A manhã seguinte ao interrogatório foi, ironicamente falando, cheia de perguntas. Os únicos que conseguiram arrancar de Harry algumas informações pertinentes ainda na mesma noite foram Rony e Hermione, isso porque Harry havia ficado tenso e intrigado demais com algumas questões para repassá-las em silêncio. O que significava o comportamento dúbio da auror, Hope Short, durante a seção?
A reunião meio improvisada na sala da Toca logo cedo não serviu para deixar as coisas mais claras. A menção e descrição da agente auror desconhecida que conduzira o interrogatório apenas botou mais lenha na fogueira. Rony e Hermione, que já estavam adiantados de alguma coisa, eram os mais quietos, ao menos fora de seus pensamentos. Arthur e Tonks travavam uma batalha de olhares significativos quando ninguém estava olhando. Desde que haviam voltado da cabana improvisada de Moody na tarde anterior, Arthur principalmente, não conseguiram arranjar um momento decente para avisar que teriam visitas. Aliás, Moody deveria estar entre aquele coro amontoado de vozes no momento, e o homem simplesmente sumira.
- E-eu acho... acho que tudo isso será esclarecido mais cedo do que imaginam. Onde está o Moody? – perguntou Arthur, começando e deixando o outro assunto bruscamente perdido no ar.
Não é difícil, ainda mais depois de anos e anos de casados, tendo que, quase por uma questão de sobrevivência, saber codificar cada transformação ocorrida na expressão do parceiro, descobrir quando ele estava querendo dizer alguma coisa.
- O que você quer dizer com isso, Arthur Weasley? – intimou a Senhora Weasley, com uma voz que fez o marido querer apelar para a mãe.
Ele explicou.
Depois, houve um espanto geral quando Arthur alertou que os visitantes teriam de usar o método tradicional em vez da lareira, pois não tivera como fazer os ajustes para a viagem mágica, sem que o Ministério soubesse. Não houve muito tempo para demais explicações, pois cerca de cinco minutos depois foram ouvidas batidinhas na porta.
Para seu total espanto, Harry viu que a visita era inesperada e meia, pois de pé na porta de entrada dos Weasleys estavam duas pessoas, e uma delas era a mulher que o interrogara no Ministério no dia anterior. A outra, Harry não reconheceu de imediato, mas a um olhar mais atento, seu cérebro deu um salto retrógrado até uns anos atrás, na festa de seu antigo e inútil ex-professor de Poções; o vampiro que o professor trouxera consigo, que antes parecia entediantemente sombrio e taciturno agora estava ali, sorrindo despreocupado e observando calmo o ambiente.
Harry lembrou-se também da figura pálida, asquerosa e barulhenta que dedicava boa parte do tempo se debatendo no porão d´a Toca. O ser ali prostrado não parecia nem de longe um daqueles. Agora ele acabara de notar que nunca vira muitos vampiros daquele tipo andando por aí, para falar a verdade, só havia topado com o vampiro dos Weasley até agora, e se perguntava porquê.
Mas, acima de tudo, se perguntou sob qual ordem uma funcionária anônima do Ministério teria se abalado até a Toca, ainda mais tão cedo. E com o conhecimento explícito do dono da casa.
Arthur estagnou. Mais um olhar inquisidor daqueles e em breve estaria fazendo as malas para visitar a mamãe.
Os presentes focaram o olhar nos recém chegados, ansiosos por uma, ou talvez várias, explicações. O Sr. Weasley e Tonks não pareciam tão entusiasmados, embora ninguém estivesse interessado o suficiente para notar.
- A que devemos uma visita do Ministério? O que mais Scrimgeour quer de Harry, Arthur?
Arthur ainda tentou ensaiar alguma coisa relevante para dizer à mulher, mas desistiu após abrir e fechar a boca duas ou três vezes e ser interrompido por um movimento de mão da visitante.
- A visita não é do Ministério. – Ela parou por um instante, como se não estivesse certa de querer completar a frase. – Na verdade não é de nenhum dos dois Ministérios em particular, embora isso diga respeito também a ambos.
- Ministérios? – Foi a vez de Lupin intervir, procurando no olhar dos demais a confirmação de que tinha ouvido a palavra no plural.
