, homogêneo e imóvel.

       A doxa ou opinião (caminho do não ser)

 

Zenão de Eléia

 

       Paradoxos.

 

Os atomistas

 

Leucipo de Mileto

Demócrito de Abdera

 

Leucipo de Mileto (Eléia ou Abdera) (420 a. C.)

Demócrito de Abdera (460-360 a. C)

 

Materialista, Mecanicista.

Obras: “A grande ordenação” (Mega diákosmos), “A pequena ordenação”, “Do Intelecto”, “Das Formas”, etc.

O vácuo (não ser) existe pois permite o movimento do universo.

O ser não é uno, mas infinitos em multiplicidade e invisíveis pela peuqenezdas massas. E estes movem-se no vácuo (pois o vácuo existe) e unindo-se produz o nascimento e desagregando-se produz a destruição.

O cheio e o vazio, o ser e o não-ser são os elementos da natureza.

Tudo se mistura em tudo. O vácuo e o cheio estão em todas as partes.

Os átomos são os seres multiplos e indivisíveis que com o vazio formam todas as coisas.

  

 

 

 

 

Novos desenvolvimentos da física.

 

Empédocles de Agrimento.

Anaxágoras de Clazômenas.

 

 

 

      

 

 

 

Os sofistas

 

Fonte: mundo dos filósofos (site).

 

-      Século IV a.C.

-      O segundo período da história do pensamento grego é o chamado período sistemático.

-      Com efeito, nesse período realiza-se a sua grande e lógica sistematização, culminando em Aristóteles, através de Sócrates e Platão.

-            Estudaremos os sofistas e Sócrates.

 

A Sofística

 

            A época de ouro da sofística foi - pode-se dizer - a segunda metade do século V a.C. O centro foi Atenas, a Atenas de Péricles, capital democrática de um grande império marítimo e cultural.

 

Os sofistas maiores foram quatro. Os menores foram uma plêiade, continuando até depois de Sócrates, embora sem importância filosófica. Protágoras foi o maior de todos, chefe de escola e teórico da sofística.

 

Em coerência com o ceticismo teórico, destruidor da ciência, a sofística sustenta o relativismo prático, destruidor da moral.

 

Górgias declara plena indiferença para com todo moralismo: ensina ele a seus discípulos unicamente a arte de vencer os adversários; que a causa seja justa ou não, não lhe interessa.

 

Os sofistas estabelecem uma oposição especial entre natureza e lei (política e moral).

A lei: é arbitrária, interessada, mortificadora, uma pura convenção.

A natureza: não é a natureza humana racional, mas a natureza humana sensível, animal, instintiva.

 

Os sofistas achavam, grosso modo, que o conceito de justiça e de injustiça variava de cidade-estado para cidade-estado e de geração para geração. A questão da justiça e da injustiça seria, portanto, algo "fluido".

 

Não é verdade - dizem - que a submissão à lei torne os homens felizes, pois grandes malvados, mediante graves crimes, têm freqüentemente conseguido grande êxito no mundo e, aliás, a experiência ensina que para triunfar no mundo, não é mister justiça e retidão, mas prudência e habilidade.

A realização da humanidade perfeita, segundo o ideal dos sofistas, não está na ação ética e ascética, no domínio de si mesmo, na justiça para com os outros, mas no engrandecimento ilimitado da própria personalidade, no prazer e no domínio violento dos homens.

Seria um prejuízo, segundo os sofistas, a igualdade moral entre os fortes e os fracos, pois a verdadeira justiça conforme à natureza material, exige que o forte, o poderoso, oprima o fraco em seu proveito.

Quanto ao direito e à religião, a posição da sofística é extremista também, como na epistemologia e na moral.

A sofística move uma justa crítica, contra o direito positivo, muitas vezes arbitrário, contingente, tirânico, em nome do direito natural (lei da natureza).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Protágoras de Abdera

 

- Protágoras nasceu em Abdera - pátria de Demócrito , cuja escola conheceu - pelo ano 480.

- Viajou por toda a Grécia, ensinando na sua cidade natal, na Magna Grécia, e especialmente em Atenas, onde teve grande êxito, sobretudo entre os jovens, e foi honrado e procurado por Péricles e Eurípedes.

