Fazendo Renascer o “Che” Nosso de Cada Dia
Fico tentando traduzir em nosso dia a dia, onde foi que erramos.
Os apostolados comunistas filosóficos e harmônicos perderam-se no cabedal político partidário e caminharam rumo aos mesmos discursos hipócritas e narcisos da efervescência do jogo de interesses e tráfico de influências, em muito distanciadas do interesse coletivo.
O equilíbrio harmônico da vida hoje possui seus fragmentários protecionistas de grupos que primam pelo radicalismo e excluem o princípio do todo pelo unicismo de suas bandeiras egoístas e detentoras de privilégios da verdade absoluta e sem paridade humanitária e social.
Que democracia é esta que prima sua defensoria pela falta de lógica e na impudicícia de seus passos rumo à intransigência e esbarra na ilegalidade de propósitos invertidos em seus valores sociais?
Como diria o ilustre filósofo comunista Cosmo, devemos todos evocar os espíritos antepassados e lutar pela renovação de nossas fileiras com o sangue vertido na verdadeira consciência comunitária.
O idealismo de Ernesto Guevara não poderia ter sido subvertido em sua ordem e ter sido sepultado em selvas bolivianas, pois seu discurso de sublevação contra qualquer injustiça cometida no mundo nunca poderia ter sido esmorecido por “falsos comunistas”, hoje travestidos pelo neoliberalismo que assola o mundo na miséria.
O consoante poder arbitral deste processo hegemônico que hoje predomina em muitas municipalidades brasileiras, engodado pela vogal esperança que nunca venceu medo algum; pois este mesmo medo foi plantado no inconsciente coletivo pelos mestres da imposição coercitiva de dogmas no universo popular.
Os mesmos que plantaram chavões de que comunistas eram seres maus que devoravam criancinhas, hoje são os que aniquilam criancinhas (consideradas sangue de terroristas maus) com seu poderio bélico covarde e ganancioso por riquezas naturais e patrimoniais de todas as nações.
E neste ponto abro um parêntesis amazônico; região onde habitam brasileiros de verdade, que lutam silenciosamente contra bandeiras adjetivas de vendilhões que tentam convencer a sociedade brasileira que não corremos nenhum risco de perder o nosso rico patrimônio natural.
Morei quinze anos nesta região, e tive a oportunidade de conhecer parte da realidade que o grande comandante da libertação dos povos amazônicos tentava defender contra a hegemonia de interesses deste capitalismo elitista e devorador, que hoje nos vocifera palavras intimidatórias.
Nossas fronteiras estão abertas e nossa incipiente força armada nunca terá condições de fazer frente a uma ameaça internacional patrocinada pela lide intervencionista americana, somente pelas suas próprias forças institucionais.
Não sendo através da coragem resoluta de seu povo amazônico e com o apoio de toda a nação brasileira, cada vez mais desprovida do sentido de nacionalidade que se esvai pela onda de escândalos de corrupção veiculada quotidianamente na mídia; seremos presas fáceis, tão plenas como complacentes.
Ao mesmo tempo, pseudo seres humanitários, confusos e muito distanciados da realidade de uma geopolítica internacional vigente, plantam em solo semi-árido a semente de um plebiscito pelo desarmamento da população brasileira, com argumentos de combate à violência e como que assim resolvessem de forma milagrosa e simplista o problema da insegurança interna do país.
Realidade tão tacanha como discutível.
Ou estariam velados interesses obscuros de desarmar a população brasileira nesta onda de infortúnios sociais, mas com vislumbres de facilitar fatos e argumentos para um intervencionismo externo?
Venezuela, Colômbia e Paraguai não seriam argumentos de fogo fátuo para a maior e real intenção americana de gerar autonomia sobre a federação brasileira, fragmentando sua rica região amazônica?
Muitos dirão que estou enlouquecendo meus argumentos e criando pejorativas em minhas ponderações, mas que paire em cada coração brasileiro esta dúvida reticente e que possamos independente de nossas linhas ideológicas partidárias, como brasileiros cidadãos, fazer renascer, em cada um, o “Che” nosso de cada dia.
Amém!!!!!
José Brites Neto