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PUC |
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| 15:20h - | História
e teologia no pensamento de Heidegger
Maria Manoella Beaklini Baffa |
| Nos escritos posteriores
ao projeto de Ser e Tempo, os que a crítica assinalou como sendo
a obra de um “segundo Heidegger”, vê-se cunhada a expressão
“história do ser” (Seinsgeschichte). Ela aparece como o fio condutor
de uma interpretação da tradição do pensamento
ocidental, tradição esta que Heidegger passa a nomear sob
a rubrica geral de metafísica. Para ele, a metafísica se
origina com os gregos, tem seus contornos delineados no seio da filosofia
platônica, e se abre à posteridade como uma repercussão
prolongada desse platonismo inaugural. A metafísica diz respeito
à maneira como, desde então, vem-se compreendendo o ser e
a verdade, ao fato de que se tenha decidido por uma compreensão
substantiva do ser e de que a verdade, por sua vez, tenha sido pensada
como uma adequação entre dois termos no processo do conhecimento.
A história que daí se desdobra constitui, segundo Heidegger,
o próprio mundo ocidental.
Mas se a metafísica, na compreensão de Heidegger, nomeia toda uma tradição, e não apenas um campo específico da disciplina filosófica, não se pode desconsiderar o fato de que é no âmbito da história do pensamento que ele se mantém ao considerá-la, deixando de lado o que esta mesma tradição definiu como sendo a História, a saber, a esfera das decisões humanas, das suas ações e seus feitos, independentemente do significado que se lhes tenha a cada vez atribuído. Há inúmeras críticas à idéia de que a história possa ser dita “do ser”, e não primeiramente dos povos, das culturas, das instituições, em suma, da Humanidade. O objetivo de nossa comunicação é pensar o sentido de uma tal interpretação da história para tentar considerar, a partir daí, o conteúdo das críticas que ela recebeu. |
Programação:
Quarta-feira, 20 de setembro
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