BIOGUITAR


Partes da guitarra

Apesar de toda a tecnologia empregada em instrumentos musicais principalmente à partir da década de setenta, as partes que compõe uma guitarra permaneceram praticamente inalteradas desde sua invenção. Tal tecnologia foi empregada para desenvolver os componentes tradicionais da guitarra (captadores, ponte etc...) e não para alterá-los. O primeiro passo de nosso curso será apresentar, detalhadamente, parte por parte da guitarra.
Podemos dividir a guitarra em duas partes: Corpo e Braço. Cada uma delas, por sua vez, é subdividida.

 

Braço:

1 - Headstock ou mão:
é a extremidade do braço, onde se encontram as tarrachas.

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- Tarrachas: são seis peças do headstock onde prendemos as cordas.São  responsáveis pela afinação do instrumento. Em alguns instrumentos possuem resposta variável (sendo geralmente mais precisas as tarrachas para cordas grossas e mais rápidas as tarrachas para cordas finas).

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- Capotraste ou pestana: é a peça que fica entre a escala e o headstock aonde as cordas ficam apoiadas, peça de plástico, osso, marfim ou madeira que marca o início da escala. Ao ser colocada nas tarrachas as cordas devem tender a puxar para baixo o capotraste, de forma que haja um bom contato. Em alguns instrumentos uma peça de metal aumenta este contato.

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- Escala ou Braço: É a parte da frente do braço, por onde as cordas passam por cima, e onde se encontram os trastes.De importância fundamental na qualidade do instrumento. Não trata-se de apenas uma peça de madeira, pois em seu interior existe (pelo menos nos bons instrumentos) uma peça de metal chamada tensor, de tensão ajustável, responsável por dar uma curvatura correta à peça. O braço, quando ajustado, não deve ser reto, e sim ligeiramente côncavo.

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- Trastes: filetes de metal que são colocados ao longo de toda a escala dividindo-a em intervalos de meio-tom. Sua colocação deve ser perfeita senão a guitarra terá sérios problemas de afinação.Instrumentos sem trastes (geralmente baixos) são chamados de freetless.

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- Casas: são os espaços entre os trastes. Quando estamos tocando, apertamos as cordas sobre as casas. Reparem que as casas diminuem gradativamente de tamanho à partir do headstock.


 

Corpo: parte onde está localizada a maior parte do mecanismo do instrumento. Mesmo em instrumentos elétricos o corpo do instrumento possui fundamental importância na sonoridade (influem o tipo de madeira usado, o volume, etc).

1.Captadores ou Pick-ups: peças responsáveis pela captação da vibração das cordas. Podem ser de vários tipos conforme será abordado adiante. Sua altura pode ser ajustada.
No captador há seis polos magnéticos (um para cada corda) que estão ligados a um fio de cobre finíssimo que é enrolado inúmeras vezes em uma bobina e depois vai para a saída da guitarra. Os polos captam magnéticamente o som das cordas, que é transformado em eletricidade pela bobina, sendo levado ao amplicador através de um cabo. Por sua vez, o amplificador trata de transformar o impulso elétrico em som novamente.
O número de captadores em uma guitarra varia de um modelo para o outro, o importante é saber que quanto mais próximo ao cavalete, mais o timbre do captador é agudo, quanto mais próximo ao braço mais grave será seu timbre. Portanto quanto mais captadores em uma guitarra, mais variedade de timbres poderemos obter.
Há, basicamente, dois tipos de captadores: os de uma bobina chamados single-coil. e os de bobina dúpla chamados humbucker.
Os single-coils tem como características um timbre mais “brilhante” e “estalado”, porém com mais ruído, enquanto os humbuckers têm um timbre mais “apagado” com bem menos ruído.
2.Ponte: parte onde são presas fixas as extremidades das cordas. As pontes possuem diversos ajustes de altura das cordas em relação ao braço, comprimento das cordas (importantes na afinação do instrumento) e em alguns casos distância entre as cordas.
Alavanca: algumas guitarras possuem a ponte ligeiramente móvel, podendo o músico, através de uma alavanca, afrouxar ou apertar as cordas, permitindo o efeito conhecido como vibrato. Nestas pontes geralmente existem ajustes extras para controlar a resposta da alavanca.
3.Chave de Comutação: geralmente a chave serve para ligar e desligar os diversos captadores (em instrumentos que possuem mais de um). Pode também servir para variar a captação entre ativa e passiva.
Chave seletora de captador: serve para selecionar o captador que será usado. Existem dois tipos de chave s seletoras: a de três posições e a de cinco posições.
A de três posições é a chave que se instala em guitarras de dois captadores (um próximo a ponte e o outro próximo ao braço). Quando a chave é colocada toda para baixo, funciona somente o captador próximo a ponte (captador agudo); quando a chave está toda para cima funciona somente o captador próximo ao braço (captador grave); e quando a chave está no meio, funciona os dois captadores ao mesmo tempo.
A de cinco posições é instalada em guitarras com três captadores (um próximo ao cavalete, um próximo ao braço e outro entre os dois). Quando a chave está toda para baixo, funciona somente o captador próximo a ponte (captador agudo); na segunda posição (de baixo para cima) funcionará o captador próximo a ponte e o captador do meio (captador médio); na terceira posição funcionará somente o captador do meio; na quarta posição funciona o captador do meio e o captador próximo ao braço (captador grave); quando a chave está toda para cima funcionará somente o captador próximo ao braço.