Sanguini parou a inspeção curiosa do local para fixar o olhar em Lupin, e manteve-se com o olhar sério e fixo por um longo tempo, mas novamente não havia ninguém atento o bastante para notar. Se houvesse, poderiam alegar ter visto um movimento rápido de suas narinas se alargando.
- Correto – respondeu a mulher, adentrando a sala a passos largos. – Vou direto ao ponto: fui enviada a este país em missão pelo Ministério Búlgaro. Seria bom salientar que esse assunto deve permanecer em total sigilo. – Dirigiu um olhar interrogativo pela sala e notou que talvez estivesse sendo rápida demais. - Coletei informações seguras de que devo confiar em vocês.
Houve silêncio. O tipo de silêncio assustado que surge quando vários olhos se arregalam.
- E por que nós devemos confiar em você? – indagou Harry, certo de que qualquer amigo de Scrimgeour significava problema.
- Já esperava por isso. Bem, talvez eu mereça um crédito por estar, como é mesmo? Ah, deixando “vazar” informações confidenciais que valem o meu emprego e quem sabe, o meu pescoço – rebateu Hope, com um olhar que poderia facilmente cortar pedra. – Mas eu te parabenizo, e até te aconselho a continuar não confiando em mim, mesmo eu dizendo que consegui essas informações da pessoa que me pediu para vir aqui hoje. Opa. Esperem... vocês foram avisados de que vínhamos. Certo? - murmurou, com a sobrancelha levantada de forma a sugerir um "ops, acho que me adiantei".
O pingue-pongue de olhares continuou, voltando-se para Arthur.
- Ah, não olhem para ele – continuou a mulher, fungando o nariz, como quem cogita em como escapar de uma situação constrangedora –, trata-se de um mentor muito especial que tive. Ele costumava sempre me dar um importante conselho... – Enquanto falava, não notou uma figura aparecer no alto da estreita escada do aposento.
- Vigilância constante! – bradou Moody de um modo mais fervoroso que o normal, tendo aparecido no alto da escada com as mãos pousadas sobre a bengala, mas ainda assim adquirindo uma aparência imponente. Seu olho bom mirava a recém chegada com uma satisfação notável.
- Tio! – soltou Hope com um sorriso, ensaiando alguns passos em direção a Moody, que já se adiantava com seu andado irregular e descia a escada com urgência.
- TIO!? – foi a exclamação unânime, o segundo round de olhares passando mecanicamente de recém-descoberta sobrinha para recém-descoberto tio.
- Você nunca nos disse que tinha uma sobrinha! – explodiu Molly, não esperando acabar o abraço familiar no meio da sala, e provavelmente servindo de modelo para os sentimentos dos demais.
- Vocês nunca perguntaram – replicou Moody sem dar muita atenção aos olhares surpresos e interrogativos, preferindo a isso dar uma boa olhada de cima abaixo na sobrinha e se deixando levar pela afirmação clichê mais freqüentemente usada nessas ocasiões. – Mas como você cresceu!
Os queixos caídos continuavam firmes em sua decisão de permanecerem caídos, ao menos pelo resto do dia. Enquanto isso, Moody afrouxava o abraço na sobrinha para dar uma boa focalizada no companheiro esguio e taciturno no canto da sala, mergulhado em sua posição de observar o ambiente, porém essa impressão foi por terra quando o rapaz notou estar sendo observado e deu um amplo sorriso canino, fazendo um “V” com os dedos.
- Prazer, eu sou Darten Sanguini – falou Darten Sanguini, direcionando os gestos paradoxalmente afáveis também para os demais presentes, aparentemente sem se importar com expressões estupefatas e com dois gêmeos prestes a ter espasmos, se perguntando baixinho se poderiam tocá-lo e ficar com ele.
Se por algum acaso, Molly, Fleur, Gui, Arthur, Rony e Lupin estivessem mais inteirados sobre o assunto “cristianismo”, teriam feito o sinal da cruz ao terem a nítida visão de duas coisas brancas improváveis se projetarem para além da medida normal dos dentes, terminando em pontinhas bem afiadinhas. Mas eles estavam suficientemente inteirados do assunto “vampiros, fique longe deles ou não diga que não avisei”, e ficaram cada um devidamente espantados à sua maneira.
