MENSAJE DE NAVIDAD 1971
EL MISTERIO DEL AUREO FLORECER

SAMAEL AUN WEOR
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Em cópula química, no coito metafísico, durante o Sahaja Maithuna, experimenta-se a máxima sensação erótica aos cinco minutos.

Flamas dinâmicas, magnéticas, como ondeante mar de gás vermelho purpúreo, terrivelmente divino, rodeiam o casal durante o transe sexual.

Tremendo instante é esse em que as correntes masculinas intentam unir-se com as femininas.

Com a pausa magnética criadora, estabelecem-se ritmos sexuais harmônicos e cordenados entre o homem e a mulher.

Tal pausa contém, em si mesma, dois fatores básicos:

a) Determinado período de tempo inteligente e voluntariamente estabelecido entre cópula e cópula.

b) Desfrute prolongado do coito metafísico sem orgasmo, espasmo e sem perda do licor seminal.

Para que o intercâmbio das forças magnéticas seja profundo, edificante e essencialmente dignificante, é urgente que os mais importantes centros do corpo façam contato de forma harmônica e tranquila.

O clitóris que se acha encaixado entre ambos os lábios pequenos da vulva, representa o ponto mais sensível do organismo feminino.

Qualquer clarividente iluminado poderá perceber as forças centrífugas magnéticas que iniciam sua marcha desde o clitóris.

É, pois, o clitóris o ponto centrífugo magnético que provê a aura da mulher de convenientes correntes de energia.

Entretanto, nós devemos estudar tudo isto não de forma parcial, senão total; seria absurdo supor que o clitóris que se encontra ante a saída vaginal, separado desta pelo canal condutor da uretra, seja o único portador e gerador da superior sensação para o sexo feminino.

Devemos pensar e compreender que também o útero e partes isoladas do interior da vagina podem ser portadoras e geradoras da máxima sensação sexual.

É inquestionável que o tecido cavernoso e os corpúsculos terminais se encontram no clitóris.

Sem tais tecidos e corpúsculos, a idoneidade fisiológica feminina e a possibilidade de alcançar a máxima sensação sexual ficariam excluídas.

Depois do contato com o varão, o clitóris, provido de corpos cavernosos, entra em ereção, como o falo masculino, inflamando-se ao par.

No instante extraordinário em que também incham os corpos cavernosos na região dos lábios da vulva, a entrada da vagina se reveste de uma espécie de acolchoado esponjoso que envolve, maravilhosamente, o falo masculino.

Quanto mais se umedece, agora, a entrada da vagina pela secreção glandular, tanto maior é a possibilidade de levar os finos condensadores magnéticos que ali se encontram situados, a uma afinidade elétrica com o falo que, na organização da tensão do corpo humano, representa, por assim dizer, o emissor primário de energia, para intercambiar uma corrente alternada físico-psíquica.

O sábio Waldemar diz: "Não o olvidemos; nosso corpo será invariavelmente tanto mais completo quanto mais desenvolvido e sob controle consciente se ache o sistema nervoso simpático."

"Quando o homem e a mulher, com o mínimo possível de movimentos, isto é, só com os que são necessários para a manutenção e prolongamento do contato, fazem da união sexual, também, uma união psíquica, só então se procurará a oportunidade de que sejam carregados de eletricidade os gânglios cérebro-espinhais que se acham ligados à glândula pineal, a soberana do corpo, e, ademais, também ao plexo solar (Plexus Coeliacus) com os numerosos plexos radiadores para fígado, intestino, rins e baço."

O abominável espasmo sexual é, certamente, um curto-circuito que nos descarrega espantosamente; por isso devemos evitá-lo sempre.

A força maravilhosa de Od se acha especificada nos diversos órgãos em qualidade diversa; assim, o melhor e mais fecundo intercâmbio magnético criador se fundamenta no seguinte procedimento revolucionário: o lado do coração do varão repousa ao lado direito da fêmea, unindo-se sua mão esquerda com a direita dela e estabelecendo contato de seu pé direito com o esquerdo da mulher.

Os órgãos sexuais podem, então, dedicar-se a uma tarefa da qual, com grande frequência, são subtraídos, ou seja, a de servir ao princípio físico da assimilação e depuração da matéria, primariamente, mediante a atuação sobre o plexo situado embaixo do diafragma (parte ventral do sistema nervoso simpático), o que é imprescindivelmente necessário, como base para o desenvolvimento da sensação mais refinada.

A cópula metafísica, com todo seu refinamento erótico, nos coloca em uma posição privilegiada, mediante a qual dispomos de forças maravilhosas que nos permitem reduzir a poeira cósmica cada uma dessas entidades tenebrosas que personificam nossos defeitos psicológicos.

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