4.Potenciômetros: controles que fazem variar o funcionamento dos captadores, influindo no som do instrumento. Basicamente os potenciômetros fazem variar o volume e a equalização (graves e agudos) do som. - Potenciometros: são dispositivos eletrronicos que controlam o volume e tone através de botões giratórios chamados Knobs.

5.Escudo: chapa de material plástico que protege a parte elétrica da guitarra. Os escudos variam de acordo com o modelo da guitarra, e em alguns modelos não são usados.

6.Saída ou output: onde encaixamos o cabo que leva o som da guitarra para o amplificador.



Além das partes da guitarra, é importante conhecer alguns importantes ascessórios:

Cabos:
são fios condutores de energia elétrica com plugs denominados “plugs banana” em cada uma de suas extremidades. Um dos plugs é conectado à saída da guitarra e o outro à entrada do amplificador.

Amplificador:
É o aparelho eletrônico que transforma o impulso elétrico mandado pela guitarra em som. Do amplificador, o som vai para a(s) caixa(s) acústica(s) que possui um ou mais alto falantes. Há diversos modelos de amplificadores, boa parte deles já são acoplados em uma caixa acústica.

Palheta:
pequena chapa feita de plástico no formato (quase sempre) triangular com as bordas arredondadas. Usa-se na mão direita para ferir as cordas. Nem todos os guitarristas usam a palheta, preferindo usar os dedos como os violonistas, mas com certeza a grande maioria é adepto a ela.

 

O que são guitarras acústicas e semi-acústicas?

Guitarras acústicas são as que funcionam sem captadores ou amplificação. O termo guitarra acústica pode ser confundido com violão.

Guitarras semi-acústicas apesar de possuírem captação e deverem ser ligadas a amplificadores, possuem uma caixa de ressonância como os violões, que produzem sonoridade característica e mais natural.

O que é um afinador cromático?

Trata-se de um equipamento barato e facilmente encontrável que visa facilitar a afinação. O afinador indica se as cordas estão corretamente afinadas ou se deve-se apertá-las ou afrouxá-las para chegar à afinação correta.

Os afinadores de forma geral funcionam tanto plugados diretamente ao instrumento (o que permite que se afine o instrumento em local barulhento ou com outras pessoas tocando) como através de um microfone embutido (o que permite afinar instrumentos acústicos ou que várias pessoas afinem seu instrumento sem necessidade de trocar cabos).

As boas pedaleiras de efeito já trazem embutidos afinadores cromáticos.

O que são efeitos e pedais?

São equipamentos responsáveis por variações no timbre do instrumento, gerando efeitos como distorção, eco, brilho, etc.

Encontram-se disponíveis efeitos isolados geralmente chamados de pedais ou racks que envolvem diversos efeitos em um só equipamento (geralmente chamados de pedaleiras).

O que é slide-guitar e como tocar?

