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Vibrato
O
mais antigo dos efeito é o vibrato. Na verdade, pode ser conseguido com a técnica
comum do instrumento, pois basicamente, cansiste na variação de meio tom para
baixo ou para cima da altura da nota. Esta parece "tremer", daí o
termo "Trêmulo", também usado para desginá-lo. Pode ser conseguido
ainda com o auxílio da famosa ALAVANCA, que modifica gradualmente a altura da
nota. A Alavanca apresenta o inconveniente forçar muito a tensão das cordas,
diminuindo sua vida útil. A maioria das Alavancas encontradas nos instrumentos
nacionais só "puxam" a altura para uma direção, não permitindo a
"bemolização" ou "sustenização" da nota. O vibrato eletrônico
possui controles de velocidade (rate), que determina a duração do período da
pulsação. Alguns possuem um controle que permite que o vibrato comece
gradualmente, depois de um intervalo de tempo variável (rise time).
DistorçãoLogo
depois do vibrato, o pedal que mais ganhou adpetos, principalmente na área do
Rock, foi o DISTORCEDOR ou DISTORÇÃO, que modifica o formato da onda sonora,
"sujamdo" o som, carregando-o de imperfeições propositalmente.
Alguns desses pedais são de fabricação simples, até mesmo caseira, não se
constituindo em dificuldade encontrar exemplos de exagero no seu uso, por Grupos
de Rock "pesados" demais para um timbre limpo. Sua evolução levou ao
aparecimento de outro efeito, conhecido por OVER DRIVE (sobre entrada). Esta
costuma ter dois controles: de nível (level), que compensa a possível diferença
entre o sinal normal e o que sai modificado, e de OVER DRIVE propriamente, que
controla o acréscimo de re-entradas do sinal, desde muito poucas até o som
"sujo". WAH-WAHUm
efeito que se tornou conhecido através do legendário guitarrista JIMI HENDRIX
é o Uá-Uá (WAH-WAH), um potenciômetro de pé que modifica a freqüência do
som no âmbito de determinada faixa, do grave para o agudo ou vice-versa. A
velocidade de variação é feita mecanicamente, pelo pé. Nos modernos uá-uás,
existem controles que escolhemos vários âmbitos de de faixas de freqüência,
nas regiões agudas, média e grave. Equalizador GráficoOutro
pedal, este mais recente, que atua sobre as freqüências do som é o chamado
EQUALIZADOR GRÁFICO, quase que explicado pelo próprio nome. Se destina a
compensar as deficiências acústicas de um ambiente ou de um equipamento.
Determinas faixas de freqüência podem ser realçadas ou não por potenciômetros
"SLIDE", que aumentam ou diminuem em decibéis cada faixa. Dessa
forma, uma guitarra sólida, com riqueza de sons agudos e falta de graves
consistentes pode ser equalizada, tirando-se um pouco de agudos e acrescentando
graves. Muitos outros efeitos foram se tornando "moda", em diferentes
épocas e gêneros musicais. PhaserNos
anos 70 foi a vez do PHASER. Ele produz variações na velocidade da curva de
onda (controle de velocidade) e variações de profundidade para efeitos
determinados para cada situação timbrística. Um controle de ressonância
permite passar o sinal novamente pelo circuito, tornando-o um pouco mais
"carregado". DelayFoi
seguido logo depois pelo DELAY. Com dois controles principais, o delay pode
variar a velocidade de repetição de uma nota, como um eco, através de um
potenciômetro de intensidade. Sofreu uma evolução rápida, devido a características
maleáveis do efeito, que permite empregá-lo em variadas situações e gêneros
musicais. Chorus Como
resultado do aprimoramento do DELAY, surgiu o CHORUS. Assemelha-se este último
ao efeito obtido pela duplicação de vozes a distâncias constantes da nota
principal. Produz texturas tonais complexas, dando ao solo instrumental um som
incorpado. Flanger Já
o FLANGER produz um som caracterizado por uma filtragem não progressiva das
faixas de freqüência, de equalização variável, abrupta. Também possui
controles de velocidade e profundidade este último sendo objeto de comparação
entre vários pedais. Oitavador O
OITAVADOR produz uma nota paralela à que é tocada a uma altura de uma oitava
abaixa. Alguns pedais produzem outra nota duas oitavas mais abaixo. Trata-se de
