O Rosário e o Terço


Obs.:  no final desta página, leia sobre O "Novo" Rosário

O Rosário é a forma mais simples de meditarmos na história da nossa salvação. Rezando o Rosário, vamos tomando contato com tudo o que Jesus viveu, desde antes de Seu nascimento até depois de Sua Morte e Ressurreição. O Rosário é formado por três Terços, ou seja, o Terço é a “terça parte” do Rosário. Quando dividimos o Rosário em três partes, temos como que três “livros” sobre Jesus, sendo que cada um enfoca uma parte de Sua vida. Cada um desses livros se divide em cinco capítulos. São os chamados “mistérios”. O primeiro “livro” fala das alegrias, do gozo: Mistérios Gozozos; o segundo, fala das dores: Mistérios Dolorosos; e o terceiro fala das glórias: Mistérios Gloriosos.

Os Mistérios Gozozos - do primeiro Terço - como dos demais, são cinco e contam as seguintes alegrias: 1o  - o Anjo Gabriel que vem anunciar a Maria que Deus a escolheu para ser a Mãe do Salvador; 2o – Maria que vai visitar sua prima Isabel, grávida em sua velhice;  3o  - Maria dá à luz Jesus, o Filho de Deus; 4o – Maria e José apresentam Jesus no templo, consagrando a Ele seu primogênito; 5o – Jesus é encontrado no templo, entre os doutores da Lei, falando das “coisas do Seu Pai”.

Em seguida, meditamos as dores sofridas por Jesus, por causa de nossos pecados - são os cinco Mistério Dolorosos do segundo Terço: 1o – após ensinar sobre o Reino e fazer o bem, Jesus sente que Sua hora está chegando e se angustia a ponto de suar sangue; 2o – Jesus é preso e Pilatos manda flagela-lo; 3o – os mesmos soldados que o açoitaram, agora debocham Dele e o coroam com espinhos; 4o – condenado, Jesus é obrigado a carregar a própria cruz até o Monte Calvário; 5o – Jesus é, então, crucificado.

Terminando o Rosário e a história da nossa salvação, temos os cinco Mistérios Gloriosos do terceiro Terço, onde a vitória de Jesus sobre a morte se expressa claramente: 1o – Jesus ressuscita, após ficar três dias no sepulcro; 2o – após encontrar os discípulos e outras pessoas, Jesus volta para o Pai – é a ascensão; 3o – já no céu, Jesus cumpre o que prometera e envia o Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos com Nossa Senhora, em oração; 4o – Nossa Senhora não tem mais porque ficar na terra e vai para junto de Seu Filho - é a assunção de Maria; 5o - lá no céu, Maria é coroada Rainha dos homens e dos anjos.

É simples, e até fácil de memorizar. Basta olhar os três Terços como três “livros” em que um é continuação do outro. E, para que a gente possa meditar todos os Mistérios sem faltar nenhum, costumamos dividi-los pelos dias da semana: 2a-feira, os Gozozos; 3a-feira , os Dolorosos; 4a-feira, os Gloriosos. E, nos outros dias, vamos repeti-los nesta mesma ordem: 5a-feira, os Gozozos; 6a-feira, os Dolorosos; sábado e domingo, os Gloriosos.

Em cada Mistério rezamos um Pai Nosso (a conta grande) e dez Ave Marias (as contas pequenas). Concluímos dando glória a Deus e rezando uma oração ensinada aos pastorezinhos em Fátima, quando Nossa Senhora lá apareceu e que diz assim: “Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei, principalmente, as que mais precisarem.”  e o pedido que está escrito na Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 Mas, para rezar o Terço ou o Rosário, é preciso preparar o coração. Como? Professando antes a nossa fé (o Credo) e, depois, rezando a Oração que Jesus ensinou (o Pai Nosso) e três Ave Marias saudando a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Só isto já bastaria mas, usando ainda a comparação dos “três livros”, podemos dizer que  fazemos uma espécie “introdução” – o Oferecimento do Terço; e uma “conclusão” – o Agradecimento do Terço.

        Agora, já podemos rezar, na seguinte ordem:

 

 

Oferecimento do terço (A): “Divino Jesus, nós Vos oferecemos este Terço (ou Rosário) que vamos rezar, contemplando os Mistérios da nossa salvação. Por intercessão de Maria, nossa Mãe Santíssima, esperamos conseguir as virtudes necessárias para bem reza-lo e a graça de alcançar as indulgências desta santa devoção.”

Credo – 1 Pai Nosso – 3 Ave Marias

Diz-se qual o Mistério (p. ex.: 1o Mistério Gozozo: a anunciação do Anjo a Maria), reza-se 1 Pai Nosso e as 10 Ave Marias (C)  – Glória   – Ó meu Jesus... – Ó Maria concebida...

E assim, um após outro Mistério (C, D, E, F), até o 5o (ou o final do Rosário (G)) e o Agradecimento do Terço (H): “Infinitas graças vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo. E, para mais vos obrigar, saudamos-vos com uma Salve Rainha: Salve Rainha...

Observação: uma vez que você saiba todos os mistérios da história da sua salvação, não há necessidade de “decorar” uma fórmula, mas você poderá anunciar cada Mistério com “suas próprias palavras”.

