| I | SAF
PUC |
|
|
|
|
|
|
|
| 10:00h - | A redescoberta
da consciência na Filosofia da Mente contemporânea: subjetivismo,
reducionismo e a hipótese do "Fechamento Cognitivo"
Carlos Diógenes Cortes Tourinho |
| Um olhar panorâmico
na história dos estudos sobre a mente nos revela que a noção
da “consciência” sofre, na passagem do séc. XIX para o séc.
XX, duas crises significativas. A primeira delas ocorre com o advento do
behaviorismo norte-americano, cujas metas assentam-se na observação,
previsão e controle do comportamento dos organismos individuais.
Já a segunda crise poderia ser notada com o surgimento da psicanálise.
A descoberta do lugar do Inconsciente gera o empreendimento de uma concepção
de psiquismo que não mais se reduz à consciência, que
passa a ter nos pensamentos inconscientes o foco de suas atenções.
Com o advento da Filosofia da Mente contemporânea, a partir do final
da década de 40, a noção de “consciência” retoma
a força que perdera no início do século XX. Neste
novo cenário, destaca-se a seguinte controvérsia: de um lado,
encontramos as teorias reducionistas da consciência, que buscam analisar
a estrutura da mente consciente em termos físicos ou funcionais;
do outro lado, encontramos as teorias subjetivistas da consciência,
que se apoiam na idéia de que os estados mentais conscientes são
estados irredutivelmente subjetivos, somente acessíveis para o próprio
sujeito, do ponto de vista da primeira pessoa. Tais abordagens geram as
seguintes dificuldades: os subjetivistas colapsam a Aparência com
a Realidade, o sujeito com o objeto; já os fisicalistas e os funcionalistas
incorrem nos perigos do reducionismo. Um olhar mais preciso sobre a Filosofia
da Mente nos permite situar uma terceira posição acerca do
tema em questão. Trata-se da teoria da diafonia, que concebe a consciência
como um elemento inalteravelmente diáfano (ou “transparente”) da
experiência. A consciência seria ela mesma inapreensível,
seja através da introspecção, seja através
de alguma forma de explicação formulada na terceira pessoa.
Com a teoria da diafonia, tem-se\, então uma espécie de “fechamento
cognitivo”. A constatação deste fechamento nos permite compreender
que a marca genuína da consciência não é a “intencionalidade”,
mas sim o seu caráter diáfano, (ou sua transparência
inalterável).
|
Programação:
Quarta-feira, 20 de setembro
Quinta-feira, 21 de setembro
Sexta-feira, 22 de setembro