NORMAS PARA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA
A coisa mais importante na vida do ser humano é a realização Íntima do Ser. Certa vez, perguntei a minha Divina Mãe Kundalini : O caminho que irá me conduzir à ressurreição émuito longo? Não é que seja tão longo; aconteceque é necessário lapidar, cinzelar, trabalhar duramente naPedra Filosofal, pois deve-se dar à pedra bruta a forma cúbicaperfeita. Nossa divisa é TE...LE...MA..., isto é, vontade. Comecemos pordespertar a consciência. Os seres humanos todos estão adormecidos.Necessitamos acordar para ver o caminho. O essencial é despertaraqui e agora. Infelizmente, as pessoas dormem; parece incrível,mas é assim. Andamos pelas ruas com a consciência adormecida;estamos em casa, no trabalho, na fábrica, no escritório,com a consciência profundamente adormecida. Dirigimos o carro, vamosaos lugares, sempre com a consciência tremendamente adormecida.
As pessoasnascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem com a consciênciaadormecida. Nunca sabem de onde vêm, nem qual o objetivo de sua própriaexistência. O mais grave é que todos se julgam despertos.Muitas pessoas, por exemplo, preocupam-se em saber coisas esotéricas,mas jamais se preocupam em despertar a consciência. Se tomassem adecisão de despertar aqui e agora, imediatamente poderiam conhecertudo isto que agora são enigmas. O ceticismo existe porqueo cético é ignorante e a consciência adormecida éignorância. Devo dizer-lhes, em nome da verdade, que o ceticismoexiste devido à ignorância. No dia em que o homem deixar deser ignorante e despertar sua consciência, o ceticismo desaparecerá porque a ignorância e o ceticismo se eqüivalem.
Nosso propósito certamente não é o de convencer céticos. Se hoje convencemos cem céticos, amanhã aparecerão dez mil, se convencemos os dez mil, aparecerão cem mil e jamais acabariam.
O sistema com o qual se consegue a Realização Íntima do Ser exigeTRABALHOS CONSCIENTES E PADECIMENTOS VOLUNTÁRIOS. É necessário que haja a continuidade de propósitos nos três fatores derevolução da consciência, precisa-se morrer de instantea instante, de momento a momento. O homem adormecido na presençade um copo de bebida termina embriagado. Quando o homem adormecido se vêna presença do sexo oposto, termina fornicando. O adormecido identifica-secom tudo que o cerca e esquece-se de si mesmo.
Lembro-me agora do insólito caso vivido por Ouspenski. Quando caminhava pelas ruas de São Petersburgo, propôs-se a não esquecer nem porum minuto sequer de si mesmo. A todo momento recordava-se de si mesmo.Declara que até já via um aspecto espiritual em todas ascoisas. Sentia-se transformado, aumentava a sua lucidez espiritual, etc.No entanto, algo curioso aconteceu... De repente, sentiu necessidade deentrar em uma tabacaria para comprar seus cigarros. Depois que o atenderame embrulharam seu pedido de cigarros, saiu tranqüilamente fumandoao longo de uma avenida. Andou por diversos lugares recordando diferentestemas, ocupado em vários assuntos intelectuais, etc. Logo, ficouabsorvido em seus próprios pensamentos. Uma hora e meia mais tarde,chegava em casa. De repente, observou bem a sua habitação,seu quarto de dormir, a sala, o escritório e lembrou-se que tinhadormido. Havia andado por tantos lugares com a sua consciência adormecida.Ao entrar na tabacaria, suas boas intenções de permanecerdesperto tinham se reduzido a poeira cósmica. Lamentou a situação;entre a tabacaria e a sua casa passara-se uma hora e meia e todo esse tempopasseara pelas ruas da cidade com a consciência completamente adormecida.
Vejam quão difícil é alguém permanecer de instante a instante,de momento a momento, de segundo a segundo, com a consciência desperta. Este é o primeiro passo: não se esquecer de si mesmo nunca, nem um único instante, se é que queremos verdadeiramentedespertar. Chegue alguém aonde chegar, em qualquer sala, ou andepelas ruas, a pé ou de carro, seja de dia ou de noite, esteja ondeestiver, no trabalho, na fábrica, não interessa; tem de estarsempre se recordando de si mesmo. Na presença de qualquerobjeto bonito, em qualquer vitrine onde se exibam jóias ou pedraspreciosas, etc.; não se esquecer de si mesmo, não se identificarcom nada daquilo que gosta e que possa lhe fascinar. Portanto, énecessário estar continuamente se lembrando de si mesmo. Nãoapenas na parte física; temos que vigiar os próprios pensamentos,sentimentos, emoções, deduções, temores, apetites,anelos, etc.