- Acusado de ateísmo, teve de fugir de Atenas, onde foi processado e condenado por impiedade, e a sua obra sobre os deuses foi queimada em praça pública.

- Refugiou-se então na Sicília, onde morreu com setenta anos (410 a.C.).

- Protágoras defendeu a relatividade do conhecimento.

- O homem é a medida de todas as coisas.

- Subjetivismo, relativismo e sensualismo são as notas características do seu sistema de ceticismo parcial.

 

Górgias de Leôncio

 

- Górgias nasceu em Abdera, na Sicília, em 480-375 a.C - correlacionado com Empédocles - representa a maior expressão prática da sofística, mediante o ensinamento da retórica; teoricamente, porém, foi um filósofo ocasional, exagerador dos artifícios da dialética eleática.

- Em 427 foi embaixador de sua pátria em Atenas, para pedir auxílio contra os siracusanos.

- Ensinou na Sicília, em Atenas, em outras cidades da Grécia, até estabelecer-se em Larissa na Tessália, onde teria morrido com 109 anos de idade.

- Partiu dos princípios da escola eleata e concluiu pela absoluta impossibilidade do saber.

- É autor duma obra intitulada  "Do não ser", na qual desenvolve as três teses: Nada existe; se alguma coisa existisse não a poderíamos conhecer; se a conhecêssemos não a poderíamos manifestar aos outros.

 

 

 

 

Questões sobre os sofistas

 

1) Como é chamado o segundo período da história do pensamento grego?

 

2) O que foi a sofística e em que período ela está situada?

 

3) O que os sofistas pensavam sobre as leis?

 

4) O que os sofistas pensavam sobre a relação entre os fortes e os fracos?

 

5) Cite o nome de dois grandes sofistas.

 

6) Em que cidade e em que ano protágoras nasceu?

 

7) Explique o seguinte trecho atribuido à Górgias:

 

Nada existe; se alguma coisa existisse não a poderíamos conhecer; se a conhecêssemos não a poderíamos manifestar aos outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atenas

 

Fonte: O mundo de Sofia

            Wikipedia

 

- Ágora: Ágora era a praça principal na constituição da pólis, a cidade grega da Antigüidade clássica. Normalmente era um espaço livre de edificações, configurada pela presença de mercados e feiras livres em seus limites, assim como por edifícios de caráter público. Enquanto elemento de constituição do espaço urbano, a ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública na urbanística grega, sendo o espaço público por excelência. É nela que o cidadão grego convive com o outro, onde ocorrem as discussóes políticas e os tribunais populares: é, portanto, o espaço da cidadania. Por este motivo, a ágora (juntamente da pnyx, o espaço de realização das assembléias) era considerada um símbolo da democracia direta, e, em especial, da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto. A de Atenas, por este motivo, também é a mais conhecida de todas as ágoras nas polei da antiguidade.

- Acrópole: Significa fortaleza, ou mais especificamente “cidade na colina”.

- Partenon: “Morada das virgens”. Foi construído em honra da deusa “Atena”, a deusa protetora de Atenas. Esta grande obra de mármore não apresenta nenhuma linha reta, todos os lados apresentam uma ligeira curvatura. A única coisa que havia no interior deste enorme edifício era uma estátua de Atena, com doze metros de altura. O mármore branco, que estava pintado de cores vivas, foi retirado de uma montanha a dezesseis quilômetros de distância...

- O antigo teatro de Dioniso: É provavelmente o teatro mais antigo da Europa. Neste teatro foram representadas as peças dos grandes dramaturgos “Ésquilo, Sófocles” e “Eurípides”, ainda no período em que Sócrates viveu. A tragédia Édipo Rei de Sófocles estreou neste teatro. A parede de pedra em que os atores entravam em cena. Chamava-se “skenê”, e dela deriva a nossa palavra "cena". A palavra grega “teatro” deriva de um termo grego antigo que significava "ver".

- Areópago: Ficava numa colina e era onde funcionava o supremo tribunal de Atenas. Neste tribunal eram tratados os casos de Homicídio. Vários séculos mais tarde, esteve neste lugar o apóstolo Paulo e falou aos atenienses sobre Jesus e o cristianismo.

