Uma mulher que havia perdido a luta contra o câncer, nos seus últimos momentos
de existência, escreveu um relato que poderíamos intitular: se eu tivesse uma
segunda chance, diz mais ou menos assim:
Se eu tivesse minha vida para viver novamente, eu falaria menos e ouviria mais.
Eu convidaria os amigos para o jantar, mesmo que o carpete estivesse sujo e o
sofá desbotado.
Eu comeria pipoca na sala de jantar com as crianças, e me preocuparia menos com
a sujeira quando alguém pensasse em acender a lareira.
Eu tiraria um tempo para ouvir meu avô contar-me sobre a sua juventude e jamais
insistiria para que as crianças fechassem as janelas do carro no verão, por
causa do vento em meus cabelos que havia acabado de arrumar.
Eu acenderia aquela vela em forma de rosa, antes dela se desmanchar. Eu me
sentaria no chão com meus filhos, sem me preocupar com a roupa. Eu choraria
menos assistindo televisão e viveria mais intensamente a minha vida.
Eu iria para a cama quando estivesse doente, ao invés de agir como se o mundo
fosse acabar, caso eu não saísse naquele dia.
Ao invés de ficar reclamando durante os nove meses de gravidez, eu aproveitaria
cada momento pensando em como a vida que se desenvolvia dentro de mim, era um
milagre de Deus. Quando os meus filhos me beijassem e abraçassem
espontaneamente, eu jamais diria: mais tarde! Agora vamos lavar as mãos para
jantar.
Haveria mais te amo... mais me desculpe, mas, principalmente, se tivesse a minha
existência prolongada, eu iria aproveitar cada minuto... vive-lo
intensamente... e nunca desperdiçá-lo.
Mas isso tudo, era se eu tivesse uma segunda chance .
AQUELA MULHER NÃO TEVE SUA EXISTÊNCIA PROLONGADA E REFAZER SEU CAMINHO E
REPENSAR VALORES, MAS VOCÊ AINDA TEM TEMPO.