| I | SAF
PUC |
|
|
|
|
|
|
|
| 10:40h - | "O corpo como
fio condutor" na configuração do perspectivismo nietzschiano
Zamara Araujo dos Santos |
| Ao fundamentar sua teoria do perspectivismo, Nietzsche concorre para a dissolução da noção de um sujeito do conhecimento, que como tal figura à maneira de um “eu” único e idêntico cujo caráter visa conferir unidade à complexidade dos fatos. Essa constatação, com efeito, coloca o problema do sujeito no âmbito de uma ficção imaginária derivada de uma crença. Ao configurar-se como uma crença, essa ficção torna-se tributária da perspectiva gregária da vida que predominou sob a forma de falsificação dos instintos, imprimindo regularidade às forças, criando, sobretudo, uma faculdade interior de simplificação e abreviação do real. Trata-se, portanto, da consciência, a qual figura como uma “faculdade de adaptação interior” cujo domínio perseverou em vista da necessidade de comunicação e conservação da espécie, logo, um órgão de transmissão, cuja função é transformar a multiplicidade do mundo em signos e superfícies reconhecíveis. Com este registro, o ponto de partida da interpretação perspectivista é aquele das pulsões, do que concerne ao elemento mais íntimo do indivíduo, do corpo e de suas tensões, e é nesse sentido que a exigência nietzscheana de “tomar o corpo como fio condutor” situa-se como um ultrapassamento da noção de sujeito, pois a idéia de corpo remete a uma estrutura fisiológica de múltiplos impulsos, em que impera uma multiplicidade de forças em luta, que exerce uma “intelectualidade não individual”. |
Programação:
Quarta-feira, 20 de setembro
Quinta-feira, 21 de setembro
Sexta-feira, 22 de setembro