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MANDALA é uma palavra sânscrita que significa "círculo". Podemos encontrá-la em diversas partes do planeta representada em pinturas, esculturas e danças. Encontramo-la também nas paredes dos templos, pintadas em cores contrastantes, no chão, na entrada de casas humildes, esboçadas toscamente numa rocha ou desenhada na poeira, no chão de terra batida. Por vezes, a Mandala aparece nas danças em grupos realizadas no interior dos templos ou em espetáculos públicos. A dança estruturada em círculos concêntricos, com um centro atraindo o conjunto, é típico do Budismo Tibetano e também dos dervixes dançarinos que atingem o êxtase num rodopio incessante, ao som de tambores e flautas primitivas. Pode acontecer das Mandalas apresentarem-se sob a forma de Yantras ou desenhos geométricos entrelaçados, em que sua simetria parece brotar de um ponto central. A finalidade destes desenhos é acalmar a agitada mente, produzir tranqüilidade interior e meditação. Sem a menor dúvida, a força integradora das Mandalas é perfeitamente perceptível por qualquer pessoa. Tal fato levou K.G. Jung a estudá-las miticulosamente. Ela aparece no momento em que o ser humano é submetido a uma tensão desagregadora. Surge nas crianças que vêem os pais se separarem, nos adultos quando a neurose se estabelece, ou sempre que ocorre uma invasão do subconsciente na alma humana. É uma tentativa de auto-cura que a natureza espontaneamente adota, uma barreira à desintegração, um elemento unificador das estruturas físiscas ou psíquicas abaladas por causa de circunstâncias diversas. A religião hindú, ou qualquer sistema por ela influenciado é, inegavelmente, um istema para se atingir a AUTOCONSCIÊNCIA. Para romper o conformismo, a mecanização, a ilusãao cirada pelo hábito e atingir uma CONSCIÊNCIA INSUSPEITADA, mas sempre presente em todos os instantes da vida do homem. Por isso, devemos lançar mão à Prática. Sem ela nada é possível. A delicada cisão estabelecida entre o intelecto e a psique terá que ser restabelecida. Analisando a história dos povos civilizados é possível verificar que a dicotomia intelecto-psique sempre produz sofrimento. O orgulho do culto ao intelecto, da razão, da lógica, o endeusamento da ciência, tem levado a humanidade ao abismo da desesperação, em sua corrida aluciante para chegar a lugar nenhum. É necessário, pois, neste lado do mundo ocidental angustiado, confuso, restabelecer essa AUTOCONSCIÊNCIA do indivíduo com a grande fonte universal de CONSCIÊNCIA CÓSMICA, que é a busca marcante de todo pensamento orientalista. Para o Vedanta, essa Consciência Cósmica é Brahma. Todavia, a centelha individual corporificada é Atman. Na verdade, Brahma - Atman, porém tal identidade não é possivel no homem-máquina, no robô intelectual que crê que tais estudos orientais como mandala, concentração, meditação, mantrans, etc., são meras tolices. Quanto maior for a Insconsciência dele com relação a esta realidade, maior será a Tensão Existencial e, conseqüentemente, a angústia vivida. O Sadhana, ou seja, a Prática, é o método adequado que conduzirá ao reencontro com a Consciência. Caso você queira mais detalhes sobre esta Reunificação Cósmica, estude e pratique os ensinamentos deixados pelo V.M. Samael Aun Weor. A CONSCIÊNCIA CÓSMICA recebe vários nomes nas diversas escolas budistas. É matriz de todos os Budhas (Tathagata-Garba), identidade absoluta (Tathata), base de todas as coisas (Dharmadhatu), etc. Qualquer que seja o seu nome, uma superconsciência, da qual o inconsciente coletivo de Jung é um mero e sombrio aspecto. Nela estamos mergulhados, existimos e temos o Ser. A consciência relativa cria imagens e funções da limitação da percepçãp dp Absoluto, através dos imprecisos sentidos. Neste oceano primordial, nada é perdido. Simbolicamente, ela é comparada à Luz. O "Livro dos Mortos" tibetano (Bardo Thodol) é um texto cuja análise profunda permite revelar centelhas desse ensinamento verdadeiro, que produz profunda significação ao processo psicológico humano. É, sem dúvida, uma sondagem na alma humana e ao mesmo tempo um encontro com seus seres estranhos e etapas sucessórias. Sua leitura esclarece a questão das Mandalas. Este livro é recitado pelo monge no quarto do moribundo, como uma preparação para a grande viagem. Surge então uma sucessão de luzes, cores, formas, pensamentos reprimidos, restos do inconsciente que se desprendem do fundo da