O VENDEDOR DE BALÕES



Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se

e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo,

uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.

Estava observando o vendedor e, é claro, apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho,

o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.

Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas...

Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava

o balão preto.
Então se aproximou do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino,
arrebentou a linha que prendia o balão preto

e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir!

Walter A. Santos – tsunami

 

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