Chama-se slide-guitar a técnica baseada num tipo diferente de guitarra sem trastes normalmente chamada de guitarra havaiana. Ao invés de apertar as cordas nos trastes para definir cada nota, se encosta uma peça de metal ou vidro ou plástico (geralmente um tubo enfiado em um dos dedos) na posição relativa ao traste (mas importante, sem fazer encostar a corda no traste). Variando a posição do tubo enquanto se fere as notas ocorre o efeito conhecido como slide sem que se perceba a mudança de notas definida entre os trastes (a variação do tom é contínua e não se sente a mudança de trastes visto que os mesmos não estã sendo usados).

Existem instrumentos para canhotos?

Sim. Boas marcas vendem ou fazem por encomenda (em muitos casos sem aumento de custos) instrumentos invertidos para canhotos.

Alguns músicos porém, apesar de tocarem como canhotos, adotam instrumentos de destros adaptados ou não. Jimi Hendrix tocava com uma guitarra para destros com as cordas invertidas (sendo necessário inverter a posição do capotraste). Edgar Scandurra (IRA!) toca com uma guitarra para destros normal com as cordas colocadas normalmente (a corda mais fina fica portanto em cima e a mais grossa embaixo). Obviamente é necessário também colocar uma nova presilha para a correia.

Tenha em mente porém que tocar com um instrumento comum de cabeça para baixo, mesmo que com as cordas invertidas, traz alguns inconvenientes. Inicialmente a estética é no mínimo estranha. A posição dos potenciômetros e do plugue para o cabo também podem ser bastante incômodos (ficando geralmente sobre o braço do músico e gerando desconforto).

O que devo verificar ao comprar um instrumento usado?

a) Verifique o acabamento do mesmo. Um acabamento bem cuidado indica que o dono anterior também deve ter sido cuidadoso com todo o resto.

b) Verifique se todos os captadores estão funcionando. Para isso alterne a chave de captação entre as várias posições e verifique se o timbre varia. Em caso de captadores com partes de metal expostas experimente tocar nas partes de metal com uma chave de fenda ou similar, o que deverá gerar um clique característico caso o captador esteja ligado. Captadores funcionando também atraem metal como ímãs. Caso algum esteja desligado não irá fazê-lo.

c) Verifique se todos os potenciômetros estão funcionando corretamente e sem ruídos.

d) Verifique (com o instrumento afinado) ao longo de toda a escala e em todas as cordas, se está havendo trastejamento.

e) Verifique se o instrumento afina corretamente tanto nas cordas soltas como no interior do braço. De preferência use um afinador eletrônico.

f) O braço do instrumento deve possuir uma pequena curvatura. Com o mesmo afinado, aperte a corda mais grossa no primeiro e no último traste ao mesmo tempo e verifique se entre a corda e o traste do meio existe um pequeno espaço de um ou dois milímetros. Caso não exista este espaço possivelmente o instrumento precisará de um ajuste no tensor (peça de metal no interior do braço).

Tenha em mente que a maioria dos defeitos acima pode ser sanado com um investimento geralmente pequeno. Nem todos os músicos e "profissionais" de oficinas de instrumentos sabem exatamente como tirar o melhor proveito de um instrumento, sendo comuns ajustes mal-feitos que terminam por prejudicar imensamente o som. Usando bom senso portanto é possível comprar um instrumento de excelente qualidade por um preço módico em virtude de o mesmo precisar apenas de ajustes.

Como limpar o instrumento?

Existem à venda produtos específicos para limpeza de instrumentos, corpo, escalas, cordas, etc. Prefira usar o material recomendado pelo fabricante (que pode variar conforme o tipo de acabamento e material do instrumento). A maioria dos fabricantes recomenda cera de carnaúba para limpeza do corpo e escala e a mesma pode ser encontrada em boas lojas de música.

Jamais use produtos abrasivos (como cera de carro) ou solventes. Na falta de material adequado use um pano seco ou levemente umedecido.

Obs: A guitarra, ao contrário do que muita gente pensa, é um instrumento elétrico/acústico e não eletrônico. Portanto o seu timbre depende, além da parte elétrica (captadores, amplificadores etc...), da parte acústica (tipo de madeira, cordas, modelo do corpo etc...).

Qual é a diferença entre uma guitarra tipo Strato e uma Les Paul?

