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Maria em Três Tempos 1- Maria de Deus – escolhida desde sempre, o Anjo a reconhece e proclama “cheia de graça”, porque colocara em prática a palavra de Deus, que tão bem conhecia. Por isto, foi capaz de aceitar o convite de Deus, para ser a Mãe do Salvador, pois sabia que o que ao homem era impossível, não o era para Deus. Então, disse: “Faça-se em mim segundo a vossa palavra”. Não havia mais o que questionar, se era a vontade de Deus. Ela O conhecia bem, porque agira desde sempre na história do seu povo. Podia, pois, cantar diante de Isabel o seu ‘Magnificat’ e confiar que a chamariam bem-aventurada todas as gerações. 2- Maria do povo – uma outra vez em que vemos Maria esquecendo de si para atender às necessidades dos outros é, ainda, quando visita sua prima que concebera na velhice. Os 120 km que as separava não seriam um problema para Maria. Ela estaria lá, sempre que precisassem dela. Lembremos a festa de casamento em Caná da Galiléia: “fazei tudo o que Ele vos disser”, foram suas palavras. A parte dela estava feita: confiar. O mais, era com Deus. 3- Maria da oração – foi este mesmo Deus que lhe deu a força necessária para, após ver Seu Filho morto, crucificado entre dois ladrões, continuar de pé, firme, em oração. Após a ressurreição ao terceiro dia, Jesus havia subido aos céus, e Maria ficara aqui na terra. Longe de lamentar-se e choramingar pelos cantos, continuava a confiar. Por isto a encontramos rezando com os amigos de Seu Filho, no Cenáculo, quando o Espírito Santo que Ele prometera enviar, é derramado sobre eles. Tudo começara e tudo terminara justamente aí: com a ação do Espírito Santo. |