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Perfeição de Deus
Algumas crianças permanecem lá por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser educadas em escolas normais. Em um jantar beneficente da escola, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos presentes. Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, ele disse: "Onde está a perfeição em meu filho Shaya? Tudo o que Deus faz, é feito com perfeição. Mas meu filho não pode entender as coisas como as outras crianças entendem. Meu filho não pode lembrar-se de fatos ou números, como as outras crianças. Onde está a perfeição de Deus?" Todos ficaram chocados com aquela pergunta, com o sofrimento do pai. Ele continuou: "Eu acredito que quando Deus traz uma criança assim ao mundo, a perfeição que ele busca está no modo como as pessoas reagem a esta criança. " Ele contou, logo após, a seguinte história sobre o seu filho Shaya. "Uma tarde, Shaya e eu caminhávamos por um parque onde alguns meninos que ele conhecia estavam jogando beisebol. Meu filho perguntou-me, será que eles me deixarão jogar? Eu sabia que meu filho não era atleta e que a maioria dos meninos não o queria no time. Mas entendi que se meu filho fosse aceito para jogar, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei se Shaya poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, procurando por aprovação dos seus companheiros de time. Mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade em suas próprias mãos e disse: Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo já está na oitava rodada. Eu acho que ele pode juntar-se ao nosso time e nós tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada. Fiquei feliz quando Shaya abriu um grande sorriso. Pediram a ele para colocar uma luva e ir ao campo para jogar. No final da 8ª rodada o time de Shaya marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da 9ª rodada novamente alguns pontos foram marcados e agora, com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Shaya foi escalado para continuar. O time deixaria meu filho de fato bater nesta circunstância e jogar fora a chance de talvez ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o taco de beisebol a meu filho. Todos sabiam que era quase impossível, porque Shaya nem mesmo sabia segurá-lo. Porém, quando Shaya tomou posição, o lançador moveu-se alguns passos para arremessar a bola suavemente, de maneira que meu filho pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Shaya balançou desajeitadamente o tacou e perdeu. Um dos companheiros do time de meu filho foi até ele e juntos seguraram o taco e encararam o lançador. Este deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Shaya. Quando veio o lance, Shaya e seu companheiro de time balançaram o taco e juntos eles rebateram a lenta bola do adversário. O lançador apanhou-a e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base. Shaya estaria fora e com isto o jogo terminaria. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base. Todo o mundo começou a gritar: Shaya, corra para a primeira base. Corra para a primeira. Nunca em sua vida ele havia corrido... Ele saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita ficou de posse da bola. Poderia ter lançado a bola ao segundo homem de base, o que colocaria Shaya para fora, pois ele ainda estava correndo. Mas, o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador e assim lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem de base. Todo o mundo gritou: Corra para a segunda, corra para a segunda. Shaya correu para a segunda base enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Shaya alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção da terceira base e todos gritaram: Corra para a terceira. Quando Shaya contornou a terceira base, os meninos de ambos os times correram atrás dele gritando: Shaya, corra para a base principal. Ele correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse ganhado o jogo para o time dele e vencido um campeonato. Aquele dia, disse o pai docemente, com lágrimas caindo sobre sua face, esses 18 meninos alcançaram a perfeição de Deus! Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto de meu filho! " |