“INCONSTITUCIONALISSIMAMENTE”
Assim vivemos no paraíso das impunidades.
Vamos caminhando em nosso sentido nefasto de seres intumescidos pela ganância e pelo abstrato interesse pessoal.
Enquanto isto, o concreto da realidade de um povo amargurado pela miséria e pela falta de oportunidades, que deveriam ser garantidas pelos defensores do direito dos povos e subscritas em cartas magnas do bem-estar coletivo, tendo por base a isonomia de direitos de seus cidadãos, vem sendo repudiado através de subterfúgios e choramingos públicos e teatrais, desculpas esfarrapadas apresentadas aos poderes de uma justiça que deveria ser cega aos interesses de grupos específicos, injuriando o pleno sentido de uma cidadania constitucionalizada.
Empresários, publicitários e os “ários” desempenham seus papéis cenográficos com uma exuberância “holywoodiana” que faria de Roman Polanski, no seu mister da arte dramática, um mero e medíocre coadjuvante.
Enquanto suas contas bancárias vão se mostrando presentes nos paraísos fiscais, traduzidas pelo choro hipócrita de um famoso publicitário que maquiou os traços populares de um homem público que blasfemou chavões de que a “esperança venceria o medo”; sobrou-nos o papel de “otários” para rimar com tantos “ários” em verso e prosa.
Ainda nos sobrou também o ver e assistir do “hilário”, quando agora temos “Toninho Malvadeza” com sua postura peculiar falso moralista, declamando da tribuna parlamentar, duras acusações de assassinato contra os tribunos atuais detentos deste espúrio poder.
Paralelamente, tucanos oportunistas continuam quebrando seus grãozinhos com seu longo bico da falácia inconsistente.
Reformas que nunca chegam, fome que nunca se dissipa, emprego que sempre se maquia com pacotes sindicalistas de privilégios de tróia.
O que diriam os gregos de tantos pandemônios travestidos de democratas.
Pobre constituinte!!! Virou mesmo uma colcha de retalhos.
Mas é verdade, ainda temos uma Constituição.
Mas será que o povo brasileiro sabe lutar por ela?
É verdade também que até o Aurélio preferiu extinguir a terminologia.
Mas este país sem-vergonha ainda insiste em viver mergulhado em adjetivos de inconstitucionalidades.
Então, termino este escrito sob o superlativo do “Inconstitucionalissimamente”.
José Brites Neto