alma do morimbundo, sobem como bolhas de luz da Consciência. É o processo de desassociação. É necessário identificar o fenômeno. Segundo o Bardo Thodol, estar lúcido e atento nesse instante de passagem é criar condições de influências melhroes em futuras vidas. Dessa forma, as camadas superpostas da Mandala Psíquica vão sendo exibidas. O medo, o pavor da cessação desaparece e surge a consciência da beatitude, que nasce de uma fagulha de Atman, do centro da força que congrega toda Mandala Psico-Física que constitui o homem. MANDALA é um recurso gráfico, externo, para conduzir à reintegração. É uma espécie de mada do Universo, mostrando sua geografia externa e interna. É claro que quando examinamos as estruturas universais como o sol, planetas, galáxias, Terra, homem, etc., encontramos uma grande semelhança. Existe sempre uma superfície externa, um limite, um centro de atração que congrega em verdadeiras camadas, as partes integrativas. A forma é a marca externa de uma Mandala. Da mesma maneira que existe uma forma para o físico, também existe um conteúdo para o psicológico. Uma idéia, inequivocadamente, é uma Mandala perfeitametne definida, pois saiu do modo invisível para o visível perfeitamente definida. A Mandala, mesmo que não a notemos, é perfeitamente realizável. Suas infinitas possibilidades de realização estão mergulhadas nas profundezas do subconsciente. Mandala é, ao mesmo tempo, um Cosmograma e um Psigrama, um roteiro para o Absoluto. Ao utilizar a Mandala, na verdade você esta'ra buscando ou até mesmo alcançando uma unicidade com o Absoluto, uma Paz Espiritual sem igual, uma Harmonia Íntima. Lembramos que, mesmo assim, é necessário aprofundar-se nos processos psicológicos da divisibilidade. Vamos à prática. 1 - Escolha um local tranqüilo e calmo. Peça para que ninguém o incomode. 2 - Ponha música para relaxamento (tipo New Age, Música Zen ou Ragas hindus tocadas em cítara). 3 - Acenda o incenso que mais lhe agrade. 4 - Pendure a Mandala na parede de modo que o centro fique na altura dos olhos. ![]() 5 - Sente-se confortavelmente a uma distância de um metro e meio a dois de distância. Mantenha a coluna reta. 6 - Feche os olhos. 7 - Concentre a atenção em seu ritmo respiratório por uns três minutos. 8 - Abra os olhos focalizando sua atenção na escrita sânscrita "OM". Neste momento vão passar por sua mente muitos pensamentos. Não se detenha para analizá-los. Continue concentrado. Não rejeite nenhum pensamento, não condene nenhum pensamento, por mais incoerente ou absurdo que seja. Tampouco os justifique. Mantenha-se concentrado no centro da Mandala. 9 - Mantenha os olhos abertos, sem piscar, o máximo de tempo que suporte. Certamente seus olhos começarão a lacrimejar. Não se preocupe, isso se deve à tensão dos músculos dos olhos. À medida que você pratique, aprenderá a relaxar os músculos oculares e esse incômodo passará. Você só deve piscar quando não suportar mais os olhos abertos. 10- Comece praticando por cinco minutos e depois vá aumentando o tempo, até chegar a 45 minutos. 11- Quando você já conseguir ficar concentrado por 15(quinze) minutos, você procederá da seguinte forma.
Ensina o Mestre Swami Sivananda, médico, filósofo, iogue e esoterista hindu, que "OM" é tudo. "OM" é o nome ou símbolo de Deus, Isvara ou Brahma. "OM" é seu verdadeiro nome. "OM" inclui a triplice experiência do homem. "OM" representa todos os mundos materiais. "OM" é a base de sua vida, de seu pensamento e de sua inteligência. "OM" é símbolo de Brahman ou do Ser Supremo. Medite em "OM". Quando você pensar ou meditar em "OM" terá de pensar em Brahman, naquilo que o símbolo representa. Durante a meditação, sentirá que você é todo pureza, todo luz, toda existência que permeia tudo, etc... Possam todas as pessoas descansar no Brahman não dual e saborear o néctar da imortalidade. Possam todos entrar no "OM" silencioso, transcendendo os sons A, U e M. Possam todas elas meditar em "OM" e atingir o objetivo da vida, a derradeira realidade que é SAT-CHIT-ANANDA BRAHMA. Possa esse "OM" guiar você. Faça desse "OM" seu centro, seu ideal, sua meta.
12- Mantenha-se concentrado na Mandala pelo tempo que considerar satisfatório. Quanto mais tempo você praticar esse exercício, maior será o desenvolvimento da sua Concentração e Capacidade de Compreensão dos Princípios Cósmicos nela Simbolizados. Texto elaborado pelo Prof. Marcus R. M. Sá.
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