As guitarras modelo Strato foram criadas por Leo Fender na década de 50 e possuem um som brilhante e limpo, enquanto as guitarras modelo Les Paul também foram criadas na década de 50 pela Gibson, juntamente com Les Paul (um dos guitarristas mais famosos da década de 50) e possuem um som mais cheio e encorpado. As principais vantagens da Strato são: resposta dinâmica, ergonomia e peso. As principais desvantagens são os ruídos dos captadores single (atualmente existem captadores single que não possuem chiado, como o Dimarzio Virtual Vintage, Seymour Duncan Strat Stack, Fender Noiseless, Lace Sensor, etc.) e falta de sustain (tempo de prolongação da nota), que podem ser resolvidos com a troca de captadores. As principais vantagens da Les Paul são: sustain, som encorpado e fácil timbragem. As principais desvantagens são: peso (geralmente são feitas de mogno, que é uma madeira pesada) e som estalado de captador single (geralmente as Les Paul possuem dois captadores humbuckings, ou seja, duplos). Principais guitarristas que usam ou usaram Strato: Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Eric Johnson, Jeff Beck, David Gilmour, Ritchie Blackmore. Principais guitarristas que usam ou usaram Les Paul: Jimmy Page, Slash, Gary Moore, Joe Perry, Randy Rhoads, Zakk Wylde.

Estou em dúvida sobre qual captador devo comprar. Quais são os tipos existentes?

Basicamente existem dois tipos de captadores: single e humbucking (existem também outros tipos, como mini humbuckings e P-90, que são menos utilizados). O som do captador single é mais cortante, estalado e ótimo para sons limpos. As principais marcas são: Fender (Noiseless, Texas Special, 62 e Lace Sensor), Dimarzio (Virtual Vintage) e Seymour Duncan (Strat Stack). Também existem outras marcas como Rio Grande e Lindy Fralin que são mais difíceis de encontrar no Brasil. Os captadores single mais conhecidos que não possuem chiado (hum) são: Fender Noiseless e Lace Sensor, Dimarzio Virtual Vintage e Seymour Duncan Strat Stack. O som do captador humbucking é mais encorpado e ideal para usar com distorção, pois não possui hum e tem maior sustentação das notas. As principais marcas são: Seymour Duncan (JB, Alnico II Pro, 59, Duncan Distortion, Custom Custom), Dimarzio (Paf Pro) e Gibson (Classic 57). Existem outras marcas como Bill Lawrence e EMG (captador ativo) que são mais difíceis de encontrar no Brasil. Também existem captadores Humbuckings em formato de single, ideal para quem tem uma guitarra tipo Strato e quer ter um som de humbucking. Os modelos mais conhecidos são: Seymour Duncan Little 59 e JB Jr, Dimarzio Hot Hails.  

Qual a diferença entre captadores simples e duplos?

Captadores simples e duplos possuem cada um seus timbres, qualidades e defeitos, havendo músicos ou ocasiões que prefiram um ou outro. De maneira geral captadores simples geram mais ruídos de interferência que captadores duplos.

Qual é a diferença entre um captador ativo e um captador passivo?

O captador ativo possui um pré amplificador interno, permitindo que ele tenha muito mais potência do que um captador passivo. O sistema de captação ativa foi desenvolvido pela marca EMG na década de 80 e possui um preço muito mais elevado do que um captador passivo. Algumas guitarras já vem com captação ativa de fábrica, como a Music Man Luke, ESP Kirk Hammet, etc. Nunca se deve misturar na mesma guitarra captadores ativos e passivos. A instalação de captadores ativos em guitarras normais deve ser feita por um profissional, pois exige várias adaptações, troca de potenciômetros, instalação de compartimento de bateria, etc. As principais vantagens do captador ativo são: potência e integridade do sinal ao usar vários efeitos. As principais desvantagens são: timbre específico, não interage com outras peças da guitarra como madeira, ponte, etc., alto custo.

Qual a diferença entre captação ativa e captação passiva?

Instrumentos de captação passiva são aqueles em que a vibração captada das cordas pelos captadores é enviada diretamente ao amplificador praticamente sem tratamento eletrônico.

Instrumentos de captação ativa possuem um circúito (alimentado por uma bateria de 9 volts colocada geralmente na parte posterior do instrumento) que submete o som a tratamento antes de o enviar para o amplificador. Desta forma instrumentos com captação ativa possuem mais possibilidades de tratamento e variação dos timbres. O som resultante é mais limpo.

Embora haja hoje uma preferência por instrumentos de captação ativa, existem ainda correntes de músicos que preferem o som mais natural da captação passiva.