- Na primeira metade do sec. V a. C. Houve uma guerra sangrenta contra os persas e em 480 a. C. Xerxes mandou saquear Atenas e atear fogo em todas as construções de madeira. No ano seguinte os persas foram derrotados e então começou a época áurea de Atenas.

 

Sócrates

 

Fonte: Apostila (secretaria de educação)

 

Vida

- Sócrates nasceu na Grécia, provavelmente no ano de 470 a.C.

- Filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira, tentou seguir a mesma profissão de seu pai enquanto jovem.

- Sua exposa se chamava Xantipa

- Aprendeu Música e Literatura, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico.

- Não se sabe ao certo quem foram seus professores de Filosofia.

- Sócrates conhecia as doutrinas de Parmênides, Heráclito, Anaxágoras e dos sofistas.

- Serviu ao Exército, desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão.

- Gostava de ir a simpósios, sessões de convívio acompanhadas de bebida. Era um bebedor de renome, conhecido por permanecer sóbrio mesmo quando todos na festa já estavam completamente embriagados.

- Quanto à política, foi ele valoroso soldado e rígido magistrado. Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo. Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos, temperados - diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo.

- A liberdade de seus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irónica e a conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar da sua probidade (integridade de caráter).

- Diante da tirania popular, bem como de certos elementos reacionários, aparecia Sócrates como chefe de uma aristocracia intelectual.

- Foi acusado por Meleto, Anito e Licon, (três figuras importantes da época) de corromper a mocidade, negar os deuses da pátria introduzindo outros e de "pesquisar debaixo do solo e pelos céus", algo considerado na altura como um desafio aos deuses.

- Criton preparou e propôs a fuga ao Mestre. Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria.

- Suas últimas palavras foram: "Devemos um galo a Esculápio".

- Morreu Sócrates em 399 a.C. com 71 anos de idade, em Atenas.

Pensamento

 

Questões prévias:

 

1) O que é a “justiça”?

2) O que é virtude?

3) A justiça pode ser ensinada ou não? Por que? Como podemos saber o que é certo ou o que é errado?

 

4) É possível agir sempre corretamente ou não? É possível aprendermos com os nossos erros? Como?

 

- Privilegia as questões do ser humano em detrimento da cosmologia.

- A filosofia de Sócrates mantém o caráter especulativo e racional.

- É um filósofo da ética.

- O que é ética:

- Sócrates não podia aceitar a concepção de justiça dos sofistas. Ele acreditava em regras ou normas eternas e intemporais para o procedimento humano. Quando usamos apenas a nossa razão, segundo ele, podemos compreender todas essas normas imutáveis, porque a razão humana é justamente algo eterno e imutável.

- Não deixou nada escrito. Suas referências remetem principalmente a Platão (seu discípulo) e outros escritores contemporâneo a ele (Xenofonte e Aristófanes).

- Aristófanes era crítico de Sócrates.

- Para Sócrates uma vida sem questionamento racional era uma vida que não merecia ser vivida.

- A máxima: “conhece-te a ti mesmo”  (nosce te ipsum) escrita no oráculo de delfos é um lema da escola socrática.

- Não há moral sem conhecimento.

- O homem virtuoso não é aquele que age bem mas aquele que age bem mas aquele que sabe o porquê de sua boa ação.

- Interrogar os sres humanos para que eles se conheçam.

- As perguntas não devem ser as mesmas para todas as pessoas, por isso a recusa à escrita (que é fixa).

- O método socrático é o diálogo (chamado de “maiêutica”).

- Um diálogo não possui um roteiro definido (é algo dinâmico).

- Etapas: Ironia e Maiêutica.

- Maiêutica: fazer com que os outros dêem luz a suas próprias idéias.

- Uma famosa frase de Sócrates é: “só sei que nada sei”.

- Só procura o saber quem não o possui.

- Sócrates causou constrangimento aos que eram julgados sábios em Atenas.

- Foi condenado à morte e obrigado a tomar cicuta (um tipo de veneno).

 

Texto: ciência e missão de Sócrates

 

- Tema: O julgamento de Sócrates.

- Primeiro: Questionamento sobre acusação de Sócrates (por que estão falando tanto de Sócrates?)