O segundo aspecto bastante interessante deste trabalho é não se identificarcom as coisas. Se vocês virem um belo objeto, uma roupa na vitrine,uma exposição ou uma exibição, seja um automóvel ou um par de sapatos nunca vistos, seja um animal raro, um elefante quevoa ou um camelo no meio da casa; estejam vigilantes. Não se identifiquem com nada. Saibam distinguir entre o normal e o anormal. A primeira coisaque se faz é refletir. Não se identifiquem com o objeto,a coisa ou a criatura que se está vendo. Se alguém se identificacom o que está vendo, com a representação que está diante de seus olhos, fica fascinado. Isto é, da identificação passa-se para a fascinação. Quando alguém fica encantado, maravilhado, identificado, se esquece de si e cai no profundo sonho daconsciência. Com este procedimento equivocado, deixando-se fascinartolamente, a única coisa que se consegue é dar prosseguimentoà inconsciência. E isto é muito grave, gravíssimo,gravíssimo, gravíssimo.
Lembro-me neste momento de um acontecimento interessante. Há muitos anos, estavaainda pelos países da América do Sul, caminhando pelo mundo,como se diz. Eu sempre andei de um lado para o outro. Uma noite qualquer,aconteceu que me vi atravessando um jardim. Depois, atravessei uma salae por fim cheguei a um escritório de advogado. Nele, vi uma senhorade certa idade, algumas cãs brancas, bastante simpática,que me recebeu sentada atrás de uma escrivaninha. Em seguida, levantou-separa me cumprimentar. De repente, observei que sobre a escrivaninha haviaduas borboletas de vidro. Bom, isto nada tem de extraordinário,não é verdade? Porém... havia algo... as duas borboletastinham vida própria. Mexiam as asas, a cabecinha, as patinhas...bom, isto sim era estranho, não é verdade? Era algo estranhoe insólito ver um par de borboletas de vidro com vida. A situaçãonão era normal, passava do natural, já se tratava de um casoraro e exigia um cuidado muito especial. Sabem o que fiz? Não meidentifiquei com o par de borboletas. Pensei comigo mesmo: Como épossível que exista no mundo borboletas com asas de vidro, com corpode vidro, que respirem e tenham vida própria como as naturais? Portanto,refleti, caros irmãos. Que tal se eu tivesse me identificado comas borboletas sem fazer análise alguma? Se não tivesse refletidosobre as tais borboletas de vidro, teria ficado fascinado, teria ficadoencantado e cairia na inconsciência. Isto então teria sidouma ação insensata, não é verdade? Mas, eurefleti, disse para mim mesmo: Não, isto é muito estranho, isto é muito raro. É impossível que haja no mundofísico este tipo de criaturas... não, não e não!Aqui tem gato escondido! Este tipo de fenômeno, que eu saiba, nãoexiste no mundo de três dimensões. Isto só épossível no mundo astral. A não ser que eu esteja no astral...será que estou no mundo astral? Perguntei a mim mesmo: Seráque estou dormindo? Será que deixei meu corpo físico em algumlugar? Já que está tudo tão estranho, para sair dadúvida, vou dar um saltinho para ver se flutuo no ar, se éque estou no astral; assim esclareço tudo. Assim pensei e com todaconfiança, digo-lhes, assim procedi. Afinal tinha de proceder assim;qual outra maneira? Porém, como não me agradava darum pulo ali na frente da senhora, disse para mim mesmo: Essa senhora podejulgar que não estou regulando bem, dando pulos em seu escritório.Ademais, era tudo tão normal; um escritório como qualqueroutro. A cadeira em que a senhora estava sentada era dessas que giram deum lado para outro. Havia dois candelabros dos quais bem me lembro; umà direita e o outro à esquerda e pareciam ser de ouro. Lembro-me de tudo com exatidão, ainda que já tenha passado muito tempo. Recordo-me bem que os candelabros eram de sete braços. Eu aindaera bem jovem naquela época. Falando claro, eu não achavanada estranho naquele consultório. Tudo estava tão normalnaquela sala, a única coisa que não se enquadrava eram asborboletas. E continuava pensando: Essa senhora nada tem de estranho, parece-secom todas as senhoras do mundo, porém essas borboletas estãome intrigando. Como podem ter vida própria? Bom, seja como for!Resolvi sair para dar um saltinho. Claro, tinha de dar uma desculpa paraa senhora. Pedi permissão. Disse-lhe que precisava