Qual é a diferença entre um captador de alnico e um captador de cerâmico?

Basicamente, os captadores de alnico possuem um timbre mais vintage, com mais resposta dinâmica. Para som limpo, o alnico é mais indicado. O captador de cerâmico possui um som mais comprimido, ideal para distorção de alto ganho. Se você utiliza o sistema push-pull para transformar o Humbucking em Single, dê preferência para captadores de Alnico.

Que tipos de encordoamento eu posso colocar em minha guitarra?

Existem cordas com espessuras que vão de 08 até 013. Se a sua guitarra estiver regulada para cordas 09, ao trocá-las, use sempre a mesma espessura, caso queira mudar, leve o instrumento até um profissional de confiança. - Cordas leves (08 e 09): tem como vantagem conforto e maior velocidade, mas por serem muito finas, não possuem um timbre consistente. Guitarristas que usam cordas leves: Steve Lukather (09), Trevor Rabin (08), Steve Vai (09), Santana (09); - Cordas médias (010 e 011): tem como vantagem o equilíbrio do timbre, podendo ser encontradas em versões híbridas (010 nas cordas inferiores e 011 nas cordas superiores).Guitarristas que usam cordas médias: Jeff Beck (010), Eric Johnson (010), Brian Setzer (010); - Cordas pesadas (012 e 013): tem como vantagem um timbre mais forte, trazendo maior interação com a madeira. A desvantagem é que pode ser muito desconfortável e causar dores ou lesões para quem não está acostumado. Guitarristas que usam cordas pesadas: jazzistas em geral, Stevie Ray Vaughan (013).

Quais são os tipos de madeiras utilizadas nas guitarras?

Os tipos de madeiras mais comuns são: - Ash: utilizada na maioria das guitarras Fender Stratocaster. Possui um timbre agudo e cortante; - Alder: encontrada em algumas guitarras Fender Stratocaster e Music Man Silhouette, É mais leve que o ash e possui um timbre mais encorpado. - Basswood: normalmente são encontradas em guitarras voltadas para o rock, como Ibanez Jem, Music Man Axis, Peavey Wolfgang, etc. Possuem um som aberto, ideal para ser usada com distorção. Possui um peso leve. - Magohany (mogno): utilizada na Gibson Les Paul. Possui um timbre cheio e gordo, com ótimo sustain. É uma das madeiras mais pesadas

Quais são os tipos de braço existentes?

Os tipos de braço definem a "pegada" que você vai sentir na hora de tocar um instrumento. Os padrões citados abaixo foram definidos pela Fender. - C Neck: é o braço redondo, encontrado nos modelos Gibson Les Paul e alguns modelos de Fender Stratocaster; - V Neck: Possui o centro do braço grosso e as laterais finas. Ideal para dar bends. A Fender modelo Eric Clapton possui esse tipo de braço; - U Neck: é o tipo de braço usado em guitarras mais modernas, estilo Ibanez. Proporciona maior velocidade.

Para que serve o push-pull?

Push Pull é um tipo de potenciômetro que pode ser instalado em qualquer guitarra. Normalmente se usa esse sistema no botão de volume, para transformar o som de um captador humbucking (de bobina dupla) em single (bobina simples). Mas também podemos utilizar para outras funções, como ativar o captador do braço, fazendo com que uma strato tenha a combinação do captador da ponte com o do braço, ou os três captadores ligados ao mesmo tempo.

Quais são os tipos de ponte existentes para guitarra?

