Alguns Fatos do Santo Sudário

Uma síntese do que o Santo Sudário de Turim revela a partir da investigação interdisciplinares:

- Fotografada pela primeira vez em 1898 por Secundo Pia.

- A imagem do lençol é um negativo.

- A radiação que criou a imagem do corpo foi de cima abaixo, paralela à gravidade, e não de flanco (não pôde, portanto, ser realizada como cópia de uma pessoa de pé)

- trata-se de uma imagem que só aparece sobre um tecido quando a superfície do corpo se encontra a 3.5cm ou menos da superfície. A escuridão do tecido é inversamente proporcional a este espaço. Em outras palavras, não é possível que a imagem fosse impressa mediante a técnica de "câmara escura" como propõem alguns caluniadores. Isto permite realizar uma reprodução tridimensional da imagem quando é vista com o visor VP-8.

- A imagem é similar a de raios X e mostra os ossos na mão, o rosto, etc.

- Os pixels (pontos ou unidades mínimas de imagem) de escuridão uniforme fazem uma imagem bastante precisa; proporcionando mais pixels por área nas zonas mais escuras.

- Os píxels intensamente concentrados que constituem o corpo principal da imagem não podem ser duplicados por nenhum procedimento conhecido até hoje.

- A imagem não fluorece como o fazem outras produzidas por queimaduras no mesmo tecido.

- Não há imagens debaixo do sangue.

- As manchas de sangue correspondem exatamente ao que a moderna medicina esperaria de uma vítima de crucificação.

- As marcas das chicotadas (aproximadamente 120) são reagentes aos raios ultravioleta como o seriam os resíduos de sangue.

- Existe um alto conteúdo de bilirrubina nos traços de sangue, como se esperaria no sangue de uma pessoa com as tensões de uma tortura.

- Pólen de flores que crescem na época de Páscoa no Mar Morto se encontram no tecido, assim como resíduos de pólen da França e Turquia.

- Pó de tipo travertino-aregenito, como o que se encontra nos arredores de Jerusalém, foi encontrado nos pés, joelhos e nariz da imagem.

- O incêndio de 1532 depositou sobre o lençol uma quantidade exagerada de carbono 14 na área de onde se tomou a amostra para o exame de 1988. Esta área estava a só três polegadas de onde a prata fundida evaporou as fibras de linho.

- Há sinais de crescimento microbiológico nas fibras do linho, as mesmas que também afetam os exames de Carbono 14.

 

O problema do Carbono 14

Não é possível percorrer aqui as centenas de dados que não mencionamos: vestígios históricos da Síndone séculos antes de aparecer na França no Séc. XIV, restos de ungüentos na zona correspondente ao cabelo que não podem ver-se a simples vista, restos de tecido epitelial, testemunhos e descrições do Séc. X que se ajustam plenamente à imagem que aparece na Síndone, cópias do Séc. VI.

É certo que a datação realizada em 1988 atribui ao linho da Síndone uma quantidade de Carbono 14 correspondente a um tecido de entre 1260 e 1390 mas, todos os dados mencionados e que são ao menos igualmente certos como poderiam explicar-se? Nem os próprios laboratórios, conhecedores das falhas que se produzem ocasionalmente no uso deste método, atreveram-se a assegurar que a Síndone seja falsa.

Por isso, frente a quem deu por terminado o assunto, outros muitos investigadores de todo o mundo seguem perguntando-se pela razão da chamativa discordância entre este dado e todos outros. Vejamos três exemplos:

  • O biofísico francês Jean-Bautise Rinaudo, investigador de medicina nuclear em Montpelier, atribui a origem da imagem sindônica a uma irradiação foto instantânea de prótons emitidos pelo corpo morto do crucificado, sob o efeito de uma energia desconhecida. Rinaudo considera que os átomos implicados neste fenômeno -que pôde reproduzir experimentalmente- são os do deutério, presentes na matéria orgânica, e formados por um próton e um nêutron. Os prótons poderiam ter formado a imagem e os nêutrons teriam irradiado o tecido, enriquecendo-o em carbono 14 falseando a datação.