um efeito muito útil aos guitarristas, que podem ter uma linha abaixo
paralela à melodia que estão executando. Noise GateMais
de um pedal pode ser utilizado a um só tempo, modificando o sinal do
instrumento. É fácil imaginar que são inúmeras as combinações entre os vários
efeitos mencionados, que são apenas os mais comuns, encontrados facilmente no
mercado, ainda que, em termos de qualidade, o similar nacional não se equipare
às melhores marcas. Um timbre "pessoal" pode ser obtido através de
uma combinação criativa, e uma ambientação para determinado momento de uma música
pode ser construída pelos pedais. Um grave problema motivou o aparecimento de
um pedal exclusivamente para resolvê-lo. Quando são usados vários pedais é
comum o aparecimento de ruídos indesejáveis, ocasionados pela soma dos sinais
desordenados, produzindo um tipo de sinal chamado Transiente. São sons graves
ou agudos que podem ser "cortados" logo depois que tocada a nota. É o
pedal denominado NOISE GATE, ou "Porta de Ruídos ", que se fecha aos
ruídos logo após a passagem da nota. Tem dois controles: um de Sensibilidade,
que controla a barragem do ruído, isto é, em que freqüência o "portão"
agirá, e outro de decaída, que controla o tempo em que decai cada nota, antes
do portão agir. Graças a este último controle é resolvido o problema do portão
cortar abruptamente o sinal da nota, causando final repentino. Tipos
de pedais de efeito
Quando os nossos pais (em alguns casos nós mesmos) ouvíamos as primeiras
guitarras do rock elevando o seu volume, eles percebiam que algo ficava
diferente: era a distorção provocada pelo o aumento da excitação das válvulas.
Este pequeno erro durante o uso dos amplificadores começou a se tornar comum de
tal forma que muitos músicos começaram a buscar este efeito : estava
descoberto o overdrive (sobre-entrada em inglês), o primeiro efeito a
ser utilizado pelos guitarristas.
Do overdrive para a distorção foi um pulo, bastou um louco aumentar a excitação
nas válvulas tentando obter um efeito mais forte.
Perceba que até aí os efeitos eram obtidos no próprio amplificador, mas como
há louco para tudo, alguém percebeu ao ajustar a tonalidade do amplificador
tocando o instrumento que o mesmo dava uma espécie de variação de tonalidade
que poderia ser utilizada em alguma coisa (na época) mais futurista, mas isso não
poderia ser feito no amplificador porque as mãos estavam ocupadas então como
acionar o efeito? Simples, construiu-se um outro controlador de tonalidade com
uma variação muito mais forte e brusca do que a do amplificador, adaptou-se o
potenciômetro de controle a um pedal e estava inventado o Wha-Wha (imitação
vocal do efeito que era produzido na guitarra), muito utilizado por alguns
deuses como Jimmy Hendrix. Em
um determinado show, um amplificador teve uma parte da fiação
danificada, como a única coisa que o músico possuía para sanar a
urgente situação era um pedaço de mola fazendo um pequeno
"gatinho". Durante o show o guitarrista percebe que o amplificador
estava estranho, como se dando ecos de cada som da guitarra. Descobriu-se que a
vibração mecânica daquele pedaço de mola influenciava eletricamente o som
provocando atrasos e inventando assim o Delay (atraso em inglês).
Até hoje os amplificadores ditos "Vintage"
(de construção antiga, a Válvulas ainda) utilizam o "Reverb de
molas", uma pequena caixa, geralmente de metal, contendo duas ou três
molas para provocar o efeito.
A partir daí tudo foi feito através de experiências com o Delay e de
tonalidade, surgindo então o Flanger(uma simulação eletrônica dos
alto-falantes giratórios , uma experiência de um cara chamado Leslie), Phaser(variação
contínua de fase do sinal de entrada), Chorus (uma simulação de coro de
instrumentos), Pitch Shifter (multiplicação da freqüência da nota,
provocando outra oitavas acima da nota tocada) e etc.. N.A.:
Este texto é ficctício, apenas foi colocado um enredo para assimilação
de como os efeitos foram produzidos em sua forma original (vintage). Como
são construídos os pedais de efeito.