Alguma coisa no semblante calmo do rapaz indicava que ele achava aquilo tudo muito engraçado.
- Olhe Alastor, acho que merecemos uma explicação... uma explicação melhor – disse Lupin, o rosto mais branco que o habitual depois de notar a identidade de Sanguini e perceber um olhar insistente e levemente desconfiado sobre si.
- Ora, por que motivo acha que a fiz vir até aqui? Escutem – avisou Moody com um dedo em riste passando pela sala –, Scrimgeour não ficaria nada feliz se soubesse que suas artimanhas estão sendo espalhadas justamente aqui, então não preciso falar mais nada, não é? – E indicou com outro movimento do dedo o local que a antiga Ordem da fênix usava para reuniões, também conhecido como cozinha.
– O nosso querido Ministro finalmente se deu conta de que não pode com Voldemort sozinho – continuou Moody, fazendo gestos para a longa mesa no centro da cozinha como se estivesse apontando estratégias militares num mapa. - Então decidiu tomar uma atitude sensata e pedir ajuda. – E deu uma olhada significativa para a sobrinha. – E por uma bela coincidência, adivinhem quem estava do outro lado?
- Ah, espere um instante – interrompeu Harry. – Se estou entendendo bem, então foi você que... – E deixou o resto no ar, apontando vagamente de Hope para Moody.
- Ora, e quem mais? – interpretou o ex-auror com um sorriso malicioso. – Digamos que eu apenas dei um empurrão no orgulho de Scrimgeour com algumas sugestões inocentes – disse com o tom de voz que sugeria que para ele, a expressão “sugestões inocentes” incluía coisas como ameaças subliminares e invasões a gabinetes particulares. – Consegui fazer contato com Hope assim que tive a confirmação de que ela viria para cá justamente a mando de seu próprio Ministério, embora a companhia deste rapaz aqui seja uma bela surpresa! – alegou Moody, com um brilho curioso no olho normal, e de repente pareceu enveredar a reunião por outro caminho. - Sabem, diferentes das reles criaturas que conhecemos e que vivem se arrastando e se debatendo em porões alheios, estes são os vampiros... hum... originais, por assim dizer. É que os trouxas têm o hábito de chamar “vampiro” criaturas noturnas que sugam sangue, como os morcegos. E quanto a nós – Moody baixou cautelosamente a voz e inclinou o corpo para frente, como se temesse que a qualquer momento algo pulasse da parede vizinha em cima dele –, sempre achei que queriam nos despistar para deixarmos de prestar atenção neles. O que até certo ponto – ele apontou o dedo para o teto, mirando o porão, onde deveria estar a criatura à qual davam a mesma denominação –, funcionou muito bem. Como dá para ver, é raro ver um destes assim tão facilmente, como nosso colega aqui. – Moody deu uma boa olhada em Sanguini, que não pareceu se importar. – É por isso que, admito, estou me roendo de curiosidade para saber porque você vive entre nós.
Sanguini coçou a nuca de um modo descontraído, mas que sugeria que se ele fosse um humano normal, estaria bastante encabulado.
- Mas agora não é hora para falar sobre isso – desviou Moody, provavelmente por ter interpretado corretamente o gesto de Sanguini. – O que devemos perceber é que, com Sanguini do nosso lado e ao de Hope, sendo ela uma humana, provavelmente Voldemort deve estar achando que os vampiros, que sempre estiveram na surdina, neutros em toda esta batalha, estejam começando a se unir a um dos dois lados. Isso pode nos dar vantagem por intimidação, mas talvez ele queira mandar seus servos verificarem a situação.
Todos na sala ficaram apreensivos, Hope e Sanguini se entreolharam por um curto período de tempo.
- Achamos que não poderemos contar muito com a hipótese da vantagem. Ainda há outra possibilidade, e mais perigosa – interveio Hope.
Todos a olharam. O tio bem sabia que Hope não costumava usar o termo “perigoso” em vão.