  • O Dr. Garça Valdés, investigador do "Instituto de Microbiologia da Universidade de Santo Antonio" (Texas) pôde comprovar também experimentalmente, com amostras de tecido da Síndone, que sobre a mesma abunda -como em outros objetos que contêm sangue- um composto biológico formado por fungos e bactérias que não se podem eliminar com os tratamentos de limpeza que se aplicam na datação por resultado.

  • Também estudou o problema o Dr. Dimitri Kouznetsov, premio Lênin de Ciências e Diretor do Laboratório "E. A. Sedov" de Moscou, e realizou um experimento que, por sua simplicidade pode ter enorme transcendência. Submeteu um tecido do Século I, datada corretamente com carbono 14 pelos laboratórios de Tucson, (um dos que analisou a Síndone) à reprodução de um incêndio como o que sofreu o Manto em 1532. Para surpresa de todos, uma segunda datação -com o mesmo método do C14- atribuiu ao tecido uma data muito posterior. Em alguns dias "rejuvenesceu" 13 séculos!

Não se pode dar por resolvido o enigma nem muito menos, quando a tecnologia do século XX e deste novo século XXI não é capar de produzir uma imagem igual. E o C14 não é infalível... Afirmar que se trata de uma falsificação medieval exigiria uma explicação muito menos racional que afirmar que se trata do tecido sepulcral de Cristo...

Fala a Medicina

Desde a primeira fotografia foi possivel descobrir que o Santo Sudário de Turim era o negativo de uma perfeita representação completa, de frente e de trás, de um homem morto em uma cruz e depois de uma paixão brutal. Diversos médicos, estudando atentamente os claros traços da imagem, fizeram com muita precisão uma descrição dos padecimentos da pessoa impressa no manto. Entre as características principais destacavam:

- A cartilagem do nariz aparece quebrada e desviada à direita. Poderia dever-se a uma queda, pois se encontraram restos microscópicos de terra com mesmas características físicas que a de Jerusalém nela, assim como no joelho esquerdo e nas plantas dos pés.

- No lado direito do rosto aparece uma grande contusão. Os especialistas afirmam que seria produto pelo golpe de uma barra curta e redonda de entre 4 e 5 centímetros de diâmetro

- No resto do rosto aparecem diversas escoriações especialmente na bochecha direita e a frente.

- Nas regiões que rodeiam os olhos e sobrancelhas, há chagas e contusões iguais às que produziriam socos ou pauladas. A sobrancelha direita está claramente inflamada.

- A testa mostra mais de 50 pequenas e profundas feridas que evidenciam a aplicação de uma coroa de espinhos. As manchas maiores coincidem exatamente com veias e artérias reais, quando na Idade Média se desconhecia a circulação do sangue.

- Ao longo de todo o corpo, com especial claridade nas costas podem ver-se marcas idênticas às que deixaria o instrumento que utilizavam os romanos para flagelar a um réu: o Flagrum taxillatum (objeto que não se usava na idade Média e que se conhece em nossos dias por ter sido encontrado em escavações arqueológicas). O professor Bollone pôde contar mais de 600 contusões e feridas em todo o corpo e se contam as marcas dos açoites em 120. (Ao estilo romano, pois os judeus não davam mais de 40).

- A ferida do flanco tem uma forma elíptica do mesmo diâmetro que uma lança romana: 4.4 cm x 1.4 cm. (segundo peritos em história de Roma, o fato de estar no flanco direito se explicaria pela prática romana de dar este golpe a um inimigo que protege seu coração com o escudo que leva a esquerda).

- O Dr. Judica Cordiglia, apoiado no tipo de rastro deixado pelo fluxo de sangue, demonstrou que todas as feridas foram produzidas em vida no sujeito exceto a do flanco, que se inferiu post mortem.

- Do ponto de vista anatômico e tendo em conta que os principais antropólogos coincidem em que a imagem corresponde a de um semita, "o Homem do Santo Sudário", é a única imagem que se ajusta 100% ao que a Medicina legal considera que foi a morte de Cristo.

 

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