Os pedais de efeito de hoje são, em sua maioria, construídos utilizando a
tecnologia eletrônica existente e com uma resistência mecânica adequada para
o seu uso (imagine um guitarrista punk pisando em um pedal construído em uma
caixa de plástico de resistência duvidosa!!). O fato da maioria dos pedais e
pedaleiras do mercado serem acondicionados em caixas de metal não é mera
coincidência ou somente para aumentar a resistência mecânica do acionamento,
eles são construídos desta forma para blindar o circuito, evitando que
interferências externas, como ondas de uma rádio, alterem o frágil sinal que
chega do instrumento ou cheguem a serem amplificados juntos com ele.
Imagine que o sinal gerado por uma guitarra tem em torno de 600 mV (milivolts -
milésimos de volt) e que um amplificador de potência necessita de no mínimo
1V (volt) para amplificar o sinal com sua potência total, da guitarra até o
amplificador o sinal é levado via cabo e passa por um pedal tipo Distortion,
que é o tipo de circuito que amplifica bruscamente o sinal. Todo pedal eletrônico
é feito, em tese, com alguns componentes que nós utilizamos em receptores de rádio.
Sem a caixa de metal qualquer frequência de rádio (geralmente uma rádio em AM
que toca músicas que você não gosta, só para pertubar) poderia se infiltrar
na entrada do circuito e ser amplificada com o sinal da guitarra: aí esta o que
chamamos de interferência.
Hoje em dia com a tecnologia de fabricação de plásticos, muitos pedais e
pedaleiras são acondicionados em caixas plásticas de alta resistência mecânica,
forradas com papel alumínio para fazer o efeito de blindagem da caixa de metal.
Como
ligar os pedais.
Os pedais de efeito são ligados em série (um após o outro), mas eu não posso
dizer qual sequência deve ou não ser utilizada pois isto depende do gosto de
cada um e do timbre desejado. Todavia,
há alguma considerações a serem feitas sobre a seqüência de ligação que
devem ser observadas, mas não são regras, afinal não queremos ser os donos da
verdade.
Alguns pedais e pedaleiras vem de fábrica com duas saídas para a utilização
do efeito estereofônico, ocupando dois amplificadores ou dois canais na mesa de
som, mas isso não é uma obrigação, quando não quisermos utilizarmos o
efeito estéreo usamos apenas uma saída, quando o pedal/pedaleira possuir a
indicação de saída mono utilizamos esta. Digital
vs.Analógico: verdades e mentiras.
Com a crescente tecnologia eletrônica e a corrida pela diminuição do custo de
fabricação, surgiram os efeitos digitais. Todos correram para eles como se
fossem a salvação para termos um efeito de boa qualidade e baixo custo, mas
volta e meia sentimos que alguma coisa fica faltando como ganho, definição,
timbre e etc, porque a utilização do efeito depende do gosto e da necessidade
do músico.
Alguns fabricantes de pedais analógicos, como a Boss, entraram na onda dos
efeitos digitais mas não abandonaram a produção de efeitos analógicos isso
porque, como estes fabricantes, alguns músicos permaneceram fiéis aos efeitos
analógicos.
Em música, não é verdade que tudo que é moderno é melhor, no máximo é
mais confiável. Podemos perceber isto ao lembrar que depois da invenção dos
transistores os amplificadores de válvulas continuaram a ser produzidos e
aceitos pelos músicos, mas não pelos consumidores de equipamentos eletrônicos,
fazendo com que os equipamentos feito para músicos se diferenciassem e se
elevassem de preço.
Os melhores efeitos analógicos são os de distorção, visto que a tecnologia
digital conseguiu no máximo imitar o som de um overdrive valvulado, mas no
resto a tecnologia digital supera e muito a analógica, seja na perfeição do
efeito, seja na clareza do som produzido ou na confiabilidade do equipamentoou
do efeito.
Lógico que não me cabe julgar que todas as distorções digitais são detestáveis,
há fabricantes que conseguiram reproduzir distorções que não ficam devendo
nada aos velhos e bons efeitos valvulados e, muitas vezes, com uma praticidade
melhor, ou combinando o que há de melhor nas tecnologias vintage e digital. Ganho:
O eterno dilema.
Quando usamos distorções, principalmente no heavy, buscamos altos ganhos e
muitas vezes achamos que o nosso equipamento não nos dá o que queremos. Muito
bem, tenho algumas dicas para acharmos o que falta para termos um ganho maior
nas distorções como por exemplo tirar os médios da equalização para termos
um crunch maior, quanto menos médios teremos um som mais crunch. Outra dica é
aumentarmos o máximo possível o volume do instrumento e do efeito, aumentando
assim a distorção no amplificador.
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