- Resposta de Sócrates: A reputação se deve à ciência humana que ele possui.

- Sócrates é considerado pelo oráculo de Delfos como o mais sabio dentre os seres humanos.

- A pesquisa sobre “o mais sábio” foi feita por Querofonte amigo de Sócrates.

- Sócrates passou a examinar as pessoas tidas como sábias para verificar a resposta do oráculo.

- Não supor saber o que não sabe faz as pessoas mais sábias do que pensar saber o que não sabem.

 

Questões:

 

1) Quais são as características da filosofia a partir de Sócrates?

2) Explique a frase: “conheça-te a ti mesmo”.

3) Por que Sócrates não deixou nada escrito?

4) O que é um diálogo? Por que Sócrates escolheu o diálogo como método?

5) O que “maiêutica”?

6) O que é uma pergunta? Para que serve?

7) Explique a frase: “Só sei que nada sei”.

8) Por que Sócrates foi condenado à morte?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Platão

 

Fonte: História da filosofia. Messer

            O mundo de Sofia. Jostein Gaarder

            Apostila.

 

Biografia

 

- Platão tem como verdadeiro nome Aristócles (427 – 347 a. C.), pertencia a uma família aristocrática de Atenas.

- Recebeu, em sua formação, muita influência de seu mestre, Sócrates.

- Viajou por vários lugares, no Egito estudou ciência astronômica e matemática; visitou também Cirene e residiu muito tempo na baixa Itália e na Sicília.

- Teve contato com as doutrinas órficas e dos pitagóricos (na Itália).

- Após alguma adversidades voutou à pátria (Atenas) e fundou a Academia (consagrada ao herói Academos) que subsistiu até 429, ou seja, cerca de mil anos.

- Platão foi um pensador filosófico e científico de gênio, que ao mesmo pretendeu agir sobre o mundo, e revelar-se nos seus escritos um artista de primeira linha.

- Chegaram até nós trinta e cinco obras e doze cartas de Platão.

 

Questões:

 

1) Qual era o verdadeiro nome de Platão?

2) Quem foi o principal professor de Platão?

3) Escreva um pequeno resumo sobre a vida de Platão. (+ ou – 5 linhas)

 

Pensamento:

 

Questões prévias:

 

1) O que há de comum em todos os cavalos? E em todas as cadeiras? Pode uma cadeira ser cadeira e mochila ao mesmo tempo? Por que? Pode haver um cavalo que também seja cachorro? Explique.

 

2) Por que que ao se plantar uma determinada planta não acontece de nascer uma outra? Por exemplo se plantamos um Abacateiro não acontece de nascer uma Palmeira.

 

3) Quais são os critérios que usamos para diferenciarmos as classes de objetos?

 

4) O ser humano possui uma alma imortal? A alma é diferente do corpo?

 

5) Os homens e as mulheres são igualmente racionais? Justifique a sua resposta.

 

Projeto:

 

- Vale a pena perguntar qual o projeto de um determinado filósofo. E por isso a pergunta: Qual era o projeto de Platão? Platão interessava-se por um lado pela relação entre aquilo que é eterno e imutável e, por outro, por aquilo que "flui".

- Platão se interessa tanto por questões acerca da natureza quanto por questões sobre o ser humano.

- Para Platão o que interessa descobrirmos é o "verdadeiro" em si, o "belo" em si, e o "bom" em si.

 

A doutrina platônica das idéias

 

- Sócrates: Mais prático e menos teórico.

- Platão: Mais teórico e menos prático.

- Sócrates: o saber sobre o bem tem como conseqüência necessária a boa conduta moral e estética.

- Problema ético platônico: Como passar das considerações individuais para o geral?

- Sensação X Conceito

- Um cavalo particular "flui", obviamente. Pode ser velho e coxo, com o tempo ficará também doente, e morre. Mas a verdadeira "forma de cavalo" é eterna e imutável. Assim, o eterno e imutável não é nenhum "elemento primordial". O eterno e o imutável são modelos mentais ou abstratos, a partir dos quais se formam todos os fenômenos.

