Samael Aun Weor

Desdobramento Astral



 
Amigos meus, é necessário que vocês compreendam a necessidade de aprender a sair do corpo físico a vontade; quero que entendam que o corpo físico é uma casa e que nos tememos porque estamos prisioneiros.

É indispensável entrar na região dos mortos a vontade, visitar as regiões celestes, conhecer outros mundos do espaço infinito.

Fora do corpo físico se pode dar-se ao luxo de invocar aos seres queridos que já passarão pelas portas da morte. Estes concorrem a nosso chamado e podemos então conversar com eles pessoalmente.

Há magos invocadores que sabem invocar aos falecidos para faze-los visíveis e tangíveis neste mundo físico, porém preferimos penetrar na região onde eles vivem, visitá-los, conhecer lá em que estado se encontram, etc.

Fora do corpo físico podemos adquirir pleno conhecimento sobre os mistérios da vida e da morte.

Fora do corpo físico podemos invocar os anjos para conversar com eles cara a cara, pessoalmente.

E bom que vocês entendam que no passados tivemos outros corpos, outras existências, e fora do corpo físico podemos recordá-las, revive-las, com inteira exatidão.

A chave para sair fora da forma densa, fora deste corpo carnal, e muito simples.

Olhem bem, escutem-me. Nestes instantes de transição que existe entre a vigília e o sono, se pode escapar do copo de carne e isso a vontade.

Me vem nestes momentos a memória de um caso muito especial. Alguma vez cheguei a um povoado e busquei um hotel, porém todos os hotéis estavam lotados, não havia hospitalidade para nada; sem demora consegui um alojamento num salão de hóspedes. Ali haviam muitas camas onde dormiam muitos hospedados. Eu paguei pelo últimos dos leitos que estavam livres e nele me deitei para dormir.

Porém, sucedia que lá pela meia-noite um homem bateu naquela casa solicitando também alojamento. A dona da casa o levou a nosso salão dizendo: “não tenho camas veja, veja, todas estão ocupadas.”.  O viajante protestou dizendo: “Em nenhuma parte há hospitalidade, resolvi dormir neste salão mesmo sem sonho, ponham vocês um piso com tapete, colchão ou esteira e uma almofada para minha cabeça porque estou muito cansado.

A dona daquela casa de hospedes, comovida aceitou contente o que o homem pedira.

Eu me encontrava desperto vendo e olhando tudo aquilo. O citado viajante  deitado no sola se propôs a conseguir o sono.

Observei detalhamente que o homem estava em vigília, se movia de um a outro lado como que querendo acomodar-se ao duro piso.

De pronto desejo de mover-se e então viu com assombro uma nuvem grisalha redonda que foi saindo dentre os seus poros por todo o corpo.

Tal nuvem flutuou por alguns instante sobre aquele cansado corpo e por último colocou-se em posição vertical assumindo a forma do peregrino. Me olhou firmemente e logo saiu daquele salão caminhando normalmente.

É isto, amigos meus, o que sucede sempre neste estado de transição existente entre a vigília e o sono.

O peregrino se retirou de sua forma densa; vocês todos fazem o mesmo, porém de forma inconsciente. Não quero dizer com isto, que aquele cavalheiro de marras havia realizado uma saída consciente; sem embargo isso mesmo se pode fazer a vontade positivamente consciente.

Realmente, este é um processo natural; dar-se conta dos seus processos naturais, jamais pode ser prejudicial; relaxar todas estas suas funções conscientemente, em vez de faze-lo de forma inconsciente e involuntária, de nenhuma maneira é perigoso e, por este certo ponto se enfatiza a necessidade de aproveitar o instante de transição entre a vigília e o sono para abandonar o corpo de carne e entrar na região dos mistérios.

Há gente incrédula que dizem: Que pode vocês descobrirem de mais lá? Que se pode descobrir sobre o “Texas” lá encima? Acaso vocês tem ido  ao outro mundo e voltado? etc., etc., etc.

Estimados amigos, com este procedimento lhes asseguro que vocês podem ir ao outro mundo e voltar; posso jurar a vocês pelo que mais amo eu na vida; que eu vou ao outro mundo cada vez que quero, e que vocês também podem ir; o importante é que não tenham medo.

Quando eu quero sair do corpo físico a vontade, aproveito o instante de estar adormecendo, o momento aquele em que não se está dormindo de todo, nem desperto de todo. Neste preciso momento algo que fez aquele peregrino de minha história; me levanto suavemente como que me sentindo vaporoso, fluídico, gasoso, depois  saio do quarto , o mesmo que aquele tradicional viajante da casa de hospedes e me dirijo a rua (quieto).

O espaço é infinito e voando posso viajar a todos os lugares da Terra e do Infinito. Vocês podem fazer o mesmo, meus caros amigos; todos os que se proponham.

Antes todos não devem se identificar com o corpo material. É no preciso momento de fazer o experimento devem pensar que vocês não são o corpo, devem compreender que vocês são almas, devem sentir-se como almas, fluídicas, sutis; depois, sentindo-se assim, em tal estado, levantar-se simplesmente da cama.

O que estou dizendo traduz-se em fatos meus caros amigos. Olhem bem, não se trata de pensar que se está levantando, porque assim se vocês ficariam pensando e então não realizariam o experimento. Repito: traduz-se em fatos o que estou enfatizando. Façam o que fez aquele peregrino na nossa história; ele não se pôs a pensar que ia sair do corpo; simplesmente atuou, se levantou do duro piso aonde estava deitado.