- Acho que é de conhecimento de todos vocês, e até mesmo alguns trouxas sabem disso, embora achem que se trata apenas de mitos e jogos, que ao longo da história os vampiros têm acumulado intrigas e rixas com certas raças. Mas não tantas como com uma em especial.
- Lobisomens... – murmurou Lupin, como se de repente caísse sobre seus ombros uma “ficha” particularmente pesada. Ninguém ali conhecia o método dos lobisomens tão bem quanto Lupin, e finalmente pareceu entender o motivo dos olhares insinuativos do vampiro.
- Exato – confirmou Hope. – Se tivessem prestado um pouco de atenção, teriam tido uma pequena mostra desse conflito histórico quando Sanguini sentiu uma certa presença ali mesmo, na entrada – disse, mostrando-se capaz de captar e interpretar até mesmo um mero olhar do amigo. – Peço que me perdoe por isso – insistiu Hope, olhando diretamente para Lupin –, mas foi meio que inevitável.
- Me desculpe – lamentou Sanguini, com um ato que alguns ali provavelmente iam demorar muito para se acostumar: ele levantou, contornou a mesa e deu um abraço em Lupin, com direito a tapinhas nas costas.
- Ham-ham... – interrompeu Hope, olhando de soslaio para o amigo, que agora se divertia vendo o estado cor de tomate em que havia deixado Lupin. – Como eu ia dizendo – continuou, tentando esconder que fazia força para não rir –, isso nos leva a pensar numa atitude óbvia vinda de Voldemort. Acho que o nome Greyback já pode lhes dizer alguma coisa.
Como previsto, o nome do líder dos lacaios lupinos de Voldemort causou um grande rebuliço na mesa.
- Ela tem razão! – exclamou Lupin, chamando mais ainda a atenção de todos. – Agora que isso foi mencionado, se Voldemort achar que os vampiros estão se definindo por um lado... pelo nosso lado, mesmo sendo uma ilusão... – O peso da consciência batendo na porta de sua mente quase o fez engasgar. – Ele... então ele...
Harry então imaginou a cena mais feroz de toda a sua vida; vampiros de um lado, lobisomens do outro, ambas as raças se digladiando numa batalha feroz e mortal. Mas Voldemort não sabia se os vampiros estavam todos escolhendo algum dos lados, e aliás, pensou ele, como Voldemort poderia ligar os fatos, já que a vinda desses dois tinha sido sigi... espere aí.
- Ei, vocês dois – interrompeu Harry –, como é que Voldemort pode ter tanta certeza de que há um vampiro entre os aurores? Vocês por acaso...
– É isso mesmo, Potter – informou Hope, com cara de poucos amigos. – Já enfrentamos aquele lobo velho do Greyback. E garanto que ele dificilmente nos esquecerá.
* * * *
Aquele estava sendo um dia particularmente difícil, e a Escola de magia Durmstrang estava em completo alvoroço.
Resumindo, eles haviam perdido seu diretor em circunstâncias catastróficas. Num dia, lá estava Karkaroff andando nervoso para lá e para cá como sempre, no outro, é encontrado num beco sem saída. Encurralado como um cãozinho assustado. Assassinado.
Agora Michail Milanov, Primeiro Ministro Búlgaro, se via às voltas. Ele tinha de enviar reforços para a escola, ele tinha de fazer isso, ele tinha de consultar aquilo, e é claro, ele tinha que mandar que achassem e detivessem o assassino, que todos já tinham certeza se tratar de um dos seguidores do bruxo das trevas que vinha aterrorizando o país vizinho há anos.
O principal problema era que seus aurores devidamente treinados também tinham certa suspeita sobre quem e o que poderia ser o assassino, e Michail sabia que com um caso desses, não poderia perder vidas a torto e a direito. Tinha de ser os agentes certos.
Foi então que sua mente voou para um sujeito alto, meio magro, mas estiloso, ele tinha de admitir. Um sujeito que, por acaso, fazia parte de um clã que, desde que ele entrara em Durmstrang, há alguns anos, aprendera: esses aqui, são inimigos mortais daqueles ali.
Sua mente pegou carona nesse pensamento e foi parar em uma jovem que mostrava ser dura na queda sem fazer o menor esforço. E que, a propósito, era parceira inseparável do tal sujeito.
