O
trem Serpenteando pela encosta
afora Expelindo fuligem a
granel Lançando nuvens de fumaça ao
céu Chega o trem, quase na
hora Na estação o burburinho
costumeiro Crianças correndo, pais
aflitos Vendedores anunciando aos
gritos Corre corre para chegar ao
bagageiro Desce e sobe todo tipo de
gente Senhores apressados, senhoras
elegantes Crianças de colo, muitos
estudantes Casais de idosos e outro
adolescente Passagem comprada só de
ida Empresários à vista do
progresso Crêem que trem é
retrocesso É vendida a estrada de
ferro É acabado o sonho de trem
viajar Sentir no rosto o vento
soprar Lembranças, pra que te
quero Adeus Estação da
Luz Hoje já não mais me
seduz Resta apenas na
memória Um pedaço de minha
história O guarda apita a partida
G. Daun