Repito com intensa claridade. Se levantou sutil, vaporoso, e saiu daquele lugar.

E quando vocês vão me entender? Em que época da história de suas vidas vão aprender a sair do corpo a vontade?

Querem saber algo mais de lá? Querem encontrar com os seres divinos cara a cara? Invoquei-los, chamem-nos a gritos quando estão fora do corpo; é claro que eles concorrerão por amor há vocês, com o propósito de instruir-vos.

Tudo o que se necessita é deixar a preguiça e por atenção no processo do sono; as mantas  com que se cobrem, deixar as cobertas que  resultam muito agradáveis, e custa trabalho deixar as cobertas , a inércia. Recordem que a vontade é indispensável e se vocês de verdade se proporem a sair do corpo a vontade, o conseguirão se seguirem com exatidão minhas indicações.

Todos os homens sábios do passado, abandonaram a densa forma para viajar consciente e positivamente no espaço infinito; então conversavam com os Deuses santos e recebiam maravilhosas instruções.

Fora deste mundo físico, podemos experimentar de forma direto todos os mistérios da vida e da morte.

Agora compreendam vocês porque ponho tanta ênfase na necessidade de aprender a sair do corpo físico à vontade.

Pergunta: Mestre, para sai do corpo físico se necessita algum aprendizado antes, há alguém que sabe fazer de nascimento? Porque eu já ouvi muitas pessoas que dizem, eu viajo em astral. Poderia explicar-me se é assim mesmo?

Resposta: Minha respeitável amiga, me parece muito oportuna sua pergunta. Em nome da verdade devo dizer que a mim ninguém me teve que ensinar a sair em astral. Nasci com esta faculdade, por isso é que conheço os mistérios da vida e da morte. Agora se explicará você mesma de onde retiro estes conhecimentos que escrevo em meus livros.

Sem dúvida, meu caso não é uma exceção: minha esposa Litelantes também sabe sair do corpo físico a vontade; saímos juntos, visitamos os templos de Mistérios, ajudamos a muitas pessoas de remotos lugares, investigamos mistérios, falamos com os Deuses, os Anjos e com os Devas inefáveis e regressamos ao corpo físico trazendo as mesmas recordações. Isto é similar a quando as pessoas saem de casa para dar um passeio no dia de domingo e regressa falando sobre as distintas ocorrências do caminho.

Nos distantes rincões do planeta Terra há muita gente que sabe sair do corpo à vontade; é necessário que você também aprenda a faze-lo para que conhece as grandes maravilhas da natureza e do cosmos e para que saibam o que há mais além da morte.

Pergunta: Mestre, você nos disse que para sair em astral há que aproveitar o momento em que se está entre a vigília e o sono, em outro momentos se pode faze-lo?

Resposta: Distinta senhorita, quero que você saiba que quando já se está prático nisto de sair em astral, pode escapar-se do corpo físico a vontade, ainda quando o corpo físico esteja sentado ou esteja de pé, porém, repito, este último é para gente muito prática. O normal, o natural, e deitar-se na sua cama para se desdobrar.

Pergunta: Mestre, se pode invocar a algum mestre em especial para que nos ajude a sair em astral?

V.M. – Bem amiga. Permita-me dizer que há seres invisíveis que nos ajudam; sem demora, você pode pedir auxílio a sua própria Mãe Divina Particular. Me refiro a sua Mãe Natureza própria, porque é obvio que cada qual tem a sua. Você deve suplicar em nome do Cristo que ela a tira do corpo naquele preciso instante em que se está no estado de transição entre a vigília e o sono.

Pergunta: Mestre, existe alguma oração especial para chamar a nossa Mãe Natureza Particular? Você poderia nos ensina-la?

V.M. – Bondosa discípula que me está escutando, vou dar-lhe um conselho que servirá a todo o mundo. Deite você  de boca para cima em sua cama e com o corpo bem relaxado e adormecido  recitando com seu pensamento e com o seu coração a seguinte oração :
 

Creio em Deus

Creio em minha Mãe Divina

E creio na magia branca

Mãe minha, tira-me de meu corpo”


Recite você com toda devoção e com intensa fé esta oração mágica. Repita milhões de vezes, se for necessário, adormecendo. Porém, recorde você daquele ditado que diz: “a Deus rogando e com o malho dando”.

Quando se sentir no estado de lacitude própria do sono, pesando na sua mente as primeiras imagens do sono , vença a preguiça , por favor faça o pedido, e sinta-se como um fantasma sutil e delicado, haja como o peregrino de nossa história da hospedaria, levante-se da cama e saia de sua casa, entendido?

Pergunta: Mestre, nos podemos pedir a nossa Mãe Natureza Particular que nos leve a determinado lugar, e ele nos leva aonde devemos ir de acordo com nossa preparação?

V.M. -  Esta boa a pergunta que você fez. A Mãe Divina sabe aonde deve levar-nos a cada um; sem perda de tempo, também podemos solicitar-lhe que nos leve a tal o qual lugar e se ela quiser faze-lo está bem. Porém, se ela não quiser levar-nos aonde nos desejamos, e sim nos transportar a outro lugar diferente, devemos acolher com gosto sua decisão, porque é claro que nossa Mãe sabe do que necessitamos, o que mais nos convém.

De “Mirando o Mistério”, Cap.14 – O desdobramento

Samael Aun Weor


Samael Aun Weor
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