SONHOS
DA CALÇADA
Noite
que me fascina,
ao
caíres,
te
cobre de negro
e
te apossas de mim.
No
murmurar do vento
que
te acompanha,
tento
te desvendar.
Te
percorro,
vou
ao teu encontro,
é
mais uma madrugada
que
me fazes companhia,
neste
meu procurar.
Ando
ao léu,
sem
destino,
a
mercê dos seus braços.
Luzes
fantasmagóricas
passam
apressadas,
musicas
distantes,
tocam
abafadas,
sem
vidas,
tentando
se libertarem
de
suas clausuras.
Belas
moças nas paredes,
quadros
vivos ao luar
a
distribuírem sorrisos tentadores.
Bêbados
em seu bailado grotesco,
sem
par,
sem
vida.
Crianças
ao chão,
inocência
perdida,
sonhos
da calçada
que
a escuridão apaga...
sady Mac
24/12/03