PAINEL POÉTICO

"POESIA DO MÊS DE OUTUBRO/2001"


O REENCONTRO

Como um pai que abandona,
Seus filhos à própria sorte,
Como a luz encoberta,
Em seu leito de morte.

Como a mãe que renega,
O seu sangue ao lixo,
Como um torpe perfume,
De soberba e capricho.

Como o filho que entrega,
Sua herança às traças,
Como uma história sem regras,
Cujo enredo é desgraça.

Assim caminha a humanidade,
Rumo ao voraz precipício,
Esquecendo da santidade,
De amor do Santo Cristo.

Peregrinado sem o Caminho,
O que iremos alcançar?
Expectando a hora, sozinhos,
Em que o amor se esfriará.

O esboçar de tristezas,
Que obscurecem as maravilhas,
Daquele que ofertou seu amor,
E a sua própria vida.

Ainda há tempo para se ouvir,
As suas ternas e divinas palavras,
E rebuscando com o coração sentir,
O significado de suas parábolas.

Reabrir nossos corações,
Gritar em brados retumbantes,
Quebrantar a forja de nossos grilhões,
Neste mundo agonizante.

Dar glórias ao que nos sustém,
Louvando com todo fervor,
O reencontro do homem,
Com o seu Salvador.

José Brites Neto

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