PAINEL POÉTICO

"POESIA DO MÊS DE ABRIL/2005"


CREPÚSCULO DA ETERNIDADE

Acordado sob o jugo de uma responsabilidade,
A pesar sobre os ombros insolentes de um mouro,
Condição iminente que faz a humanidade,
Caminhar inconseqüente rumo ao seu maior tesouro.

Apressado como um menino em seu prelúdio coito,
No tremular de vicissitudes de um natural momento,
Endireitando o aprumo em ato confuso e afoito,
Desconhecendo o amar nesse doce intento.

Repressivo e obtuso o torpedear de acusações,
No murmurar incessante de dedos julgadores,
Contra vibrações puras e sedentas de paixões,
Na sincronia perfeita de sinceros amores.

O que se há de esperar de matizes tão ortodoxos,
A regrar doutrinas detentoras da verdade,
Surgindo como castradores em seus paradoxos,
Como subversivas afrontas no crepúsculo da eternidade.

José Brites Neto

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