- A semelhança entre os objetos remetem a uma origem comum destes objetos. Por exemplo, se vemos cinquenta biscoitos iguais é porque eles devem ter sido feitos em uma mesma forma. Assim os cavalos devem possuir uma “forma” também. Os contornos da forma são mais perfeitos que os contornos dos biscoitos. Portanto a “forma” do cavalo deve ser também mais perfeita que os cavalos.

- A estas formas chamou Platão idéias.

- Por detrás de todos os cavalos, porcos e homens há a "idéia cavalo", a "idéia porco" e a "idéia homem". (E por isso, a referida pastelaria pode ter, além de biscoitos em forma de homem, biscoitos em forma de porco e de cavalo, mas para cada tipo de biscoito é suficiente uma única forma).

- Conclusão: Platão defendia uma realidade própria por detrás do "mundo sensível". A esta realidade chamava ele “o mundo das idéias”. Encontramos aqui os "modelos" eternos e imutáveis, os “arquétipos” por detrás dos diversos fenômenos que se nos deparam na natureza. Designamos esta importante concepção por “teoria das idéias” de Platão.

 

O verdadeiro conhecimento

 

- Não podemos saber com segurança como é o mundo sensível pois este está em eterna mutação. Só podemos ter um saber verdadeiro daquilo que conhecemos com a razão.

- Quando estás numa sala de aula com mais trinta alunos, e o professor pergunta qual é a cor mais bonita do arco-íris - aí ele tem certamente muitas respostas diferentes e nenhuma será mais verdadeira do que a outra. Mas se ele perguntar quanto é três vezes oito, toda a turma deveria dar a mesma resposta e neste caso teremos uma resposta mais verdadeira.

- Platão interessou-se muito por matemática, porque as verdades matemáticas nunca

se alteram. Assim, podemos ter um saber seguro acerca delas.

- Breve resumo: acerca daquilo que percebemos ou sentimos podemos ter apenas opiniões incertas. Mas acerca daquilo que conhecemos com a razão, podemos atingir um conhecimento seguro.

 

“Uma alma imortal”

 

- Vimos que, segundo Platão, a realidade está dividida em duas partes.

- Uma parte é “o mundo sensível” - de que só podemos atingir um conhecimento impreciso e imperfeito, e onde usamos os nossos cinco (imprecisos e imperfeitos) sentidos. A característica do mundo dos sentidos é que "tudo flui" e conseqüentemente nada possui

estabilidade.

- A outra parte é “o mundo das idéias” - de que podemos alcançar um saber certo usando a razão. Este mundo das idéias não pode ser conhecido através dos sentidos. Em compensação, as idéias (ou formas) são eternas e imutáveis.

- Conseqüentemente, para Platão, o homem também é um ser dividido em duas

partes. Temos um corpo que "flui". Ele está indissoluvelmente ligado ao mundo sensível e

sofre o mesmo destino que o sensível.

- Nós possuímos também uma “alma imortal” - ela é a sede da razão. Uma vez que a alma não é material, pode observar o mundo das idéias.

Questões:

 

 

Texto: Platão e o percurso do Filósofo

Texto: A alegoria da caverna

Filme: Matrix

 

Principais obras:

 

- Quase todas as suas obras possuem a forma de diálogo. Em geral Sócrates tem o papel principal no colóquio.

 

Apologia de Socrates: Apresenta o mestre Sócrates defendendo-se, perante os juízes, seus acusadores, e expondo o sentido da obra de sua vida.

 

Críton: Descreve como Sócrates se negou a fugir como Críton desejava. Sócrates defende o dever para com a sua pátria mesmo que isso resulte em sua morte.

 

Laques: Estuda a essência da fortaleza.

 

Cármides: Estudo do domínio de si próprio.

 

Protágoras: Expõe a doutrina de que todas as virtudes têm uma essência única.

 

Górgias: Apareceu provavelmente entre 393 e 390 a. C. Examina a essência da retórica. Nesta obra Platão defende que é preferível sofrer uma injustiça do que pratica-la.

 

Eutifron: Tem como tema a piedade.

 

Ménon: Pode ser considerado o programa pedagógico da Academia. O conhecimento é uma recordação.

 

Crátilo: Apresenta a doutrina de que os nomes não correspondem “por natureza” aos objetos.

 

Eutidemo: Explicação sobre a verdadeira dialética.