sair um pouquinho.Ela decerto concluiu que precisava ir ao banheiro ou qualquer coisa. Ocerto é que saí dali com sua permissão. Fora da sala,no corredor, seguro de que ninguém me observava, dei um grande saltopara ver se flutuava e, que tal se lhes conto o que aconteceu? Pois sinceramentedeclaro que fiquei flutuando no ambiente, numa sensação deliciosa...Comentei comigo mesmo: estou em corpo astral, não há a menordúvida. Recordei que deixara o corpo físico na cama dormindohá umas tantas horas e que, movendo-me por aí, chegara àquelasala de despachos...Voltei à sala e sentei-me outra vez diante dasenhora e com muito respeito disse-lhe: Minha senhora, veja, estamosem corpo astral. Ela apenas olhou-me com uns olhos de sonâmbula, surpresa; não me entendeu, não me compreendeu. Quis esclarecer melhor: Senhora, lembre-se, você se deitou para dormir há algumas horas atrás, não estranhe o que estou dizendo, seucorpo físico está dormindo na cama e você estáaqui em astral, está conversando comigo em corpo astral...Inútil, aquela senhora não entendia mesmo, estava profundamenteadormecida, tinha a consciência dormida. Vendo a inutilidade dosmeus esforços e compreendendo que ela não despertaria nema tiros de canhão, pois jamais havia se dedicado ao trabalho dedespertar a consciência, resolvi pedir-lhe desculpas e me retirei...Saí dali, atravessei o espaço e dirigi-me para SãoFrancisco da Califórnia. Por aqueles tempos, necessitava fazer umainvestigação em uma determinada escola de pseudo-ocultistasou pseudo-esoteristas que existe ali. Naturalmente fui e, de repente, viao longo do caminho um pobre homem que desencarnara há muito tempo.Aquele infeliz em sua vida tinha sido um carregador de fardos. Aproximei-medele e falei: Amigo, você já desencarnou há muitotempo. Você está bem morto. Por que está carregandoesse fardo tão pesado? Estou trabalhando, foi suaresposta. Amigo, você foi um carregador quando estava vivo,mas agora você já não existe no mundo, já desencarnou,o seu corpo virou pó no cemitério. Esse enorme peso que vocêcarrega nas costas é apenas uma forma mental, entende? Foicomo se eu estivesse falado chinês com o pobre homem. Nãoentendeu uma vírgula sequer. Olhou-me com olhos de sonâmbulo...Resolvi flutuar ao seu redor, no meio ambiente, com a intenção de despertar-lhe a atenção. Queria que se desse conta deque algo raro acontecia, pois como é possível que um homemflutue ao seu redor e você não ache isso estranho! Tudo inútil. O homem olhava-me com os olhos de um bêbado...
Continuei meu caminho em direção às terras da Califórnia para fazer a investigação proposta. Tinha algo para investigar e fiz o que tinha de fazer. Investiguei o que tinha de investigar e depois voltei ao corpo físico outra vez. Foi uma bonita investigação. Porém, que tal se eu tivesse ficado fascinado, contemplando o parde borboletas de vidro? Se eu não as tivesse observado com cuidadoe não houvesse refletido sobre o que estava vendo, teria ficadocomo um abobado olhando durante toda a noite o par de borboletas e nãoteria despertado a consciência.
Bom,como algo curioso, quero acrescentar que muitos anos depois, talvez uns30 anos ou mais, tive de viajar a Tasco (Guerrero). Tasco é um povoadomuito simpático situado sobre uma ladeira. Construído aoestilo colonial, tem suas ruas empedradas como no período colonial.Cidade rica, pois tem muitas minas de prata e fabricam belos objetos ejóias de prata. Eu tinha de viajar até aquele lugar porquehavia alguém que queria se curar e eu estava lhe preparando algunsmedicamentos. Tratava-se de um paciente pobre e muito doente, queria queeu o ajudasse no processo da cura...Cheguei a uma casa, atravessei o jardimde uma bela mansão, cheguei a uma sala e a reconheci de imediato.Havia ali uma senhora. Tão logo a vi a reconheci. Era a mesma queeu vira anos atrás no astral, sentada em sua escrivaninha. Com umaexceção, pois desta vez ela não estava na escrivaninhae sim na sala. Ela me convidou para passar adiante. Ali encontrei a famosasala de despachos, onde há tanto tempo atrás já estivera.Na escrivaninha estava seu marido, um homem educado e dedicado àadvocacia sem título que em alguns lugares chamam de rábula.Bom, chamemo-lo lá como for, o certo era