PAINEL POÉTICO
"POESIA DO MÊS DE OUTUBRO/2005"
ATÉ QUANDO? Como um ser pensante,Que não usa o seu pensamento, E o amor se tornou um triste lamento, De tanta escuridão. Como um pobre maldizente, Que não tem mais sentimento, E a vida se tornou um cruel tormento, De tanta ingratidão. Como um andarilho indigente, Que não possui mais acalento, E a peregrinação se tornou um infernal tormento, De não ser mais cidadão. Como um fôlego itinerante, Que perdeu seu melhor acontecimento, E a subsistência se tornou um mero passatempo, De manter o sentido da criação. Como uma pergunta constante, Que ecoou no firmamento, E a esperança se tornou um eterno questionamento, De uma dura escravidão. Até quando? José Brites Neto |