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A Palinologia
também diz algo do Manto de Turim A palinologia
é a disciplina que estuda o pólen e o resíduo de flores e novelo, cada vez
mais fáceis de rastrear graças aos novos e poderosos microscópios. Em 1973 o
Professor Max Frei, criminologista suíço, botânico, paleólogo, diretor do
gabinete científico da Polícia de Zurich e perito da Interpol, realizou uma
investigação sobre o Manto desde sua disciplina, que concluiu com
surpreendentes resultados. Frei tinha
recebido o encargo de autentificar as fotografias que uma comissão científica,
nomeada em 1969 pelo Cardeal Pellegrino, tinham tirado. Ao examinar atentamente
o tecido notou a presença de esporos de pólen na superfície do tecido e
obteve permissão para recolher umas quantas amostras. Conseguiu identificar
nesta ocasião 49 espécies diferentes de esporos, que fotografou, catalogou e
conservou. Os 33 esporos
resultaram serem procedentes de planta exclusivas da Palestina ou Turquia
(estepes do sul ou área de Istambul). As duas terceiras partes das amostras
procediam de zonas alheias a Europa, continente de onde não saiu o Tecido do S.
XIV. Antes de dar
um juízo definitivo sobre os lugares onde, segundo a Palinologia, deveria ter
estado a Síndone, para ficar "poluída" de tal modo, dedicou-se a
visitar as zonas onde as investigações históricas colocavam anteriores
estadias do Tecido. Frei comprovou in situ a perfeita correspondência de espécies,
conseguindo identificar 59 espécies em total. O mais
peculiar é que as espécies de pólen recolhidas no tecido coincidiam com
grande precisão com o caminho que a tradição assinalava para a síndone: de
Terra Santa a Turquia, desta a França via os países bálticos e o norte da Itália
e finalmente da França a Turim. A morte surpreendeu ao Frei antes de concluir o trabalho e publicar seus resultados definitivos, não obstante seu estudo é altamente indicativo. |