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010-A
proteção dos oprimidos (II)
1 Por que te conservas ao longe, Senhor? Por
que te escondes em tempos de angústia?
2 Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o
pobre; sejam eles apanhados nas ciladas que maquinaram.
3 Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu coração, e o
que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor.
4 Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os
seus pensamentos são: Não há Deus.
5 Os seus caminhos são sempre prósperos; os teus juízos
estão acima dele, fora da sua vista; quanto a todos os seus
adversários, ele os trata com desprezo.
6 Diz em seu coração: Não serei abalado; nunca me verei
na adversidade.
7 A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de
opressão; debaixo da sua língua há malícia e iniqüidade.
8 Põe-se de emboscada nas aldeias; nos lugares ocultos
mata o inocente; os seus olhos estão de espreita ao desamparado.
9 Qual leão no seu covil, está ele de emboscada num lugar
oculto; está de emboscada para apanhar o pobre; apanha-o,
colhendo-o na sua rede.
10 Abaixa-se, curva-se; assim os desamparados lhe caem nas
fortes garras.
11 Diz ele em seu coração: Deus se esqueceu; cobriu o seu
rosto; nunca verá isto.
12 Levanta-te, Senhor; ó Deus, levanta a tua mão; não te
esqueças dos necessitados.
13 Por que blasfema de Deus o ímpio, dizendo no seu coração:
Tu não inquirirás?
14 Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado,
para o tomares na tua mão; a ti o desamparado se entrega; tu és
o amparo do órfão.
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15 Quebra tu o braço do ímpio e malvado; esquadrinha a
sua maldade, até que a descubras de todo.
16 O Senhor é Rei sempre e eternamente; da sua terra
perecerão as nações.
17 Tu, Senhor, ouvirás os desejos dos mansos; confortarás
o seu coração; inclinarás o teu ouvido,
18 para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de
que o homem, que é da terra, não mais inspire terror.
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