 

O Banquete (Symposion: por volta de 381-378 a. C.)Tem como tema o amor.

 

Fédon: Exposição da doutrina socrática de sobrevivência da alma após a morte. Avida é uma preparação para a morte.

 

Republica (“Politéia”, 374-370 a. C.) Em dez livros. A essência da justiça e a sua realização no indivíduo e no estado (nação) perfeito(a).

 

Fedro: Trata da teoria das idéias.

 

Parmênides: Discute uma série de objeções à sua teoria das idéias.

 

Teeteto: Sobre a teoria do conhecimento.

 

Sofista: Define o sofista e distingue ele do verdadeiro filósofo.

 

Político: Tenta fixar o conceito de homem de estado. As formas de estado e a necessidade das leis.

 

Timeu: filosofia da natureza.

 

Filebo: O problema do supremo bem.

 

Leis: O estado por excelência.

 

Aristóteles

 

 

Aristóteles (384 – 322 a. C.)

 

Fontes: O mundo de Sofia. Jostein Gaarder

             História da Filosofia. Reale, G. & Antiseri, D. V. 1         

 

Texto: biografia.

 

Introdução

 

- Aristóteles não era um ateniense. Era natural da Macedônia, mas foi para a Academia quando Platão tinha 61 anos. O pai era um médico reconhecido - ou seja, um cientista.

- Foi um brilhante aluno da Academia de Platão e posteriormente tornou-se tutor de Alexandre o Grande.

- Aquilo que o interessava acima de tudo era a natureza viva.

- Foi também o primeiro grande biólogo da Europa.

- Aristóteles interessava-se precisamente pelas transformações – ou aquilo

que nós hoje designamos por processos físicos.

- Na Antiguidade são referidos mais de 170 títulos que Aristóteles teria escrito. Hoje,

conservam-se 47 textos.

- A maior parte dos textos de Aristóteles são constituídos por apontamentos para as lições.

- Ele foi o grande sistemático que fundou e ordenou as diversas ciências.

 

Obras:

 

- Os escritos de Aristóteles dividem-se em dois grupos:

i) Os “exotéricos”: Composto na maioria em forma dialógica e destinados ao grande público, ou seja, às pessoas de fora da escola.

ii) Os “esotéricos”: Constituíam ao mesmo tempo o fruto e a base da atividade didética de Aristóteles, não sendo destinados ao público, mas apenas aos discípulos.

 

- As obras esotéricas podem ser divididas da seguinte maneira:

I. Escritos lógicos:

Cujo conjunto foi denominado Órganon mais tarde, não por Aristóteles. O nome, entretanto, corresponde muito bem à intenção do autor, que considerava a lógica instrumento da ciência. O Órganon aristotélico está composto pelas seguintes obras:

Categorias

De Interpretatione

Analíticos primeiros

Analíticos segundos

Tópicos

Refutações Sofísticas

II. Escritos sobre a física ou filosofia natural:

Abrangendo a hodierna cosmologia e a antropologia, e pertencentes à filosofia teorética, juntamente com a metafísica.

III. Escritos metafísicos:

A Metafísica famosa, em catorze livros. É uma compilação feita depois da morte de Aristóteles mediante seus apontamentos manuscritos, referentes à metafísica geral e à teologia. O nome de metafísica é devido ao lugar que ela ocupa na coleção de Andrônico, que a colocou depois da física.

IV. Escritos morais e políticos:  

Ética a Nicômaco, em dez livros, provavelmente publicada por Nicômaco, seu filho, ao qual é dedicada;

Ética a Eudemo, inacabada, refazimento da ética de Aristóteles, devido a Eudemo;

Grande Ética, compêndio das duas precedentes, em especial da segunda;  

Política, em oito livros, incompleta.

 

V. Escritos retóricos e poéticos:

 

Retórica, em três livros;

Poética, em dois livros, que, no seu estado atual, é apenas uma parte da obra de Aristóteles.

 

As obras de Aristóteles as doutrinas que nos restam - manifestam um grande rigor científico, sem enfeites míticos ou poéticos, exposição e expressão breve e aguda, clara e ordenada, perfeição maravilhosa da terminologia filosófica, de que foi ele o criador.