que estava sentado ali.Levantou-se para me cumprimentar e pediu para que me sentasse a sua frente.Reconheci imediatamente o local, como já havia reconhecido a senhora.Como aquele senhor gostava dos estudos espirituais, conversamos, dialogamosum bom tempo a respeito. Como lhe agradasse tudo o que se tratasse de temasesotéricos, o surpreendi um pouco quando lhe disse: Senhor,já estive aqui faz algum tempo. Estive aqui em corpo astral, forado corpo físico. O senhor sabe, quando alguém se move, anda,vai de algum lugar para outro...Ele conhecia um pouco destas coisas,o assunto não lhe era de todo estranho... Logo acrescentei: Nestaescrivaninha havia duas borboletas de vidro. Que foi feito delas? Ondeestão as borboletas? Rapidamente, ele respondeu: Aquiestão as borboletas, aqui mesmo, veja! Levantou uns jornais que estavam ali e apareceram as duas belas borboletas de vidro... Ele ficou muito surpreendido por eu saber daquelas borboletas. Eu continuei: Aindafalta alguma coisa. Estou vendo um candelabro de sete braços, massão dois, onde está o outro? Que foi feito dele? Aquiestá o outro, respondeu o senhor. Tirou uns papéis e uns jornais que estavam por ali e o outro candelabro apareceu para confirmar ainda mais as minhas asseverações. O homem então assombrou-se. Eu tornei a falar: Saiba que eu conheço a sua senhora, poisquando eu vim aqui, quem estava à escrivaninha era ela.Aquele senhor ficou maravilhado... Na hora da ceia, sentamo-nos todos aoredor de uma mesa redonda. Então, ocorre algo verdadeiramente inusitado.A senhora me diz, ali na frente do marido: Eu o conheço hámuito tempo, porém não sei exatamente onde o vi, mas jáo vi antes em algum lugar. De qualquer forma, nãoé uma pessoa desconhecida para mim. Imediatamente, acotoveleio senhor: Será que percebe agora? Convenceu-se das minhaspalavras? O assombro dele chegou ao máximo.
Infelizmente, e isto é que é muito grave meus queridos irmãos, aquele homem estava tão agarrado à sua seita de tipo romano que,francamente, não entrou no caminho por causa disto, devido àquestão sectária. Se não, teria vindo para o caminho,pois dei-lhe provas excepcionais, provas que para ele foram contundentese definitivas. Ele ficou assombrado para sempre, mas sua religiãonão lhe permitia, o confundia, enredava-se em todos aqueles dogmasreligiosos, etc. Já passaram-se muitos anos desde então,porém não podia deixar de lhes contar este episódio.
Voltemos ao nosso tema, o despertar da consciência. Vejamos o terceiro aspecto: Lugar.
Não se deve viver inconscientemente. Quando chegarem a algum lugar, seja qual for, observem-no detalhadamente, minuciosamente, e perguntem-se: Por queestou aqui? A propósito, você que está lendo este livro,diga-me já se perguntou porque está aí neste lugarlendo? Já se preocupou em observar o lugar, o teto, as paredes,o espaço que o rodeia? Já notou o piso, a janela, olhou paracima, para baixo, para os lados, para trás ou para frente? Jáolhou... as paredes... já fez a pergunta: Onde estou? Se nãofez, que tal fazê-la? Você está lendo este livro inconscientemente?Ninguém deve viver inconscientemente. Esteja onde estiver, encontre-seonde for, na rua, em casa, num templo, num táxi, no mar, em um avião,não interessa onde ou como esteja, a primeira coisa a ser feitaé perguntar para si mesmo: Por que estou neste lugar? Olhe detalhadamentetudo que o rodeia: o teto, as paredes, o piso... Esta observaçãonão se destina apenas a lugares desconhecidos; a pessoa deve olharsua casa diariamente, toda vez que nela entrar, a todo momento, como sefosse algo novo ou desconhecido. Pergunte-se também: Por que estounesta casa? Que curioso... e olhar o teto, as paredes, o chão, opátio, etc. Todo detalhe importa para se fazer a pergunta: Por queestou neste lugar? Será que estou em astral? E dá-se um salto,algo alongado, para ver se flutua. Se a pessoa não flutua, mas desconfiaque está no plano astral, suba em uma cadeira ou em uma mesa, nãoprecisa ser alta, uma poltrona, um caixão ou qualquer coisa semelhantee salte para ver se flutua. O melhor então é subir em algoque lhe permita saltar e experimentar, atirar-se no ar com a intençãode voar. Claro que se estiver no astral, flutuará, se nãoestiver tudo continua como antes.