 

O “NOVO” ROSÁRIO


                No dia 16/out/2002 nosso  querido Papa João Paulo II propôs modificações no Rosário então conhecido, acrescentando-lhe novas “rosas”: são os Mistérios Luminosos (ou da Luz), referindo-se ao período da vida de Jesus compreendido entre os 12 anos (citado no 5o Mistério Gozoso) e sua prisão no Horto das Oliveiras, em que se angustia ao extremo a ponto de suar sangue (1o Mistério Doloroso). Todas as explicações necessárias e as orientações, ele as expôs na Carta Apostólica ‘O Rosário da Virgem Maria’, que podemos encontrar nas livrarias católicas (a preço acessível). Vale a pena lê-la.

               Um quarto ‘terço’? - Os Mistérios Luminosos juntam-se, portanto aos três Terços já existentes, formando um quarto “Terço”. Lembramos que chamava-se ‘Terço’, justamente, por ser a terça parte do Rosário.

Ano do Rosário - Nesta reflexão sobre o Rosário, somos convidados a, na companhia de Maria Santíssima – Mãe de Jesus e nossa Mãe – contemplar o rosto de Cristo, numa uma coroação Mariana da Carta Apostólica Novo Millenio Iineunte. Assim, de outubro/2002 até outubro/2003 teremos o Ano do Rosário.

Mistérios Luminosos - Em cada deles temos a revelação “do Reino divino já personificado no mesmo Jesus”. São eles:

1o - Batismo de Jesus no rio Jordão: Cristo inocente se faz pecado por nós (cf. 2 Cor 5, 21), e é proclamado pelo Pai como Filho dileto (cf. Mt 3, 17 par). O Espírito, então, vem investi-Lo na missão que O espera.

2o – Bodas de Caná (cf. Jo 2, 1-12), quando Cristo dá início dos sinais de sua divindade transformando a água em vinho, graças ao pedido de Maria, a primeira e acreditar e que, neste momento, nos convida a segui-Lo, como o fez com os empregados: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Cf. Jo 2, 5b).

3o - O anúncio do Reino de Deus e convite à conversão (cf. Mc 1, 15), quando Jesus, perdoando a quem a Ele se dirige com humildade e confiança (cf.Mc 2, 3-13; Lc 7, 47-48), inicia seu ministério de misericórdia.

4o - A Transfiguração de jesus, que é tradicionalmente apresentada no Monte Tabor, quando a glória da Divindade reluz no rosto de Cristo, e o próprio Pai determina que os Apóstolos O escutem (cf. Lc 9, 35 par).

5o - A instituição da Eucaristia, em que Cristo se faz alimento e nos dá Seu Corpo e Seu Sangue sob os sinais do pão e do vinho, sinal máximo de seu amor por todos nós (Jo 13, 1), do qual fazemos memória cada vez que Celebramos o Santo Sacrifício da Missa.

QUANDO REZÁ-LOS? - Uma vez que os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos já estavam distribuídos pelos dias da semana, o Santo Padre nos sugere que os Mistérios da Luz sejam rezados às quintas-feiras, no centro da semana, deslocando-se os Mistérios Gozosos deste dia (quinta-feira), para o sábado, em substituição aos Gloriosos que eram rezados dois dias seguidos (sábados e domingos), além da quarta-feira. Também, o sábado é dia consagrado a Nossa Senhora, e os Mistérios Gozosos são aqueles em que Ela mais está presente.

 

COMO REZÁ-LOS?Rezamos estes novos Mistérios da mesma forma que os outros três: iniciamos pelo

1-      Credo (nossa Profissão de Fé) ou, como alguns grupos, com a Oração do Espírito Santo

2-      Pai Nosso, conforme o próprio Jesus ensinou a orar

3-      As três Ave Marias, reverenciando a Santíssima Trindade

4-      Cada uma das cinco ‘dezenas’: Pai Nosso e dez Ave Marias (notemos que, embora a Ave Maria seja uma oração Mariana por excelência, no centro dela encontra-se o nome de Jesus. Por isto, podemos dizer que o Rosário é uma devoção profundamente cristocêntrica: Vamos a Maria para através dela chegar até Jesus.)

5-      Após a ‘dezena’ rezamos o Glória, louvando a Santíssima Trindade.

6-      Fazemos a jaculatória final:Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei, principalmente, as que mais precisarem.” (como foi ensinado aos pastorezinhos em Fátima)

7-      Podemos ainda rezar, como Santa Catarina Labouré, após a Virgem das Graças ter-lhe aparecido: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.” 

 

POR QUE REZÁ-LOS?O Rosário é uma oração contemplativa que parte da experiência de Maria, que «Conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19; cf. 2, 51).  Através dele podemos, com Maria, recordar Cristo, aprender Cristo, configurar-nos a Ele, a Ele dirigir nossas súplicas, além de anunciá-lo. Sem a contemplação dos Mistérios, o Rosário perderá seu sentido cristológico, e se tornará “uma repetição mecânica de fórmulas, enquanto o mesmo Cristo que ele anuncia nos adverte contra a multiplicação das palavras na oração (Mt 6, 7)”.

 

 

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