PAINEL POÉTICO

"POESIA DO MÊS DE JULHO/2001"


SUPLÍCIO DE TÂNTALO

Como podes sufocar a Minha Paternidade,
Rejeitar sem pudor o Bálsamo da Eternidade,
Malograr o valor do sacrifício de Minha Vontade,
Por um prazer obscuro de fútil obscenidade.

Servo tão impuro e infesto de veleidades,
Hoje jazes afogado em mares de perversidade,
Tua sede não será saciada pelas ricas fontes da maldade,
Neste coração violento onde circula o fluido da adversidade.

Preço pago que fostes pelo Meu Sangue Calvário,
Hoje estás entregue a um agiota como otário,
Não alcanças mais a Minha Foz de Bondade,
Nem ao menos provas os frutos de Minha Benignidade.

Como um cárcere débil entregue à escuridão,
Não entendes mais o que diz o Meu Precioso Sermão,
Como uma presa perdida em um lamurioso pântano,
Sois como almas perdidas em seus suplícios de tântalo.

José Brites Neto

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