PAINEL POÉTICO
"POESIA DO MÊS DE DEZEMBRO/2003"
GUERREIROS DA HUMILDADE Mártires de seus próprios arbítrios e destinos,Este povo não tem vergonha de viver e chorar. Marcham cantando seus sôfregos e diuturnos hinos, Dia após dia, em caminhada incessante, sem blasfemar. Como águas serenas fluem sem ceder à ebulição, Perseverando na indiferença de um mandatário mundo cão, Não dormem, não comem, mas sempre sonharão, Pois suas consciências tranqüilas firmam seus pés ao chão. Isentos da ganância e eloqüência de seu mau patrão, Como homens predestinados a símbolos de resistência, De seus olhares simples e puros que ignoram a escuridão, Jorram lágrimas de mansidão que não pestanejam na inocência. Semeiam a brandura compassiva em seus cânticos de devoção, Nas noites frias, sem qualquer proteção e nenhum ombro amigo, Ao luar clarividente de madrugadas sem o calor do abrigo, De suas faces percorre a sudorese de uma dura interjeição. Ao traduzir sua honesta e singela vontade de vivificação, Diante de autoridades supremas em poder e majestade, Enfrentam penúrias e encaram a crueldade de tanta rejeição, Com o sangue bravo e heróico de Guerreiros da Humildade. José Brites Neto |