I SAF
PUC
I Semana dos Alunos de Pós-Graduação em Filosofia da PUC-Rio
QUINTA
21
SETEMBRO
10:00h -  A redescoberta da consciência na Filosofia da Mente contemporânea: subjetivismo, reducionismo e a hipótese do "Fechamento Cognitivo"
Carlos Diógenes Cortes Tourinho
Um olhar panorâmico na história dos estudos sobre a mente nos revela que a noção da “consciência” sofre, na passagem do séc. XIX para o séc. XX, duas crises significativas. A primeira delas ocorre com o advento do behaviorismo norte-americano, cujas metas assentam-se na observação, previsão e controle do comportamento dos organismos individuais. Já a segunda crise poderia ser notada com o surgimento da psicanálise. A descoberta do lugar do Inconsciente gera o empreendimento de uma concepção de psiquismo que não mais se reduz à consciência, que passa a ter nos pensamentos inconscientes o foco de suas atenções. Com o advento da Filosofia da Mente contemporânea, a partir do final da década de 40, a noção de “consciência” retoma a força que perdera no início do século XX. Neste novo cenário, destaca-se a seguinte controvérsia: de um lado, encontramos as teorias reducionistas da consciência, que buscam analisar a estrutura da mente consciente em termos físicos ou funcionais; do outro lado, encontramos as teorias subjetivistas da consciência, que se apoiam na idéia de que os estados mentais conscientes são estados irredutivelmente subjetivos, somente acessíveis para o próprio sujeito, do ponto de vista da primeira pessoa. Tais abordagens geram as seguintes dificuldades: os subjetivistas colapsam a Aparência com a Realidade, o sujeito com o objeto; já os fisicalistas e os funcionalistas incorrem nos perigos do reducionismo. Um olhar mais preciso sobre a Filosofia da Mente nos permite situar uma terceira posição acerca do tema em questão. Trata-se da teoria da diafonia, que concebe a consciência como um elemento inalteravelmente diáfano (ou “transparente”) da experiência. A consciência seria ela mesma inapreensível, seja através da introspecção, seja através de alguma forma de explicação formulada na terceira pessoa. Com a teoria da diafonia, tem-se\, então uma espécie de “fechamento cognitivo”. A constatação deste fechamento nos permite compreender que a marca genuína da consciência não é a “intencionalidade”, mas sim o seu caráter diáfano, (ou sua transparência inalterável). 
 

Programação:

                  Quarta-feira, 20 de setembro
                Quinta-feira, 21 de setembro
                Sexta-feira, 22 de setembro

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