Eis o que recomendo, divisão da atenção em três partes:
SUJEITO
OBJETO
LUGAR
SUJEITO .Observar todas as coisas. Lembrem-se do caso das borboletas que contei.Que tal se neste momento em que estão a ler este livro, entrasseuma pessoa que já morreu há muito tempo e lhes dirigissea palavra? Seria você tão ingênuo ou tão ingênua,seriam tão tontos a ponto de não se perguntarem a si mesmos:O que é isto? Será que estou no astral? Seria vocêtão despreocupado a ponto de não fazer a experiência,de não dar o "pulinho"?
LUGAR .Não se esqueçam de detalhe algum, por insignificante queseja. Todo motivo é bom para se fazer este tipo de reflexão.Já disse que todo lugar deve ser estudado detidamente, sempre seperguntando: Por que estou aqui?
Nãoesqueçam: SUJEITO, OBJETO e LUGAR. Não esqueçama divisão da atenção em três partes. Se alguémse acostuma a viver com a atenção dividida nestas trêspartes, quando se acostuma a fazê-lo diariamente, a todo momento,de instante a instante, de segundo a segundo, este costume grava-se profundamentena consciência. Uma noite, estando dormindo, terminam repetindo oexercício onde estão e o resultado é o despertar daconsciência.
Vocês sabem que sempre se repete de noite o que se está acostumado a fazer de dia. Muitos, por exemplo, trabalham durante o dia numa fábrica, outros como vendedores ambulantes, num escritório... E de noitese vêem trabalhando durante o sonho, fazendo o que fazem duranteo dia. Sonham que estão na fábrica, que estão vendendoou que estão no escritório. Tudo que alguém fizerde dia o repetirá de noite, isto é, termina sonhando de noitecom aquilo. Portanto, a questão é se praticar o exercíciodurante todo dia, a toda hora, a todo momento, a todo segundo, para seconseguir fazê-lo de noite e com isso despertar a consciência.Quando uma pessoa está adormecida, está com a Essêncialonge do corpo. Acontece que estando fora do corpo, em astral, terminarepetindo a mesma coisa que fazia de dia e que tal, hum? Dá um lampejoe vem o despertar da consciência, ali mesmo. Eis o resultado da análisee da divisão da atenção. Entendido?
Alguém desperta porque na prática do exercício produziu-se a centelha, produziu-se a chispa e ficou desperto. Agora, estando-se desperto no astral, pode-se invocar os Mestres. Pode-se chamar o anjo Anael, Adonai, o filhoda luz e da alegria, o Mestre Kout-Humi... e eles virão para instruí-los, para ensiná-los, etc.
Nestas situações se usam os mantrans. Por exemplo... vou ensinar-lhes umachamada prática, aprendam-na. Invoquem o anjo Adonai assim:
Adonai ! Vinde até aqui. Vinde até aqui. Vinde até aqui. ANTIA...DA UNA...SASTASA... Adonai, Adonai, Adonai... AAAAAAOOOOOOMMMMMMM...Adonai, Adonai, Adonai...
Prossegue-se desta forma até que o Mestre chegue. Ele tem que vir e uma vez que chegue, pode-se falar com ele, perguntar o que se quiser, apresentar asdúvidas que se tiver, etc. Mas, com muito respeito, com muito respeito.
Da mesma forma, pode-se chamar qualquer outro Mestre: o Mestre Moria, o conde Saint Germain e outros. Aqueles que me invocarem, podem estar seguros que eu concorroao chamado. Estejam certos. Portanto, ensino aqui o sistema exato parase receber ensinamento direto. Se alguém quiser recordar as vidasanteriores, invocará os Mestres da Loja Branca Kout-Humi, Hilarion,Moria, etc. peçam-lhes que tenham a amabilidade, a bondade, de ajudar-lhesa recordar suas existências anteriores, de fazer-lhes reviver suasvidas passadas. Estejam certos que o Mestre invocado concederá opedido.
Este sistema que lhes dou é para que recebam conhecimento direto. Assim poderão viajar ao Tibete oriental, poderão ir ao fundo dos mares e até a outros planetas, se o quiserem.
Este é o caminho para se receber conhecimento direto. Por isto lhes digo: despertem, meus caros irmãos, despertem, despertem... Não continuemvivendo essa vida inconsciente, adormecida, isto é muito triste.Vejam, os adormecidos andam inconscientes no astral e depois da morte continuamadormecidos, inconscientes, continuam sonhando bobagens. Nascem sem sabera que horas e morrem sem saber a que horas. Não quero que vocêsprossigam assim com essa inconsciência terrível. Quero quedespertem, entendido? Falamos muito claramente sobre este tema tãointeressante: O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA porque queremos vê-losdespertos, bem despertos. Entristece-me vê-los adormecidos e porisso repito: despertem, despertem, despertem... isso é tudo!
SAMAELAUN WEOR
SamaelAun Weor