Na terra onde eu vivia
Tinha fruta tinha mata
Tinha festa todo dia
Tinha água na cascata
Eu vivia numa aldeia
Numa aldeia de Guaranis
Onde a lua sempre cheia
Deixava o povo feliz
Mas em certa madrugada
De um horroroso dia
Uma enorme queimada
Destruiu nossa alegria
Morreu índio, morreu bicho
Morreu a mata inteira
No lugar só ficou lixo
E uma enorme clareira
Homens brancos apareceram
Rindo da destruição
As árvores não mais cresceram
Só cresceu a devastação
A cascata secou
O sol parou de brilhar
A lua também negou
A luz do nosso caminhar
Enquanto a mata berra
Por paz e união
O homem acaba com a terra
Não desiste da devastação
Autor :Priscila Camargo