As pontes mais comuns são: - Ponte fixa: encontrada em guitarras como Fender Telecaster: não possui alavanca. A corda atravessa pelo corpo, fazendo com que isso influencie no timbre; - Ponte com alavanca tradicional: são encontradas na maioria dos modelos Fender Stratocaster. Possuem alavanca, mas exige um certo cuidado pois o risco da guitarra desafinar na alavancada é grande. Mas esses problemas podem ser resolvidos colocando a corda corretamente, passando grafite na ponte e no capotraste (nut), instalando tarraxas com travas ou instalando roller nut (peça instalada no capotraste, fazendo as cordas deslizarem através de carrinhos); - Ponte Wilckinson: Desenvolivda pela marca japonesa Gotoh, essa ponte é uma evolução da ponte com alavanca tradicional. Feito com ótimos materiais, não "mata" o timbre do instrumento, como acontece com algumas pontes feitas de materiais de baixa qualidade. Possui um sistema onde não é necessário rosquear o haste da alavanca; - Ponte Bigsby: Foi o primeiro tipo de ponte com alavanca. Podemos encontrar esse tipo de ponte em guitarras clássicas. As mais conhecidas são as guitarras da marca Gretsch. Esse sistema possui uma única mola que fica na parte superior do corpo, resultando numa alavancada mais suave, com extensão de ½ tom a 1 tom. Desafina fácil, portanto, é ideal utilizar tarraxas com travas. Brian Setzer é o guitarrista que trouxe de volta a Bibsby; - Ponte Transtrem: Desenvolvida pela marca alemã Steinberg, possui um sistema onde a ação da alavanca vai descendo em "degraus" de ½ tom, fazendo com que todas as cordas permaneçam afinadas durante a alavancada. Eddie Van Halen possui uma Peavey Wolfgang com esse sistema, que foi utilizada na música "We Wise Magic". - Ponte Floyd Rose: é encontrada em guitarras modernas e foi popularizada por Eddie Van Halen no início dos anos 80 e chegou ao seu ápice nas mãos de Steve Vai. Permite que se tenha uma alavancada mais extensa do que a ponte com alavanca tradicional. Possui um sistema que trava as cordas, sendo necessário cortar as bolinhas das cordas para travar na ponte. A segunda trava se localiza no capotraste, onde após afinar o instrumento, deve-se apertar a trava com uma chave allen. Se depois de travar ocorrer uma pequena variação na afinação, usa-se a micro afinação, que é regulada na ponte da guitarra, girando as bolinhas até que se consiga afinar corretamente. As desvantagens desse sistema são: tempo gasto para trocar as cordas e afinar o instrumento;

Fixas: são como pontes de violão, servem apenas para prender as cordas.

Móveis:
sua estrutura é presa a um mecanismo feito de molas que fica na parte de trás do corpo. Através de uma alavanca colocada na parte inferior da ponte, podemos movê-la desafinando a guitarra. Depois disso o mecanismo de molas trará a ponte para a sua posição original permitindo que as cordas continuem afinadas.
Alguma pontes móveis possuem um recurso chamado microafinação: que são parafusos que quando acionados elevam ou abaixam a afinação da corda de forma muito mais sutil que as tarrachas. Normalmente as guitarras que possuem pontes com microafinação, têm instalado no capotraste uma trava que impede que a corda deslize da tarracha mesmo quando se abusa da alavanca.

O que é uma ponte flutuante?

Chama-se de ponte flutuante qualquer ponte que seja sustentada sobre o corpo da guitarra através de molas. Se incluem aqui então a total maioria das guitarras com alavanca modernas.

Alguns modelos antigos de guitarras com alavanca (bem como alguns modelos atuais geralmente de baixa qualidade) não possuiam molas em sua construção, agindo a alavanca dobrando toda a ponte (neste caso comprida e presa por uma extremidade diretamente na madeira).

O que são micro-afinação e travas de afinação?

Guitarras com ponte flutuantes de melhor qualidade possuem além da afinação normal (nas tarrachas), uma afinação de maior precisão na própria ponte. O instrumento deve nestes casos ser afinado inicialmente nas tarrachas e usadas as travas de afinação no capotraste para travar as cordas nesta afinação básica. Posteriormente é feita a micro-afinação na ponte.

Quanto tempo eu devo trocar as cordas de minha guitarra?

Depende muito do grau de transpiração. Normalmente deve-se trocar a cada mês, isso se a pessoa não fizer shows. Quem toca nos finais de semana, por exemplo, deve trocar a cada 15 dias. A corda é um dos fatores que mais influem na qualidade do timbre. Corda oxidada, além de produzir um timbre ruim, acaba com os trastes, pois ela se transforma numa espécie de lixa, gastando os trastes do instrumento. Sempre que terminar de tocar, passe um pano de algodão sobre a corda, por baixo e por cima. Não use flanela, pois solta fiapos.

De quanto em quanto tempo devo trocar as cordas?