Ele verificou as duas fichas.
Hope Short. Darten Sanguini.
Perfeito.
Um berro gutural no meio da madrugada fez as árvores tremerem naquela noite.
Galhos eram torcidos e violentamente balançados, ao mesmo tempo em que feriam a pele de indivíduos que nas atuais circunstâncias estavam se mostrando exímios corredores. Uma figura corpulenta se embrenhava cada vez mais na mata, amaldiçoando seus perseguidores e a sua própria atitude de fuga diante daqueles infelizes. E nem ao menos era lua cheia para que pudesse arrancar cada parte de seus corpos e os fizesse pagar por aquela humilhação. Ele, Greyback, sendo submetido a uma fuga desprezível, reduzido a uma mízera caça. E estava sendo caçado por nada menos que dois vermes.
O impacto de seus pés contra o chão deixava marcas fortes e profundas. Mesmo na forma humana, Greyback tinha um tamanho respeitável. Porém, na velocidade em que estavam se locomovendo, com espinhos incomodando e a escuridão intensificada pela mata se fechando ao redor deles, vê-las e, ainda por cima, segui-las, era uma tarefa praticamente impossível.
Se eles não dispusessem de uma visão aguçada e um faro fora do normal no momento.
Ele havia fora sozinho, desprevenido, e encontrara-se completamente aturdido com o fato de ter sido descoberto num habitat tão hostil, mas que ele era capaz de desbravar tão bem. Não estava misturado com comensais bruxos, ele parecia ser o tipo de sujeito que não admitia o contato com humanos, mesmo que esses compartilhassem de uma falta de caráter semelhante à sua, mais que o necessário. Esse fora um dos motivos que proporcionara à dupla que agora se mantinha em seu encalço como, por uma bela ironia, lobos em plena caçada, encontrá-lo em meio à densa floresta.
Como dois faróis reluzentes brilhando num tom vermelho-vivo, os olhos de um dos perseguidores se mantinham ora no chão, ora à frente, esquadrinhando o ambiente com uma visão que tinha efeito singular ao de óculos infravermelhos. Os cortes que se abriam em sua pele não duravam muito e logo cicatrizavam até fechar completamente, diferente do que acontecia com uma mulher que corria ao seu lado, já com sintomas de dificuldade para acompanhá-lo. Era ela quem fazia rápidas e certeiras rajadas coloridas cortarem o ar e atingirem o alvo, embora o mesmo não tenha mostrado sinais de que fosse cair a qualquer momento, mas eles não esperavam isso de um lobisomem assim tão fácil. Alguns feitiços apenas não adiantariam.
Ela suspirou. Sem dizer palavra, meteu a mão dentro do sobretudo do homem que corria consigo, sem que esse se desviasse da atenção que prendia no caminho ou que mostrasse qualquer surpresa com seu ato, e puxou de lá um objeto retangular e metálico, cujas letras caprichosamente gravadas em sua superfície superior informavam:
“Magnum”
Ela esticou bem o braço, evitando fazer um esforço que sabia ser desnecessário devido àquela escuridão: tentar mirar. Ao invés disso, uma voz concentrada a seu lado soou de forma eficaz:
– Mais um pouco para a esquerda. Não, foi demais. Para baixo agora. Aí.
Seguido de um estouro seco, um pequeno projétil prateado zuniu pelo ar, cortando o vento, e em menos de cinco segundos, um novo e mais terrível berro ecoou nas trevas.
* * * *
"Viagens" da Autora o/ - Olá, mais uma vez. Bem, o que dizer, depois de taaaaanto tempo? XD Cheguei a pensar que teria de parar de escrever esta fanfic, e não vou tentar arranjar outros motivos para me desculpar pela demora. O fato puro e simples foi “falta de inspiração + preguiça”. Uma combinação desses igredientes, na minha opinião não serve como acompanhante na continuação de uma fanfic, e então eu... simplesmente parei, pra não fazer, desculpem a palavra, merda XD Bem, mas agora estou voltando XD Àqueles que até esqueceram que isso aqui existe, concordo plenamente com vocês! XDDD E aos que quiserem continuar lendo, Domo arigatôôôôô!! o/