 

Pensamento:

 

Aristóteles se diferencia de Platão em três aspectos gerais:

 

1) O abandono da componente místico-religioso-escatológica.

2) O escasso interesse pelas ciências matemáticas.

3) O método sistemático em vez do dialético-dialógico.

 

A Metafísica

 

- Aristóteles dividiu a ciência em três ramos:

 

1) As ciências teoréticas: Que procuram o saber pelo saber e que consistem na metafísica, na física (em que é incorporada também a psicologia) e na matemática.

2) As ciências práticas: Que usam o saber com a finalidade da perfeição moral (a ética e a política).

3) As ciências poiéticas: Que tendemà produção de determinada coisa.

 

- A metafísica é a principal ciência teorética. Aristóteles dá quatro definições para metafísica.

 

1) Ela indaga as causas ou os princípios supremos (e neste sentido se pode chamar de etiologia).

2) Ela indaga o ser enquanto ser (e portanto pode chamar-se ontologia).

3) Ela indaga a substância (e por isso pode chamar-se ousiologia, uma vez que em grego ousia significa substância).

4) Ela indaga Deus e a substãncia supra-sensível (e portanto Aristóteles a chama expressamente de teologia).

 

- No que se refere à pesquisa das causas e dos princípios primeiros, O Estagirita (Aristóteles) formulou a teoria das quatro causas:

 

1) Causa Formal: A que confere a forma, e portanto a natureza e a essência de cada realidade singular.

2) Causa Material: O “aquilo de que” é composto toda realidade sensível.

3) Causa Eficiente: Aquilo que produz geração, movimento ou transformação.

4) Causa Final: o “Aquilo a que” toda coisa tende. O fim de cada coisa.

 

- Sobre o ser: A tese aristotélica é que o ser tem múltiplos significados, em vários níveis, que se reduzem aos quatro seguintes:

 

1) O ser em si (segundo as substâncias e as categorias).

2) O ser como ato e potência.

3) O ser como acidente.

4) O ser como verdade (o não-ser como falso).

 

- As categorias do ser:

 

Substância

Qualidade

Quantidade

Relação

Ação

Paixão

Onde (espaço)

Quando (tempo)

Ter

Jazer

 

- O problema de fundo da metafísica é o seguinte: Existem apenas substâncias sensíveis ou também substâncias supra-sensíveis?

 

A Física

 

- A física em Aristóteles trata da substância sensível (animada e inanimada) afetada pelo movimento.

 

A Psicologia

 

- A psicologia, que em Aristóteles é considerada parte integrante da física, estuda os seres físicos enquanto animados.

- Os princípios vitais dos seres vivos diferem conforme as funções específicas que lhes são próprias:

1)  Alma Vegetativa: os vegetais que podem apenas reproduzir-se e crescer, terão alma  adequada a estas suas faculdades, ou seja, alma vegetativa.

2)  Alma Sensitiva: os animais, que têm também percepção do mundo e capacidade de movimento, serão igualmente dotados de alma sensitiva.

3)  Alma Racional: os seres humanos que também têm a faculdade de raciocinar serão providos, além de alma vegetativa e de alma sensitiva, igualmente de alma racional.

 

As ciências Práticas: a ética e a política

 

- Virtudes éticas (ligadas à alma sensitiva):

Permitem a vitória da razão sobre os impulsos.

Buscam a justa medida entre dois escessos (nada em demasia).

Manifesta-se como hábitos.

Fixam o fim do ato moral.

      

- Vitudes dianéticas (ligadas à alma intelectiva):

            i) Sabedoria

            - Dirige a vida moral do homem.

            - Fixa os meios para se realizar o ato moral.

 

            ii) Sapiência

            - Consiste na contemplação das realidades supra-sensíveis.

            - Representa o sumo bem para o homem, isto é, a máxima felicidade.

 

- As formas de governo do Estado segundo Aristóteles:

 

Tipo de governo

Governo com vista no bem público

Governo com vista no interesse próprio

Governo de um só

Monarquia

Tirania

Governo de poucos

Aristocracia

Oligarquia

Governo de muitos

Politía

Democracia

           

 

 

Os estóicos

 

Os epicuristas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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