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Apolog�tica
por:
Jo�o Paulo II
fonte: revista "Pergunte e Responderemos"
Instru��o
proferida pelo papa Jo�o Paulo II na audi�ncia geral de 29 de outubro de 1998:
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Depois
de ter justificado doutrinalmente o culto da Bem-Aventurada Virgem, o Conc�lio
Vaticano II exorta todos os fi�is a tornarem-se os seus promotores:
"Muito de caso pensado ensina o sagrado Conc�lio esta doutrina cat�lica,
e ao mesmo tempo recomenda a todos os filhos da Igreja que fomentem
generosamente o culto da Sant�ssima Virgem, sobretudo o culto lit�rgico,
que tenham grande estima �s pr�ticas e exerc�cios de piedade para com
ela, aprovados no decorrer dos s�culos pelo Magist�rio".
Com esta �ltima afirma��o os Padres conciliares, sem chegar a determina��es
particulares, queriam reafirmar a validade de algumas ora��es como o Ros�rio
e o Angelus, caras � tradi��o do povo crist�o e frequentemente
encorajadas pelos Sumos Pont�fices, como meios eficazes para alimentar a
vida de f� e a devo��o � Virgem.
- O
texto conciliar prossegue pedindo aos crentes que "mantenham fielmente
tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de
Cristo, da Virgem e dos Santos".
Reprop�e assim as decis�es do II Conc�lio de Nic�ia, que se realizou no
ano 787 e confirmou a legitimidade do culto das imagens sagradas, contra
quantos queriam destrui-las, considerando-as inadequadas para representar a
divindade (cf. Redemptoris Mater, 33).
"N�s definimos" - declararam os Padres daquela assembl�ia
conciliar - "com todo o rigor e cuidado que, � semelhan�a da
representa��o da cruz preciosa e vivificante, assim as venerandas e
sagradas imagens pintadas quer em mosaico quer em qualquer outro material
adaptado, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas alfaias
sagradas, nos paramentos sagrados, nas paredes e mesas, nas casas e ruas;
sejam elas a imagem do Senhor Deus e Salvador nosso, Jesus Cristo, ou a da
Imaculada Senhora nossa, a Santa M�e de Deus, dos santos anjos, de todos os
santos justos" (DS, 600).
Evocando essa defini��o, a Lumen Gentium quis reafirmar a legitimidade e a
validade das imagens sagradas em rela��o a algumas tend�ncias que t�m em
vista elimin�-las das igrejas e dos santu�rios, a fim de concentrar toda a
aten��o em Cristo.
- O
II Conc�lio de Nic�ia n�o se limita a afirmar a legitimidade das imagens,
mas procura ilustrar a sua utilidade para a piedade crist�: "Com
efeito, quanto mais frequentemente estas imagens forem contempladas, tanto
mais os que as virem ser�o levados � recorda��o e ao desejo dos modelos
origin�rios e a tributar-lhes, beijando-as, respeito e venera��o"
(DS 601).
Trata-se de indica��es que valem de modo particular para o culto da
Virgem. As imagens, os �cones e as est�tuas de Nossa Senhora, presentes
nas casas, nos lugares p�blicos e em in�meras igrejas e capelas, ajudam os
fi�is a invocar a sua presen�a constante e o seu misericordioso patroc�nio
nas diferentes circunst�ncias da vida. Ao tornarem concreta e quase vis�vel
a ternura materna da Virgem, elas convidam a dirigir-se a Ela, a
suplicar-lhe com confian�a e a imit�-la, acolhendo com generosidade a
vontade divina.
Nenhuma das imagens conhecidas reproduz o rosto aut�ntico de Maria, como j�
reconhecia Santo Agostinho ("De Trinitate 8,7); contudo, ajudam-nos a
estabelecer rela��es mais vivas com Ela. Deve ser encorajado, portanto, o
uso de expor as imagens de Maria nos lugares de culto e noutros edif�cios,
para sentir a sua ajuda nas dificuldades e o apelo a uma vida cada vez mais
santa e fiel a Deus.
- Para
promover o correto uso das sagradas ef�gies, o Conc�lio de Nic�ia recorda
que "a honra tributada � imagem, na realidade, pertence �quele que
nela � representado; e quem venera a imagem, venera a realidade daquele que
nela � reproduzido" (DS 601).
Assim, adorando na imagem de Cristo a Pessoa do Verbo Encarnado, os fi�is
realizam um genu�no ato de culto, que nada tem em comum com a idolatria.
De maneira an�loga, ao venerar as representa��es de Maria, o crente
realiza um ato destinado em definitivo a honrar a pessoa da M�e de Jesus.
- O
Vaticano II exorta, por�m, os te�logos e os pregadores a evitarem tantos
exageros como atitudes de demasiada estreiteza na considera��o da
dignidade singular da M�e de Deus. E acrescenta: "Estudando, sob a
orienta��o do Magist�rio, a Sagrada Escritura, os santos Padres e
Doutores, e as liturgias da Igreja, expliquem como conv�m as fun��es e os
privil�gios da Sant�ssima Virgem, os quais dizem todos respeito a Cristo,
origem de toda a verdade, santidade e piedade" (LG 67).
A aut�ntica doutrina mariana � assegurada pela fidelidade � Escritura e
� Tradi��o, assim como aos textos lit�rgicos e ao Magist�rio. A sua
caracter�stica imprescind�vel � a refer�ncia a Cristo: tudo, de fato, em
Maria deriva de Cristo e para Ele est� orientado.
O
Conc�lio oferece, por fim, aos crentes alguns crit�rios para viverem de
maneira aut�ntica a sua rela��o filial com Maria: "E os fi�is
lembrem-se de que a verdadeira devo��o n�o consiste numa emo��o est�ril e
passageira, mas nasce da f�, que nos faz reconhecer a grandeza da M�e de Deus
e nos incita a amar filialmente a nossa m�e e a imitar as suas virtudes"
(LG 67).

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