Você deve trocar as cordas sempre que achar que o som está sem brilho. O tempo entre as trocas pode variar bastante em virtude de sua maneira de tocar, em virtude da qualidade das cordas que você usa, em virtude da quantidade de tempo que você toca durante o dia, em virtude do clima e umidade do local, etc, etc. Músicos iniciantes tendem a trocar menos as cordas em virtude de não perceberem a perda da qualidade.

Entre baixistas é comum afrouxar as cordas quando o instrumento estiver em repouso para permitir que as mesmas durem mais (em virtude de encordoamentos de baixo serem bem mais caros e perderem qualidade mais rapidamente).

Como colocar as cordas em guitarras e baixos?

A ponta da corda com o cilindro de metal deve ficar presa à ponte. Em baixos a corda deve ser colocada nas aberturas da ponte. Em guitarras geralmente as cordas são enfiadas pela parte de trás. Em caso de algumas pontes flutuantes pode ser necessário cortar o pequeno cilindro de metal das cordas e prendê-las através dos parafusos correspondentes.

Colocar as cordas corretamente nas tarrachas porém pode não ser tão simples quanto pareça ao músico iniciante. Deve-se levar em conta os seguintes itens:

a) Dar várias voltas na tarracha e não apenas duas ou três (mesmo em caso de cordas grossas). Cordas com poucas voltas tendem a desafinar.

b) Tentar iniciar o enrolamento pela parte de cima da tarracha e continuar enrolando cada volta abaixo da anterior, de forma que a corda "saia" da tarracha pela parte de baixo. Isso irá melhorar o contato com o capotraste e consequentemente a afinação.

c) Ao cortar a corda, no caso das mais grossas, dobre a ponta, de forma que o revestimento da corda não possa deslizar sobre a alma da mesma. Isso não pode normalmente ser realizado em cordas de baixo mais grossas.

d) Evitar torcer a corda. Prefira apertar toda a corda (mesmo que isso leve vários minutos) apertando a tarracha ao invés de enrolar a corda na tarracha (o que irá torcê-la).

e) Em contrabaixos a ponta da corda deve ser enfiada no meio da tarracha e não precisa ficar aparecendo como em guitarras.

Algumas dicas sobre como retirar as cordas:

a) Ao trocar as cordas prefira afrouxar todas aos poucos. Tirando as cordas enquanto as outras estiverem apertadas irá aumentar a tensão nas cordas restantes, possibilitando que as mesmas quebrem (neste caso o impacto pode prejudicar o instrumento).

b) Em caso de cordas grossas (principalmente de baixo) pode ser difícil retirar as cordas pela ponte em virtude das mesmas terem sido torcidas na tarracha. Prefira então cortar as cortas para não arriscar o acabamento do instrumento. Antes porém afrouxe todas as cordas, não corte as cordas apertadas.

Como afinar guitarras e baixos?

A afinação pode ser feita por ouvido (em caso de pessoas que consigam lembrar com precisão as notas, isso chama-se ouvido absoluto), através de comparação com uma nota afinada (de um outro instrumento, de preferência teclado ou outro que não precise de afinação ou de um diapasão ou apito) ou através de um afinador eletrônico (recomendado). As cordas também podem ser afinadas em relação às outras cordas do instrumento.

Para afinar mais facilmente e corretamente o instrumento siga os seguintes passos:

a) Caso você possua micro-afinação (guitarras com ponte flutuante tipo floyd rose ou similares) coloque a micro afinação de cada corda na posição intermediária e solte as travas de afinação do braço.

b) Estando o instrumento totalmente desafinado, ao afinar uma corda, as outras normalmente desafinam, em virtude do aumento de tensão da primeira. Sendo assim inicialmente afine grosseiramente todas as cordas.

c) Se o encordoamento tiver sido recém colocado estique cada corda puxando com os dedos (não muito pouco que não surta efeito e nem tanto que quebre a corda) a fim de eliminar as folgas iniciais nas tarrachas. Não fazendo isto a afinação irá se perder rapidamente (até que afinando diversas vezes as cordas tenham se ajustado).

d) Faça a afinação cuidadosa em todas as cordas tantas vezes quantas necessárias até que todas estejam perfeitamente afinadas (normalmente uma ou duas vezes são necessárias). Caso não consiga isso verifique a seção deste site relativa a consertos e ajustes.

e) Caso você possua travas de afinação, use-as e faça a micro-afinação.

 

 

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